Página de estudos e investigação da ATM. Três anos de publicações.

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Caros amigos,

Em dezembro de 2014 iniciei as publicações da Página de Estudos e Investigação da ATM. No inicio, todo o seu conteúdo foi oferecido português, inglês e espanhol. Porém, em março do ano seguinte, ao analisar as estatísticas de acesso das postagens, decidi manter somente a divulgação nos idiomas português e inglês.

De todo modo, o acesso aos conteúdos da página segue disponível aos demais pesquisadores, profissionais da área e aos interessados na investigação que desenvolvo.

3 ANOS DE PUBLICAÇÕES

Nos dias de hoje, a medicina baseada em evidência está estratificada hierarquicamente de cima para baixo onde na base da pirâmide encontramos os casos clínicos, os quais raramente são vistos como evidência.

A Página de Estudos e Investigação da ATM tem em sua concepção, o propósito da publicação de casos e conceitos clínicos, cuidadosamente publicados com as respectivas documentações dos pacientes com queixas de dor, disfunção e patologia da ATM, tratados na Clínica MY.

A página oferece acesso ao conteúdo ao longo de imagens, eletromiografias de superfície, cinesiografia computadorizada antes e após o  processo terapêutico. Foram incluídos casos de ortodontia tridimensional e reabilitação fisiológica neuromuscular da segunda fase do tratamento, após o tratamento da ATM.

FINAL

Página de Estudos e Investigação da ATM fez no mês de dezembro três anos de vida, lembrei-me de festejar no primeiro aniversário da Pagina.

No meio do trabalho com os pacientes, ensino e publicações não me lembrei de celebrar o segundo ano.

Quero celebrar estes três anos com vocês.

Temos com este projeto um lugar na internet que mostra a linha de trabalho conhecida como odontologia neuromuscular fisiológica, que atua sobre a postura e o funcionamento mandibular e considera todo o sistema corporal.

Para isso a odontologia neuromuscular fisiológica procura estabelecer, no paciente uma posição baseada na relação harmoniosa entre os músculos, dentes e articulações temporomandibulares.

MARCUS LAZARI frontal E SAGITAL

Na publicação deste final de ano escolhi as imagens mais significativas de todos estes anos de publicações, com links diretos para cada uma das publicações originais.

No final desta publicação coloquei os links das publicações do primeiro ano desta pagina.

3 ANOS DE PUBLICAÇÕES 2

Página de Estudos e Investigação da ATM tem crescido muito e continua recebendo visitantes de todo o mundo.

Muito obrigada!

Lidia Yavich

Patologia da Articulação Temporomandibular em um Paciente com Fusão Congênita de duas Vértebras Cervicais. Primeira e segunda fase. Caso clínico.

33 FINAL

Melhora Postural em Paciente após Tratamento de Reposicionamento Neuromuscular Fisiológico da Mandíbula. Paciente com Histórico de Cirurgia de Escoliose e Sintomatologia Craniomandibular.

24

Tratamento das Patologias da ATM: Paciente com Fortes Dores de Cabeça e das Articulações Temporomandibulares apresentando Importante Irregularidade de contorno no Côndilo Mandibular e Limitação de Abertura Bucal. Caso clínico.

27 CEF COMPARATIVAS

Reversão da Alteração da Medular Óssea em um caso de Necrose Avascular da cabeça mandibular. Acompanhamento de dois anos após o tratamento.

FRONTAL COMPARATIVAS ESQUERDA 2016.jpg

Tratamento Neuromuscular Fisiológico em Paciente com Cefaleia Diária e Dor nas Articulações Temporomandibulares. Caso Clínico sem Possibilidade de Recaptura Discal: primeira e segunda fase.

10 abre e fecha inicial

Criança com Otalgia (dor de ouvido) e Perda Auditiva Condutiva: quando medir faz a diferença. Normalização dos limiares auditivos. Primeira e segunda fase. Caso clínico.

FINALE FINALE

Tratamento das Patologias da ATM: Paciente com Dor na Região da Nuca, Zumbidos Bilaterais e Fraturas Recorrentes de Dentes e Próteses. Primeira e segunda fase. Caso clínico.

ITACIR COMBINADA

Tratamento das Patologias da ATM: Paciente com cefaleia durante 30 anos. Reabilitação Neuromuscular Fisiológica. Primeira e segunda fase . Caso clínico.

1 FOTOS FRENTE

Patologia da ATM em Músicos Profissionais: Um olhar além dos fatores de risco. Reabilitação Neuromuscular Fisiológica. Primeira e Segunda fase. Caso clínico.

HELLA

Página de estudos e investigação da ATM. Um ano de publicações.

INICIAL.jpg

2

Página de Estudos e Investigação da ATM tem crescido muito e continua recebendo visitantes de todo o mundo.

Muito obrigada!

Lidia Yavich

Patologia da Articulação Temporomandibular em um Paciente com Fusão Congênita de duas Vértebras Cervicais. Primeira e segunda fase. Caso clínico.

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Quando duas vértebras adjacentes estão fusionadas desde o nascimento, este conjunto de unidade vertebral é chamado de bloco vertebral congênito.

Embriologicamente é o resultado de um erro no processo normal de segmentação dos somitos (estruturas segmentadas, formada a ambos os lados do tubo neural) durante o período de diferenciação nas semanas fetais.

Devido à inexistência de um segmento móvel, as articulações livres (não fusionadas) por cima e por baixo do bloco vertebral fusionado sofrem mais stress.

Elas também podem produzir uma curvatura anormal na coluna.

Compreender a complexa inter-relação das desordens  craniomandibulares requer uma ampla compreensão, não só da anatomia e fisiologia da cabeça e pescoço, mas também da coluna vertebral. A coluna cervical é o elo flexível entre a cabeça e o tronco.

1 FOTO FRENTEPaciente de sexo masculino se apresenta na consulta com queixas de dor de cabeça, dor atrás dos olhos, principalmente do lado direito e dor na sobrancelha direita.

O paciente descreve que ao passar a ponta dos dedos na sobrancelha esquerda em direção ao lado direito ele sente dor, principalmente quando atinge o centro.

Refere dor em ambos os ombros.

1B FOTO FRENTE

Refere dor e estalos em ambas as articulações temporomandibulares.

Se queixa também de sentir crepitações nas ATMs.

Refere uma sensação de ouvidos entupidos e zumbidos bilaterais.

2 FOTO PERFIL

O paciente relata que aperta os dentes todo o dia, e também refere bruxismo noturno.

Também se queixa de dor na nuca e dor na coluna cervical.

Em sua história clínica, ele relata um acidente de carro quando tinha 12 anos de idade, também sofreu um forte golpe na boca e mandíbula.

Ele foi submetido anos após o acidente a uma cirurgia nas vértebras  L3, L4 e L5 por causa de hérnia de disco.

3 DENTESImagem da oclusão habitual do paciente antes do tratamento, no dia da consulta.

Incisivos fraturados e ausência  do canino superior do lado esquerdo.

4 OCLUSAL SUP E INFNa vista oclusal superior e inferior do paciente antes de tratamento fica  evidente o desgaste dos incisivos inferiores e a fratura dos incisivos centrais  superiores.

5 PANORAMICA Radiografia panorâmica inicial: podemos observar a ausência dos elementos dentais 18, 23, 28, 38 e 48. Extensão do seio maxilar na região de pré-molares e molares.

6 p6

Laminografia das articulações temporomandibulares do paciente antes do tratamento: podemos observar o posicionamento superior e posterior do processo articular do lado direito na cavidade articular e o posicionamento posterior e inferior do processo articular do lado esquerdo na cavidade articular quando a mandíbula encontra-se em posição de intercuspidação máxima.

Na posição de abertura máxima, observa-se angulação anterior dos processos articulares. A angulação é mais significativa do lado esquerdo. Aplainamento da superfície posterior dos processos articulares.

7 frontalRadiografia frontal do paciente antes do tratamento.

8 perfilRadiografia lateral em conjunto com a imagem do perfil do paciente, antes do tratamento.

9 C7Radiografia lateral e da coluna cervical do paciente antes do tratamento.

A seta marca a FUSÃO  DAS VÉRTEBRAS CERVICAIS C3 e C4

Quando duas vértebras adjacentes estão fusionadas desde o nascimento, este conjunto de unidade vertebral é chamado de bloco vertebral congênito.

Embriologicamente é o resultado de um erro no processo normal de segmentação dos somitos (estruturas segmentadas, formada a ambos os lados do tubo neural) durante o período de diferenciação nas semanas fetais.

Devido à inexistência de um segmento móvel, as articulações livres (não fusionadas) por cima e por baixo do bloco vertebral fusionado sofrem mais stress,

Elas também podem produzir uma curvatura anormal na coluna.

9A 1 RNM 1 

RNM TI : sequência de cortes sagitais da ATM esquerda em boca fechada.

Podemos observar que apesar da angulação anterior dos processos articulares, (por sequela de  traumatismo na primeira infância) o disco está posicionado na cabeça do côndilo mandibular. Note a conservação da saúde dos elementos moles, mesmo assim existe  compressão dos elementos retro discais a nível do angulo da flexão do colo do côndilo mandibular.

9A 1 RNM 2 

RNM TI : sequência de cortes sagitais da ATM esquerda em boca fechada.

Podemos observar que apesar da angulação anterior dos processos articulares, (por sequela de  traumatismo na primeira infância) o disco está posicionado na cabeça do côndilo mandibular. Note a conservação da saúde dos elementos moles, mesmo assim existe  compressão dos elementos retro discais a nível do angulo da flexão do colo do côndilo mandibular.

9A 2 RNM 1

RNM TI : sequência de cortes sagitais da ATM direita em boca fechada.

Podemos observar que apesar da angulação anterior dos processos articulares, (por sequela de  traumatismo na primeira infância) o disco está posicionado na cabeça do côndilo mandibular. Note a conservação da saúde dos elementos moles, mesmo assim existe  compressão dos elementos retro discais a nível do angulo da flexão do colo do côndilo mandibular.

9A 2 RNM 2

RNM TI : sequência de cortes sagitais da ATM direita em boca fechada.

Podemos observar que apesar da angulação anterior dos processos articulares, (por sequela de  traumatismo na primeira infância) o disco está posicionado na cabeça do côndilo mandibular. Note a conservação da saúde dos elementos moles, mesmo assim existe  compressão dos elementos retro discais a nível do angulo da flexão do colo do côndilo mandibular.

9A 3 RNMRessonância nuclear magnética da ATM esquerda e direita em boca aberta em TI.

Na posição de abertura máxima, observa-se melhor a angulação anterior dos processos articulares. Angulação mais significativa do lado esquerdo.

9A 4 RNM

Ressonância nuclear magnética da ATM esquerda e direita em boca fechada. Corte frontal ou coronal  em TI.

10 AB E FECH

Registro cinesiógrafico inicial: perda importante da velocidade quando o paciente abre e fecha a boca. Não há coincidência entre as trajetórias de abertura e fechamento na vista sagital do registro. Traçado muito vertical na vista sagital típico das sobremordidas.

11 REGISTRO DE MORDIDAPara avaliar corretamente a relação maxilo-mandibular devemos começar a considerar a posição fisiológica de repouso mandibular.

Repouso fisiológico é um conceito aplicável para todos os músculos do corpo. A musculatura estomatognática não é exceção.

Os músculos mastigatórios do paciente foram desprogramados eletronicamente e uma nova posição neurofisiológica de repouso foi registrada.

O registro mostra um espaço livre patológico de 11,8 mm e uma retroposição de 2 mm.

Lembrar que o as angulações do côndilo mandibular, provocadas por traumatismo na primeira infância, provocam uma perda no crescimento vertical e uma compressão a nível do ângulo da flexão do côndilo mandibular.

Clique aqui para ler mais sobre traumatismos na primeira infância e as fraturas em talo verde do côndilo mandibular  

12 DENTES ORTESECom esses dados obtidos após a desprogramação eletrônica mandibular e o registro cinesiográfico, construímos um DIO (dispositivo intraoral) para manter tridimensionalmente a posição registrada. Este dispositivo deve ser testado para mensurar e avaliar objetivamente o paciente.

13 CONTROLE ORTESERegistro cinesiógrafico de controle do DIO (dispositivo intraoral). Trajetórias neuromusculares coincidentes e espaço livre inter-oclusal de 2,4 mm

Estes controles  DEVEM SER PERIÓDICOS DURANTE A PRIMEIRA FASE DO TRATAMENTO e também durante a SEGUNDA FASE DO TRATAMENTO.
Nas publicações dos casos clínicos na PAGINA DE ESTUDOS E INVESTIGAÇÃO DA ATM  coloco uma seleção mínima da sequencia dos registros obtidos durante o tratamento.
É importante lembrar que durante o tratamento neurofisiológico o paciente é medido e controlado durante todo o percurso.

9A 1 RNM

O paciente apresentava  problemas de localização tridimensional do côndilo mandibular.

Mesmo que estruturalmente os côndilos mandibulares tenham sofrido mudança do eixo de crescimento devido a traumatismo na primeira infância, eles não apresentavam lesões que impedissem, após a melhora da localização tridimensional da mandíbula, iniciar a SEGUNDA FASE DO TRATAMENTO.

9A 2 RNM
Neste caso clínico decidi NÃO solicitar uma segunda ressonância nuclear magnética, já que não era necessário controlar a medular do côndilo mandibular, pois não apresentava lesões nem problemas no complexo côndilo e disco articular.

O paciente apresentava remissão da sintomatologia, o que nos permitiu passar para a SEGUNDA FASE DO TRATAMENTO NEUROFISIOLÓGICO.

15 sequencia 1Na  imagem superior podemos de cima para abaixo observar:

Oclusão inicial do paciente antes do tratamento;

Oclusão do paciente com o DIO ( dispositivo intraoral);

Início da ortodontia tridimensional, SEMPRE COM O DIO (dispositivo intraoral) construído em posição neurofisiológica. Instalação de um expansor removível superior.

16 B sequencia

Sequência de imagens da ortodontia tridimensional com o expansor e a movimentação do primeiro pré-molar superior do lado esquerdo para a instalação de um implante dentário.

17 sequencia

Sequência de imagens da ortodontia tridimensional neste caso clínico específico.

17B sequencia

Sequência de imagens acima da ortodontia tridimensional neste caso clínico específico e instalação do implante dentário, devido à ausência do canino superior do lado esquerdo.

18 sequenciaOs incisivos superiores foram reabilitados com resinas para recuperar a estética e funcionalidade do paciente.

19 PANORAMICA NO TRATRadiografia panorâmica de controle: implante colocado durante a ortodontia tridimensional no percurso do tratamento neurofisiológico. O DIO, (dispositivo intraoral) em posição neurofisiológica permanece instalado em boca durante toda a SEGUNDA FASE.

20 RESINAS INFERIORES

Os incisivos inferiores foram reabilitados com resinas para recuperar a estética e funcionalidade do paciente.

A erupção ativa dos setores posteriores foi concluída finalizando a segunda fase.

Neste caso clínico específico não foi documentada a  sequência de erupção ativa em imagens. Para os leitores que quiserem relembrar a erupção ativa na ortodontia tridimensional recomendo entrar neste link.

22 DENTES FINALOclusão do paciente após o tratamento neurofisiológico. Primeira e segunda fase terminada.

23 DENTES FINAL COMPARATIVOSImagens comparativas da oclusão do paciente antes e após o tratamento neurofisiológico.

24 OCLUSAIS FINAIS

Vista oclusal superior e inferior  do paciente após o tratamento neurofisiológico.

25 OCLUSAIS FINAIS COMPARATIVAS

Imagens comparativas da vista oclusal superior e inferior  do paciente antes e após o tratamento neurofisiológico.

26 PANORAMICAfinalRadiografia panorâmica  após a primeira e segunda fase do tratamento neurofisiológico.

26A PANORAMICACOMPARATIVASRadiografias panorâmicas comparativas: antes do tratamento, durante o tratamento e após a finalização da ortodontia tridimensional e reabilitação neurofisiológica.

27 laminograpfia finalLaminografia do paciente  após a primeira e segunda fase do tratamento neurofisiológico.

30 COMPARAÇAO PERFISRadiografias laterais comparativas do paciente: antes e após o tratamento neurofisiológico.

31 COMPARAÇAO C7Radiografia lateral e da coluna cervical comparativas do paciente antes da PRIMEIRA FASE e na finalização da ORTODONTIA  TRIDIMENSIONAL e  REABILITAÇÃO NEUROFISIOLÓGICA.

Neste caso não podemos mudar uma fusão congênita das vertebras cervicais, mas se entendermos que existem cadeias miofasciais que conectam a ATM ao resto do corpo, então poderemos, melhorando a localização tridimensional mandibular, ajudar o sistema. Logicamente, o sistema é um todo e dependendo de cada caso clínico precisaremos da colaboração de profissionais especialistas nas diferentes áreas da saúde.

32 COMPARAÇAO IMAGEM FRONTAL Imagens frontais comparativas do paciente: antes e após o tratamento neurofisiológico.

32 COMPARAÇAO PERFILImagens de perfil comparativas do paciente: antes e após o tratamento neurofisiológico.

32 DEPOIMENTO INICIALTempos atrás, em busca de um tratamento ortodôntico para meu primeiro filho, conheci a Clinica My. Na época, minha prioridade era de fato buscar uma solução de correção a um problema de dentição inclusa do meu filho.

Passadas algumas consultas, conheci a Dra. Lídia, que já em nossas primeiras e breves conversas, e em função de algumas queixas, diagnosticou que eu, muito mais que meu filho, tinha problemas ligados a disfunções na ATM e precisava buscar tratamento…

Naquela ocasião eu tinha diversos problemas de dentição, tais como: desgastes nos dentes inferiores e superiores e ponta de dentes quebrados, estalos na mastigação etc…

34 DEPOIMENTO FINAL

Eu tinha muitas dores de cabeça, dores na base da nuca e atrás dos olhos, nas costas e ombros… Sentia também uma sensação de dor em minha sobrancelha direita quando passava minha mão na testa, era de fato algo muito desconfortável e estranho.

Felizmente isso é coisa do passado. Graças ao diagnóstico preciso da Dra. Lídia e ao tratamento, que segui rigorosamente a risca, hoje já estou livre destes males.

Eu gostaria também de agradecer o cuidadoso trabalho do Dr. Luis Daniel durante todo o processo do tratamento e a atenção e o carinho que me foi dado por toda a equipe da Clinica My.

33 FINAL

 

Inter-relação dos Desordens Craniomandibulares e da Coluna Vertebral. Caso Clínico

Compreender a complexa Inter-relação dos desordenes craniomandibulares requer uma amplia compreensão não só da anatomia e fisiologia da cabeça e pescoço; mas também da coluna vertebral. A coluna cervical é o elo flexível entre a cabeça e o tronco. 1 FOTO A paciente se apresenta na consulta com fortes queixas de: Dor na parte superior da cabeça, dor frontal, dor na nuca, dor no couro cabeludo, dor na região da sobrancelha, dor atrás dos olhos, dor nos ombros. 2 FOTO Dor cervical, adormecimento e formigamento nas mãos e dedos. Dor em ambas as articulações temporomandibulares. Vertigem, sensação de ouvidos entupidos. Zumbidos 3 FOTO Dificuldade constante para abrir a boca. Dificuldade na mastigação de alimentos duros. Bruxismo. AOS QUATRO ANOS DE IDADE TEVE UM ACIDENTE DE CARRO E FOI ARREMESSADA PARA FORA DO CARRO. RELATA DOR DE CABEÇA INTENSA DESDE A INFÂNCIA. 4 A DENTES A paciente relata que mais o menos com quatorze anos teve “cistos nos maxilares” e foram retirados vários dentes. Começou a quebrar dentes frontais ao redor dos vinte anos de idade. FORAM FEITAS PROTESES, MAS A SENSAÇÃO ERA COMO QUE NADA SE ENCAIXAVA. 5 DENTES Continuava com dores de cabeça. 4 B ELECTRO HABITUAL 1 CORTADA Exame eletromiográfico dinâmico em oclusão habitual. Nesse protocolo se solicita ao paciente que abra a boca, feche, morda forte e degluta. Neste registro eletromiográfico são medidos oito músculos: os temporais anteriores direito e esquerdo, masseteres direito e esquerdo, trapézios direito e esquerdo e digástricos direito e esquerdo. Observa-se baixíssima atividade dos temporais superficiais direito e esquerdo e quase uma ausência de atividade de ambos os masseteres, sendo estes os músculos mastigatórios mais potentes. Ambos digástricos mostram atividade quando o paciente está mordendo, o que não é fisiológico já que os digástricos são músculos que devem atuar na abertura bucal e não no fechamento. 6 PANORAMICAAo exame radiográfico observa-se ausência dos elementos dentais 16,15,22,26,27,38 36,46 e 47. Demais elementos dentais permanentes presentes. A imagem radiográfica em incidência panorâmica mostra assimetria do corpo e ramo ascendente da mandíbula. 7 LAMINOGRAFIALaminografia das ATMs da paciente antes do tratamento. em oclusão habitual e abertura, Assimetria das cavidades articulares. Importante assimetria das cabeças mandibulares. 7 LAMINOGRAFIA COR Aplainamento significativo da superfície anterior do processo articular do lado esquerdo. Angulação anterior do processo articular do lado direito com aplainamento de suas superfícies posterior e anterior. ( Modificações estruturais do processo condilar como uma das sequelas de traumatismo na infância) http://www.craniomaxillary.com 8 CERVICAL INICIAL CRISTIANE KELLY A coluna cervical é o elo flexível entre a cabeça e o tronco. Tem a função de dar sustentação ao crânio e garantir o movimento. Qualquer disfunção desse equilíbrio pode provocar a dor. LEMBRAR QUE A PACIENTE AOS QUATRO ANOS DE IDADE TEVE UM ACIDENTE DE CARRO E FOI ARREMESSADA PARA FORA DO CARRO. Um resultado muitas vezes não tido em conta de uma hiperextensão ou hiperflexão súbita dos músculos cervicais é o trauma nas estruturas da articulação temporomandibular. O dano é causado por forças atuando em estruturas conectadas que tem massa e peso diferentes. A diferença em velocidade entre o crânio e a mandíbula (que é um estilingue) durante a hiperflexão ou hiperextensão pode causar estiramento, desgarro dos ligamentos posteriores e laterais da articulação temporomandibular, este fator pode causar deslocamento anterior e medial do disco articular. 8 CERVICAL INICIAL CRISTIANE KELLYPerda da lordose fisiológica da paciente, diminuição dos espaços intervertebrais, aumento do espaço entre o arco posterior do atlas e o occipital. 9 FRONTAL-1 Radiografia frontal da paciente em oclusão habitual. ROCABADO (1984) refere que a posição ideal da cabeça no espaço depende de três planos: plano bipupilar, plano ótico e plano transversal oclusal. Este três planos mantêm entre si uma relação horizontal e paralela que assegura a estabilidade postural do crânio. E EVIDENTE QUE ISSO NÃO OCORRE NESTA PACIENTE . 10 RESSONANCIA DIR E ESQUUm corte da  RNM em boca fechada mostra um disco de pequeno tamanho deslocado anteriormente do lado direito. Nas RNM em boca aberta ( não incluídas neste post) mostra a não recaptura do lado direito. Aplainamento significativo da superfície anterior do processo articular do lado esquerdo. Angulação anterior do processo articular do lado direito com aplainamento de suas superfícies posterior e anterior. ( Modificação estruturais do processo condilar como uma das sequelas de traumatismo na infância) http://www.craniomaxillary.com 11 BITEOs músculos mastigatórios foram desprogramados eletronicamente com um desprogramador eletrônico mandibular e depois foi registrada uma mordida em posição de repouso neurofisiológico utilizando um magnetógrafo mandibular. Temos em conta não só as informações do magnetógrafo após a desprogramação eletrônica, mas fundamentalmente a informação da ressonância nuclear magnética para a decisão do registro da mordida para a construção tridimensional do dispositivo.  Para isso utilizamos a técnica neurofisiológica do Dr Learreta. A paciente apresenta um espaço livre patológico de 9,2 mm e uma retroposição mandibular de 5,2 mm. 12 A DENTES-1ORTOSE Com esses dados construímos um aparelho intraoral testado eletromiograficamente e cineciograficamente para suportar a posição neurofisiológica escolhida.   12 B ELECTRO com DIO 1 CORT Exame eletromiográfico dinâmico COM O DISPOSITIVO INTRAORAL CONSTRUÍDO EM POSIÇÃO NEUROFISIOLÓGICA. Nesse protocolo se solicita ao paciente que abra a boca, feche, morda forte e degluta COM O DISPOSITIVO COLOCADO. Neste registro eletromiográfico são medidos oito músculos: os temporais anteriores direito e esquerdo, masseteres direito e esquerdo, trapézios direito e esquerdo e digástricos direito e esquerdo. Observa-se a atividade dos temporais superficiais direito e esquerdo e de ambos os masseteres e a redução de atividade nos digástricos quando o paciente está mordendo. Mesmo não sendo um  registro eletromiográfico ideal, mas comparativamente com o registro inicial em oclusão habitual indica o progresso no tratamento, já que na primeira eletromiografia o paciente não conseguia ativar os masseteres. Isto é implica uma ferramenta importantíssima no controle do tratamento que está sendo efetuado no paciente.

13 A LAMINOGRAFIA COMPARATIVO CRISTIANE KELLY

Laminografias comparativas da paciente: inicial em oclusão habitual onde pode se observar a retroposição das cabeças da mandíbula e com o dispositivo intraoral em posição neurofisiológica com a descompressão tridimensional do espaço retrodiscal.   13 B electros comparativas Comparação dos registros eletromiográficos da paciente (A) em oclusão habitual e (B) com o dispositivo em posição neurofisiológica instalado. 14 FOTO COMPARATIVA FRONTAL Imagem postural de frente da paciente em oclusão habitual e com o dispositivo instalado. Recuperação tridimensional da dimensão vertical. Melhora no posicionamento dos ombros e da cabeça. 15 CERVICAL COMPARATIVO CRISTIANE KELLY À medida que a dimensão vertical da oclusão é alterada EM EQUILÍBRIO COM OS MÚSCULOS MASTIGATÓRIOS E AS ARTICULAÇÕES TEMPOROMANDIBULARES acontece um significativo cambio na postura cervical QUE DEVE SER AVALIADA E ACOMPANHADA PELOS PROFISSIONAIS CAPACITADOS NESTA ÁREA. 16 FOTO COMPARATIVA PERFIL Imagem postural de perfil da paciente em oclusão habitual e com o dispositivo instalado. Recuperação tridimensional da dimensão vertical. Melhora no posicionamento dos ombros e da cabeça. 17 COLUNA E PERFIL COMPComparação das imagens posturais de perfil com a imagem da radiografia lateral da coluna cervical com o dispositivo colocado em boca. Melhora da coluna cervical da paciente. À medida que a dimensão vertical da oclusão é alterada EM EQUILÍBRIO COM OS MÚSCULOS MASTIGATÓRIOS E AS ARTICULAÇÕES TEMPOROMANDIBULARES acontece um significativo cambio na postura cervical QUE DEVE SER AVALIADA E ACOMPANHADA PELOS PROFISSIONAIS CAPACITADOS NESTA ÁREA. DEPOIMENTO Procurei a Clínicamy para acalmar minha dor. A dor de cabeça tinha começado desde criança. Nunca acharam nada de mais,muitos exames,medicações sem nenhum resultados. Aproximadamente com 14 ou 15 anos, tive cistos na boca, com perda de alguns dentes. Mas bem antes disto, com 4 anos de idade, tive um acidente de carro e fui projetada para fora do veículo. Provavelmente aí foi que começou todo o caso. Por ranger sem me dar conta comecei a ter perdas de alguns outros dentes. DEPOIMENTO 2As dores foram aumentando, pressão no pescoço e a cabeça, coluna e joelhos. Desalinhamento na coluna com desidratação dos discos intravertebrais cervicais, sinais de artrose em C4-C5, C5-C6, e C6-C7. Foi aí que fui recomendada pelo meu dentista Dr João de Souza para procurar uma alternativa para minhas dores, ele mesmo fazia uso de um DIO (dispositivo intra-oral) para tratamento de uma disfunção mandibular que ele tinha com a Dra. Lidia Yavich. Na época ele não tratava patologias da articulação temporomandibular, hoje em dia ele estudou como tratar casos como o meu. Foi à salvação das minhas dores. O TRATAMENTO ME PROPORCIONOU UMA MELHOR QUALIDADE DE VIDA. Neste momento quando músculos, articulações temporomandibulares e oclusão hoje representada no dispositivo intraoral estão em equilíbrio a paciente vai iniciar um tratamento de reabilitação neurofisiológica com implantes e prótese sob os mesmos.