Página de estudos e investigação da ATM. Três anos de publicações.

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Caros amigos,

Em dezembro de 2014 iniciei as publicações da Página de Estudos e Investigação da ATM. No inicio, todo o seu conteúdo foi oferecido português, inglês e espanhol. Porém, em março do ano seguinte, ao analisar as estatísticas de acesso das postagens, decidi manter somente a divulgação nos idiomas português e inglês.

De todo modo, o acesso aos conteúdos da página segue disponível aos demais pesquisadores, profissionais da área e aos interessados na investigação que desenvolvo.

3 ANOS DE PUBLICAÇÕES

Nos dias de hoje, a medicina baseada em evidência está estratificada hierarquicamente de cima para baixo onde na base da pirâmide encontramos os casos clínicos, os quais raramente são vistos como evidência.

A Página de Estudos e Investigação da ATM tem em sua concepção, o propósito da publicação de casos e conceitos clínicos, cuidadosamente publicados com as respectivas documentações dos pacientes com queixas de dor, disfunção e patologia da ATM, tratados na Clínica MY.

A página oferece acesso ao conteúdo ao longo de imagens, eletromiografias de superfície, cinesiografia computadorizada antes e após o  processo terapêutico. Foram incluídos casos de ortodontia tridimensional e reabilitação fisiológica neuromuscular da segunda fase do tratamento, após o tratamento da ATM.

FINAL

Página de Estudos e Investigação da ATM fez no mês de dezembro três anos de vida, lembrei-me de festejar no primeiro aniversário da Pagina.

No meio do trabalho com os pacientes, ensino e publicações não me lembrei de celebrar o segundo ano.

Quero celebrar estes três anos com vocês.

Temos com este projeto um lugar na internet que mostra a linha de trabalho conhecida como odontologia neuromuscular fisiológica, que atua sobre a postura e o funcionamento mandibular e considera todo o sistema corporal.

Para isso a odontologia neuromuscular fisiológica procura estabelecer, no paciente uma posição baseada na relação harmoniosa entre os músculos, dentes e articulações temporomandibulares.

MARCUS LAZARI frontal E SAGITAL

Na publicação deste final de ano escolhi as imagens mais significativas de todos estes anos de publicações, com links diretos para cada uma das publicações originais.

No final desta publicação coloquei os links das publicações do primeiro ano desta pagina.

3 ANOS DE PUBLICAÇÕES 2

Página de Estudos e Investigação da ATM tem crescido muito e continua recebendo visitantes de todo o mundo.

Muito obrigada!

Lidia Yavich

Patologia da Articulação Temporomandibular em um Paciente com Fusão Congênita de duas Vértebras Cervicais. Primeira e segunda fase. Caso clínico.

33 FINAL

Melhora Postural em Paciente após Tratamento de Reposicionamento Neuromuscular Fisiológico da Mandíbula. Paciente com Histórico de Cirurgia de Escoliose e Sintomatologia Craniomandibular.

24

Tratamento das Patologias da ATM: Paciente com Fortes Dores de Cabeça e das Articulações Temporomandibulares apresentando Importante Irregularidade de contorno no Côndilo Mandibular e Limitação de Abertura Bucal. Caso clínico.

27 CEF COMPARATIVAS

Reversão da Alteração da Medular Óssea em um caso de Necrose Avascular da cabeça mandibular. Acompanhamento de dois anos após o tratamento.

FRONTAL COMPARATIVAS ESQUERDA 2016.jpg

Tratamento Neuromuscular Fisiológico em Paciente com Cefaleia Diária e Dor nas Articulações Temporomandibulares. Caso Clínico sem Possibilidade de Recaptura Discal: primeira e segunda fase.

10 abre e fecha inicial

Criança com Otalgia (dor de ouvido) e Perda Auditiva Condutiva: quando medir faz a diferença. Normalização dos limiares auditivos. Primeira e segunda fase. Caso clínico.

FINALE FINALE

Tratamento das Patologias da ATM: Paciente com Dor na Região da Nuca, Zumbidos Bilaterais e Fraturas Recorrentes de Dentes e Próteses. Primeira e segunda fase. Caso clínico.

ITACIR COMBINADA

Tratamento das Patologias da ATM: Paciente com cefaleia durante 30 anos. Reabilitação Neuromuscular Fisiológica. Primeira e segunda fase . Caso clínico.

1 FOTOS FRENTE

Patologia da ATM em Músicos Profissionais: Um olhar além dos fatores de risco. Reabilitação Neuromuscular Fisiológica. Primeira e Segunda fase. Caso clínico.

HELLA

Página de estudos e investigação da ATM. Um ano de publicações.

INICIAL.jpg

2

Página de Estudos e Investigação da ATM tem crescido muito e continua recebendo visitantes de todo o mundo.

Muito obrigada!

Lidia Yavich

Criança com Otalgia (dor de ouvido) e Perda Auditiva Condutiva: quando medir faz a diferença. Normalização dos limiares auditivos. Primeira e segunda fase. Caso clínico.

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Os sintomas da perda auditiva leve que ocorrem na infância muitas vezes passam despercebidos.

 Várias atividades físicas e psíquicas das crianças e adolescentes podem ser afetadas em função da diminuição da capacidade auditiva.

A perda auditiva condutiva resultante da disfunção da tuba auditiva RESULTANTE DAS DESÓRDENS TEMPOROMANDIBULARES é MUITAS VEZES NÃO CONSIDERADA.

 É  de fundamental importância uma detecção precoce desta deficiência.

Existem dois tipos gerais de perda auditiva: a perda auditiva condutiva e a perda auditiva neurossensorial.
A perda auditiva condutiva resulta de perturbações na passagem do som da orelha externa para a janela oval.

Anatomicamente, esta via inclui o canal auditivo, membrana timpânica e ossículos. Essa perda pode ser devido a impacção de cerume, perfuração da membrana timpânica, otite média, osteosclerosis, disfunção muscular intra-auricular, ou deslocamento dos ossículos pelo ligamento maleolar.

Já a perda condutiva neurossensorial resulta em função de anormalidades otológicas além da janela oval. Tais alterações podem afetar as células sensoriais da cóclea ou as fibras neurais do oitavo nervo craniano.

A perda de audição com a idade (presbiacusia) é um exemplo. Tumores no oitavo nervo craniano também podem levar a tal perda de audição.

1

Paciente de sexo masculino com onze anos de idade se apresenta na consulta com queixas de dor de cabeça, dor na nuca, dor nos ombros, dor no pescoço, adormecimento e formigamento nas mãos e DIMINUIÇÃO DA ABERTURA BUCAL.

1A

O paciente refere dor no ouvido esquerdo e sensação de entupimento nos ouvidos, principalmente do lado esquerdo. Também refere zumbidos em ambos os ouvidos e DIMINUIÇÃO DA AUDIÇÃO, EM AMBOS OS OUVIDOS. 
Toda perda auditiva referida pelo paciente,  tem que ser constatada por AUDIOMETRIA.

2

Na história clínica do paciente em questão é relevante na análise do caso o antecedente de traumatismos no mento na primeira infância assim como as infecções repetitivas de ouvido e garganta e uma pneumonia que o paciente teve com oito meses e que precisou de internação hospitalar.

3

Imagens da oclusão habitual do paciente  e vista oclusal superior e inferior. Fotografias do paciente sorrindo de frente e perfil no dia da consulta.

5-panoramica-inicial

Radiografia panorâmica inicial do paciente no dia da consulta.

5

Laminografia das articulações temporomandibulares do paciente antes do tratamento: podemos observar o posicionamento superior e posterior do processo articular do lado esquerdo na cavidade articular  quando a mandíbula encontra-se em posição de intercuspidação máxima.

Na posição de abertura máxima, observa-se angulação anterior do processo articular do lado esquerdo.

6

Imagem da oclusão habitual do paciente antes do tratamento, no dia da consulta. Podemos observar uma importante sobremordida.

Fica  evidente a falta do espaço para o correto posicionamento do canino superior do lado esquerdo.

7

Vista oclusal superior e inferior do paciente antes de tratamento. Fica  evidente a falta de espaço para o correto posicionamento do canino superior do lado esquerdo.

8

Radiografia lateral em conjunto com a imagem de perfil do paciente, antes do tratamento.
Perfil retrognático e retificação da coluna cervical.

9 res fechada

RNM TI: Um  corte sagital da ATM esquerda e da ATM direita em boca fechada.

Podemos observar facetas anteriores nas cabeças mandibulares tanto do lado direito como esquerdo. Na ATM direita o disco está levemente luxado anteriormente. Na ATM esquerda a luxação é mais evidente, estando a cabeça da mandíbula apoiada nos ligamentos retro discais.

10 res aberta

RNM TI: Um  corte sagital da ATM esquerda e da ATM direita em boca aberta.

Podemos observar facetas anteriores nas cabeças mandibulares tanto do lado direito como esquerdo. Ambos os côndilos mandibulares não conseguem transladar estando diminuída a abertura bucal.

12 cineciog 1

Registro cinesiógrafico inicial: perda da velocidade quando o paciente abre e fecha a boca. Não há coincidência entre as trajetórias de abertura e fechamento na vista sagital do registro. Limitação na abertura bucal, o paciente consegue abrir só 32,9 mm.

11 ELET INICIAL

Eletromiografia de superfície dinâmica do paciente em oclusão habitual antes do tratamento.

São medidos:

Temporais anteriores direito e esquerdo.

Masseteres direito e esquerdo

Digástricos direito e esquerdo

Trapézio superior direito e esquerdo

Ativação dos digástricos no fechamento, sendo que estes músculos só devem ser ativados na abertura.

Importante ativação dos trapézios superiores mesmo o paciente sendo instruído a abaixar os ombros ele ativa ambos os trapézios durante todo o exame.

13

O paciente refere dor no ouvido esquerdo e sensação de entupimento nos ouvidos, principalmente do lado esquerdo. Refere também zumbidos em ambos os ouvidos e DIMINUIÇÃO DA AUDIÇÃO EM AMBOS OS OUVIDOS

TODA PERDA AUDITIVA REFERIDA PELO PACIENTE, NESTE CASO TAMBÉM RELATADA PELOS PAIS DO PACIENTE, TEVE QUE SER CONSTATADA POR AUDIOMETRIA.

15 AUDIOMETRIA INICIAL

Uma audiometria é produzida usando uma medida relativa da audição do paciente, em comparação com um valor estabelecido “normal”. É uma representação gráfica das respostas limiares auditivas que são obtidas a partir de testes de audição no paciente através de estímulos de tons puros. Os parâmetros da audiometria são frequência, medida em ciclos por segundo Hertz (Hz) e intensidade, medida em decibéis (dB).

A primeira audiometria do paciente revela uma discreta hipoacusia no ouvido esquerdo e uma leve hipoacusia no ouvido direito.

Os sintomas da perda auditiva leve que ocorrem na infância muitas vezes passam despercebidos. É  de fundamental importância uma detecção precoce desta deficiência.
A perda auditiva é classificada em leve, na qual o ouvido não é capaz de detectar sons abaixo de 40 decibéis e há dificuldade de compreender a fala humana.

Na perda moderada, os sons abaixo de 70 decibéis não são ouvidos.

17

Registramos a posição de repouso mandibular após a desprogramação eletrônica, em conjunto com a informação da ressonância nuclear magnética para a decisão do registro da mordida. Esses dados nos orientarão, para a construção tridimensional do DIO ( dispositivo intraoral).

O paciente apresenta um espaço livre patológico de 8,6 mm e uma retroposição mandibular de 8 mm.
Retrusão mandibular, seja causada por iatrogenia, traumatismo ou como resultado de má oclusão, resulta muitas vezes em otalgia ( dor de ouvido) devida à excessiva compressão dos tecidos retrodiscais.
A impressão do paciente é dor de ouvido.

18

Informei aos pais do paciente, que nesta etapa, me preocuparia só com a saúde do paciente, melhorando a função, a sintomatologia e controlando a perda condutiva da audição.

A perda de audição resultante da disfunção da tuba auditiva, iniciada por transtornos temporomandibulares é em geral subjetiva.

Por isso a necessidade de um controle objetivo, por meio de audiometria.

Expliquei que não faria nenhuma intervenção ortodôntica neste estágio como para incluir na arcada o canino que estava desalinhado e sem espaço. Comuniquei que cuidaria disso mais tarde e que neste caso não haveria necessidade de extrair dentes. 

19

No tratamento, 0 dispositivo instalado é controlado  por meio de eletromiografia de superfície para avaliar e comparar a sua função em relação aos registros anteriores.

20 AUDIOMETRIA 2

A segunda audiometria do paciente revela limiares normais no ouvido esquerdo e uma discreta hipoacusia no ouvido direito.

21 AUDIOMETRIA 1 e  2

Comparação da primeira e a segunda audiometria do paciente durante o tratamento.

Normalização dos limiares no ouvido direito e melhora nos limiares do ouvido esquerdo.

23

Lesões estruturais podem produzir alterações funcionais que por sua vez aumentam as alterações estruturais.

24

Alterações estruturais e funcionais.

25

Mesmo uma articulação descomprimida demora em recuperar-se.

Algumas lesões estruturais podem ser recuperadas OUTRAS NÃO.

25A

Mesmo uma articulação descomprimida demora em recuperar-se.

Algumas lesões estruturais podem ser recuperadas OUTRAS NÃO.

26

Leva tempo estabilizar os músculos durante o tratamento, pacientes diferentes, idades diferentes e patologias diferentes.

27 AUDIOMETRIA 3

A terceira audiometria do paciente revela limiares normais no ouvido esquerdo e limiares normais no ouvido direito.

28 AUDIOMETRIA 1 e  2 e 3

Comparação da primeira, segunda e terceira audiometria do paciente durante o tratamento.

Normalização dos limiares no ouvido direito e normalização dos  limiares do ouvido esquerdo.

Neste momento com a normalização da perda auditiva condutiva, com a remissão da sintomatologia,  melhora dos registros eletromiográficos e cineciográficos e melhora das estruturas nas imagens,  iniciamos a segunda fase por meio de uma ortodontia tridimensional.

29 SERIES DE ORTO 1

Sequência da ortodontia tridimensional na segunda fase do tratamento das patologias da ATM, neste paciente específico. LEMBRAR QUE NEM TODO CASO VAI PERMITIR A IMPLEMENTAÇÃO DE UMA SEGUNDA FASE.

30 SERIES DE ORTO 2

Sequência da ortodontia tridimensional na segunda fase do tratamento das patologias da ATM, neste paciente específico. LEMBRAR QUE NEM TODO CASO VAI PERMITIR A IMPLEMENTAÇÃO DE UMA SEGUNDA FASE.

30 A PERFIL E RAD LATERAL ORTO

Radiografia lateral em conjunto com a imagem do perfil do paciente, durante o tratamento.
Perfil estético e não retrognático como no inicio do tratamento.
Não ocorreu uma recuperação da lordose fisiológica mais SIM uma melhora na coluna cervical. 

31 SERIES DE ORTO3

Sequência da ortodontia tridimensional na segunda fase do tratamento das patologias da ATM, neste paciente específico. LEMBRAR QUE NEM TODO CASO VAI PERMITIR A IMPLEMENTAÇÃO DE UMA SEGUNDA FASE.

32  SERIES DE ORTO4

Sequência da ortodontia tridimensional na segunda fase do tratamento das patologias da ATM, neste paciente específico. LEMBRAR QUE NEM TODO CASO VAI PERMITIR A IMPLEMENTAÇÃO DE UMA SEGUNDA FASE.

33 RETIRADA DO DIO

Retirada do DIO ( dispositivo intraoral ) nesta fase da ortodontia tridimensional.

34 SERIES DE ORTO4

Imagem sem o dispositivo intraoral e finalização do tratamento na ortodontia tridimensional em oclusão neurofisiológica.

OCLUSAIS FINAIS

Imagens comparativas da vista oclusal superior e inferior  do paciente antes e após a finalização da primeira e a segunda fase do tratamento neurofisiológico.

35 AUDIOMETRIA 4

A quarta  audiometria do paciente após a finalização das duas fases do tratamento mantém os limiares normais no ouvido esquerdo e limiares normais no ouvido direito.

SERIES DE ORTO

Parte da sequência da ortodontia tridimensional na segunda fase do tratamento das patologias da ATM, neste paciente específico.

panoramicas comparativas

Radiografias panorâmicas comparativas: antes do tratamento e após a finalização da ortodontia tridimensional.

cef-comparativos

Radiografias laterais comparativas do paciente: no inicio do tratamento em oclusão habitual, após a finalização da ortodontia tridimensional em oclusão neurofisiológica e o controle, seis anos após a finalização do tratamento. 

37-cinesio-comparativos

Comparação dos registros cineciográficos computadorizados: antes e após o tratamento.
Abertura bucal do paciente passou de 32,9 mm para 38,9 mm.

Excelente  velocidade de abertura e fechamento.

37 eletro comparativo

Comparação dos registros eletromiográficos antes, durante e após o tratamento.

39 jaw trackwe  comparativoa

Comparação de registros após desprogramação mandibular: antes do tratamento a trajetória habitual não é coincidente com a trajetória neuromuscular.
Após o tratamento a trajetória habitual coincide tridimensionalmente com a trajetória neuromuscular.

40 todas as audiometrias

Comparação da primeira, segunda, terceira e quarta audiometria do paciente. 

Normalização dos limiares  no ouvido esquerdo e no ouvido direito.

FINALE FINALE

Várias atividades físicas e psíquicas das crianças e adolescentes podem ser afetadas em função da diminuição da capacidade auditiva. A perda auditiva condutiva resultante da disfunção da tuba auditiva RESULTANTE DAS DESÓRDENS TEMPOROMANDIBULARES é MUITAS VEZES DESCONSIDERADA.

É  de fundamental importância uma detecção precoce desta deficiência.

42 DEPOIMENTO 1

Ao terminar todo o tratamento, ainda adolescente, o paciente escreveu o seguinte depoimento:

A minha dentista me encaminhou para a ortodontista, por causa de um canino torto. Daí após uma radiografia panorâmica ela suspeitou que eu poderia ter um problema de ATM. Ela me encaminhou a Porto Alegre para fazer uma ressonância magnética, que constatou a suspeita de um problema na ATM. Comecei o tratamento e a Dra. Lidia também investigou o problema de zumbido e a diminuição da audição.

Quando era pequeno cai e bati o queixo, mas meus pais não sabiam que isso poderia afetar a minha ATM.

Eu sofria muita dor de ouvido e dor de garganta. Já tinha até marcado uma cirurgia no ouvido, mas após 6 meses de tratamento não foi mais necessário fazê-la. Hoje estou bem, tenho uma boa audição e não tenho mais zumbido e dores de garganta. Estou feliz com este tratamento, graças a Deus e a Dra.Lidia Yavich.

42 DEPOIMENTO

Segue o depoimento do mesmo paciente 7 anos após a finalização do tratamento:

Hoje, mais de sete anos após o término de meu tratamento da ATM com a doutora Lidia, e graças aos dons concedidos por Deus a ela, não tenho mais sofrido com as dores de ouvido, nem com dores de garganta ou perda da audição. Antes, eu tive a indicação de  fazer uma operação no ouvido pois estava perdendo a audição e isso não foi necessário com o tratamento da ATM, pois durante o tratamento fui acompanhado com exames que comprovaram que a minha audição melhorou. Hoje vivo minha vida normal, sem problemas com essas coisas do passado. Agradeço muito ao tratamento feito pela doutora Lidia, que tem  curado e melhorado minha vida.

Tratamento das Patologias da ATM: Paciente com Fortes Dores de Cabeça e das Articulações Temporomandibulares apresentando Importante Irregularidade de contorno no Côndilo Mandibular e Limitação de Abertura Bucal. Caso clínico.

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Nas diferentes publicações desta página tenho apresentado pacientes de diferentes idades, diferente gênero com diferentes patologias das articulações temporomandibulares.

Este caso clinico é o segundo que apresento em um paciente com protocolos protéticos construídos sobre implantes. Chamo uma vez mais a atenção do diagnóstico das patologias das articulações temporomandibulares e a posição mandibular como parte fundamental de qualquer procedimento na odontologia.

1 FOTO INIC FRONTALPaciente de sexo feminino com 54 anos de idade se apresenta na consulta com queixas de forte dor de cabeça, dor nas articulações temporomandibulares, dor na coluna cervical, dor de ombros, dor de ouvido, sensação de ouvidos entupidos e crepitações em ambas as articulações temporomandibulares.

2 FOTO INICIAL PERFIL

A paciente foi encaminhada pelo seu dentista que tinha efetuado o tratamento de implantes e protético, reabilitando a paciente, mas sem conseguir aliviar as dores que a afligiam.

2A MARCAÇÃO DA DOR

Marcação dos pontos de dor: parte da ficha clínica preenchida pela paciente.

A paciente refere dor diária.

Funções que  AGRAVAN A SUA DOR:

Mastigação

Abrir a boca

Rir

Bocejar

A paciente também refere dor na coluna e dormência e formigamento nos braços e dedos.

Refere que acorda com dores no corpo.

3 DENTES INIC PROT FRONTAL

Oclusão habitual da paciente no dia da consulta.

A paciente era portadora de próteses sobre implantes com protocolo removível superior e uma próteses sobre implantes com protocolo fixo inferior.

4 OCLUSAIS INICIAL PROT

Vista oclusal superior e inferior das próteses sobre implantes da paciente no dia da consulta

5 DENTE INICIAL SEM PROT

Imagem da cavidade oral da paciente  sem a prótese superior.

6 OCLUSAIS INIC SEM PROT

Vista oclusal superior e inferior da paciente sem a prótese superior.

7 PANORAMICA INICIAL

Radiografia panorâmica inicial da paciente antes do tratamento com as próteses em oclusal habitual antes do tratamento.

Presença de 4 implantes metálicos na maxila, 2 no lado direito e 2 no esquerdo; e 5 implantes na região anterior da mandíbula.

8 LAMINOGRAFIA INCIAL

Laminografia da ATMs : posicionamento posterior dos processos articulares nas cavidades articulares quando a mandíbula se encontra em posição de intercuspidação máxima.

9 TELE PERFIL INICIAL

Radiografia lateral da paciente com as próteses em oclusão habitual.

10 C7 INICIAL

Radiografia lateral e da coluna cervical da paciente com as próteses em oclusão habitual antes do tratamento.

Alterações da coluna cervical, perda da lordose fisiológica e diminuição de espaços intervertebrais fisiológicos especialmente entre as vertebras C4, C5 e C6.

cefalometria 2013 PORTUGUES

Análise cefalométrico de Ricketts antes do tratamento com as próteses em oclusão habitual.FACTORES CEF ANTESSS

Valores da convexidade do Ponto A e da Altura Facial Inferior antes do tratamento.

11 FRONTAL INICIAL

Radiografia frontal da paciente com as próteses em oclusão habitual

12 RNM DIREITA INICIAL

RNM, corte sagital da ATM direita em boca fechada: existe uma irregularidade de contornos com redução do aspecto superior do côndilo mandibular, que esta anterovertido. Existe um pequeno osteofito anterior

O disco articular encontra-se deslocado anteriormente, SEM REDUÇÃO  nas manobras de boca aberta.

Presença de cistos ósseos subcorticais no aspecto ântero-superior do côndilo mandibular.

13 RNM  ESQ  INICIAL

RNM, corte sagital da ATM esquerda em boca fechada: existe uma importante irregularidade de contornos da porção superior do côndilo mandibular, com formação de osteofito anterior.

Existe uma retificação da eminencia articular.

O disco tem dimensões reduzidas encontrando-se deslocado anteriormente SEM REDUÇÃO  nas manobras em boca aberta.

Pode se observar um importante hipossinal compatível com necrose avascular.

13A RNM  ESQ  INICIAL

RNM, outro corte sagital da ATM esquerda em boca fechada:existe uma importante irregularidade de contornos da porção superior do côndilo mandibular, com formação de osteofito anterior.

Existe uma retificação da eminencia articular.

O disco tem dimensões reduzidas encontrando-se deslocado anteriormente SEM REDUÇÃO  nas manobras em boca aberta.

Pode se observar um importante hipossinal compatível com necrose avascular.

16A  ESQ boca fechada 2013 T2

Ressonancia nuclear magnetica em T2 mostrando claramente a efusão articular.

O diagnóstico diferencial das efusões na ATM tem um amplo espectro como as efusões em outras articulações em outras regiões do esqueleto.

A RNM (ressonância nuclear magnética) pode nos proporcionar muitas informações e não apenas a posição do disco.

14  RNM FRONTAIS INICIAIS DIR E ESQ-Recuperado

RNM : corte frontal da ATM direita e esquerda fechada. Lesão superior no côndilo mandibular do lado direito, já descrito no corte sagital do mesmo côndilo como cistos ósseos subcorticais. .

No corte da cabeça mandibular do lado esquerdo pode se observar um importante hipossinal compatível com necrose avascular.

A necrose avascular ocorre quando o fluxo de sangue para um osso é interrompido ou reduzido. Pode ser causada por várias condições, como lesão articular ou óssea, pressão no interior do osso e outras condições médicas.

O côndilo afetado por necrose avascular apresenta baixo sinal nas imagens ponderadas em T1 como resultado de alterações edematosas no osso trabecular.

14 SERIE DE RESS DIR FECHADA 2013

RNM, cortes sagitais da ATM direita fechada antes do tratamento.

Foram postadas  anteriormente em destaque as imagens que considerei mais relevantes, mas também fica registrado esta série.

14 SERIE DE RESS DIR ABERTA 2013

RNM,cortes sagitais da ATM direita aberta antes do tratamento. Existe uma limitação da excursão do côndilo mandibular.

15 SERIE DE RESS ESQ FECH 2013

RNM, cortes sagitais da ATM esquerda fechada antes do tratamento.

Foram postadas  anteriormente em destaque as imagens que considerei mais relevantes, mas também fica registrada esta série.

15 SERIE DE RESS ESQ ABERTA 2013

RNM, cortes sagitais da ATM esquerda aberta antes do tratamento. Existe uma limitação da excursão do côndilo mandibular.

16 series ESQ boca fechada 2013 T2

Cortes sagitais da ATM esquerda fechada antes do tratamento em T2

Foi postada  anteriormente em destaque a imagem que considerei mais relevante, mas também fica registrada esta série.

Serie em T2 mostrando claramente a efusão articular.

Foram feitas na paciente os exames para investigar doença inflamatória sistêmica, os quais foram todos negativos.

Foi também investigado infecções por chlamydia trachomatis, mycoplasma pneumoniae e estreptococo beta hemolítico, resultados neste caso também  negativos.

Foi também investigado a funcionamento da tiroide.

17 REGISTRO CINECIOGRAFICO INICIAL

Os músculos mastigatórios da paciente foram eletronicamente desprogramados e um DIO (dispositivo intraoral) foi construído em posição neurofisiológica. Em outras publicações mencionamos os métodos cineciográficos computadorizados utilizados.

Quando estudamos oclusão a maioria das vezes não consideramos se o espaço livre inter-oclusal é sadio ou patológico. Neste caso o espaço livre patológico da paciente é de quase 7 mm e com uma retroposição de 0, 8 mm.

18 DIO SOBRE A PROTESES

Com esses dados e SEMPRE COM AS INFORMAÇÕES DAS IMAGENS, construímos um DIO (dispositivo intraoral) para manter tridimensionalmente a posição registrada.

Este dispositivo deve ser testado eletromiograficamente para mensurar objetivamente o paciente.

19 CONTROLE DA ORTESE

É fundamental o controle do DIO (dispositivo intraoral) à medida que o paciente é tratado, e a mandíbula reposicionada.

Neste caso o controle ainda nos indica a necessidade de recalibração do DIO (dispositivo intraoral)

19 PANORAMICA COMPARATIVA

Radiografias panorâmicas comparativas: antes do tratamento e após o tratamento neurofisiológico.

20 FRONTAIS COMPARATIVAS

Comparação das radiografias frontais da paciente: com as próteses em oclusão habitual e com o DIO  dispositivo intraoral construído sobre as próteses.

20LAMINOGRAFIA COMPARATIVAS

Comparação das laminografias das articulações temporomandibulares direita e esquerda em boca fechada e aberta: com as próteses em oclusão habitual e com o DIO  dispositivo intraoral construído sobre as próteses.

cefalometria 2014 PORTUGUES

Análise cefalométrico de Ricketts após o tratamento com o DIO construído sobre as próteses em oclusão neurofisiológica.

FACTORES CEF APOSSS

Valores da convexidade do Ponto A e da Altura Facial Inferior após o tratamento.

21 PERFIS COMPARATIVOS

Comparação das radiografias laterais com as próteses em oclusão habitual e com o DIO construído sobre a prótese em posição neurofisiológica.

O DIO (dispositivo intraoral) é utilizado para suportar, alinhar e corrigir deformidades com o objetivo de melhorar as funções da mandíbula, articulações temporomandibulares e os músculos que movimentam ambas. Este dispositivo deve ser controlado, e recalibrado à medida que os registros indiquem a necessidade de modificação.

21A PERFIS COMPARATIVOS

Comparação do plano estético de Ricketts na radiografia lateral com a prótese em oclusão habitual e com o DIO construído sobre a prótese em posição neurofisiológica.

21 RNM COMPARATIVAS ESQ SAGITAL

Comparação das imagens ponderadas em T1: antes do tratamento e após o tratamento: podemos ver a melhora do sinal medular. 

26 comparativas ESQ boca fechada 2013 e 2014T2

Comparação das imagens ponderadas em T2: antes do tratamento e após o tratamento. É nítido na primeira imagem  o sinal inflamatório e na outra imagem fora da melhora do sinal intramedular a remissão do derrame posterior.

22 RNM Comparativas direita sagital

Comparação das imagens ponderadas em T1: antes do tratamento e após o tratamento: podemos ver a melhora do sinal medular e da cortical óssea.

23 RNM Comparativas direita FRONTAL

Comparação das imagens frontais ponderadas em T1: antes do tratamento e após o tratamento: podemos ver a melhora da lesão superior no côndilo mandibular do lado direito

24 RNM Comparativas ESQUERDA FRONTAL

Comparação das imagens frontais ponderadas em T1: antes do tratamento e após o tratamento: podemos ver a podemos ver a melhora do sinal medular do côndilo esquerdo e a melhora da cortical óssea superior. 

25 SERIE DE RESS DIR ABERTA 2013 e 2014 COMPARATIVAS

Cortes sagitais comparativos da ATM direita aberta antes e após o tratamento.

Notasse os côndilos mandibulares SEM LIMITAÇÃO DE EXCURSÃO em relação à limitação que apresentavam antes do tratamento.

25 A SERIE DE RESS ESQ ABERTA 2013 e 2014 COMPARATIVAS

Cortes sagitais comparativos da ATM esquerda aberta antes e após o tratamento.

Notasse os côndilos mandibulares SEM LIMITAÇÃO DE EXCURSÃO em relação à limitação que apresentavam antes do tratamento.

COMPARATIVAS FRONTAIS POSTURAIS

Imagens frontais posturais comparativas da paciente antes e após o tratamento

COMPARATIVAS POSTURAIS PERFIL

Imagens  posturais de perfil comparativas da paciente antes e após o tratamento.

27 CEF COMPARATIVAS

Análise cefalométrico de Ricketts  comparativos antes e após o tratamento neurofisiológico.

COMPARAÇAO DOS FATORES

Valores comparativos da convexidade do Ponto A e da Altura Facial Inferior antes e após o tratamento.

28 DEPOIMENTO

“Dor de cabeça (já ao acordar pela manhã), sensação de cansaço nos ossos da face, forte tensionamento nos ombros e pescoço, “clics” na articulação temporomandibular,  dor de ouvido… e, consequentemente,  irritação, indisposição, estresse, etc.

Isso tudo vivi por muito tempo. As investigações realizadas sempre resultaram em medidas paliativas,  que amenizavam o problema por pouco tempo.

Passei por implantes e colocação de próteses que,  mesmo sem o objetivo de sanar esse mal pensei que melhoraria, mas o alívio foi por curto prazo.

Finalmente, por indicação do meu dentista, cheguei à Clínica MY  iniciando então o tratamento da ATM. Pouco tempo depois os sintomas foram desaparecendo.

Sou grata pelo profissionalismo e dedicação que lá encontrei.  Hoje, já melhor,  volto para avaliações periódicas e… também para poder agradecer sempre mais uma vez.”

Melhora Postural em Paciente após Tratamento de Reposicionamento Neuromuscular Fisiológico da Mandíbula. Paciente com Histórico de Cirurgia de Escoliose e Sintomatologia Craniomandibular

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A inter-relação entre postura mandibular, oclusão e postura corporal é um tema tratado por diferentes profissionais da saúde.

Quando falamos de oclusão nos referimos não só a relação entre os arcos dentais, mas também nos referimos ao equilíbrio entre dentes, músculos e articulação temporomandibular, os quais estão em conexão com todo o esquema postural. Dessa forma, podemos ver e analisar o paciente como um todo.

O presente caso clínico trata de uma paciente que chegou ao consultório após uma cirurgia de escoliose, com sintomatologia craniomandibular e perda da dimensão vertical.

Escoliose é uma deformação estrutural tridimensional da coluna vertebral. A escoliose idiopática é provavelmente multietiológica

A prevalência da associação entre escoliose e anomalias craniofaciais deve estimular a colaboração multidisciplinar ao tratarmos as patologias desses pacientes, especialmente quando no diagnóstico precoce.

1 a

Relato da paciente: breve histórico da cirurgia:

“Aos 14 anos de idade fui diagnosticada com uma escoliose dorso-lombar, após verificar uma deformação nas costas. Vários médicos especialistas foram consultados confirmando esse diagnostico, porem nenhum deles pôde informar as causas, apenas relataram que poderia ser em função de uma má formação, de algum `trauma` na fase de crescimento ou até mesmo hereditário.”

“A minha mãe percebeu que o lado esquerdo das minhas costas estava mais elevado que o direito. Nesta época eu também vinha sofrendo com frequentes desmaios. Por isso, foram realizados exames, tais como de sangue, eletroencefalograma e eletrocardiograma. Nenhum deles apresentaram alteração”

“Preocupadas com a situação consultamos um ortopedista, que nos encaminhou para a realização de um raio-X panorâmico e através do mesmo se constatou que eu apresentava uma escoliose lombar de 25 graus. O doutor recomendou fisioterapia.”

1bjanela radiografiaAs radiografias panorâmicas da coluna foram fotografadas sobre o vidro de uma janela a luz do dia, motivo pelo qual se observa  elementos da paisagem.

22- 10 -2004  1

Escoliose cérvico-dorsal de convexidade esquerda ângulo de  Cobb de 25 graus.Não há desnível pélvico significativo.

“Inicialmente, com aproximadamente 25 graus de curvatura, fiz sessões de fisioterapia e acompanhamento durante um mês.”

“Utilizei também uma palmilha (que deixei de usar porque não percebia resultados e não sentia necessidade) Na época estava também tratando uma mordida cruzada.”

25-08-2004   2

Escoliose dorso–lombar de convexidade esquerda, com ângulo de C0bb de 44 graus. Acentuação da lordose lombar.Desnível das cabeças femorais de 3 mm.

“Exames clínicos revelaram que a curvatura havia evoluído progressivamente e que esta aumentou mais que o dobro de tamanho, para aproximadamente para 45 graus. Na época, a solução proposta foi o uso de um colete cervical a fim de conter essa evolução.”

4-11-2004  3

Radiografias realizadas para controle de tratamento de escoliose com colete ortopédico.

“O colete era utilizado 22 horas por dia, também foi recomendado aulas de natação para obter maior flexibilidade e ajudar na respiração, em caso de uma cirurgia.”

“Nesse período, foi feito acompanhamento e reajuste do colete durante todos os meses.”

” Ao final, essa alternativa não se mostrou suficientemente eficiente, já que a curvatura evoluiu para 64 graus.”

15-02-2005  4

Radiografias obtidas para controle de tratamento de escoliose efetuadas com colete ortopédico

todas juntas

“Assim, segundo os médicos, atingimos o caso cirúrgico.”

“Aos 16 anos de idade, tive a coluna operada. A recuperação foi gradual, porem tranquila. As dores, que sempre foram ausentes, apareciam com pouca frequência na região do quadril e pernas, e a curvatura regressou aos 19 graus iniciais.”

LAUDO DO CONTROLE DO RX PANORÂMICO DA COLUNA VERTEBRAL APÓS A CIRURGIA:

Exame radiográfico efetuado para controle de tratamento cirúrgico de escoliose dorso-lombar de convexidade esquerda fixada através de hastes e parafusos metálicos.

“Após um ano, fui liberada para exercer qualquer modalidade de esporte, que até então eu estava proibida de praticar.”

MOTIVO DA CONSULTA NA CLINICA MY:

“Após tratamento dentário (mordida cruzada) com outro professional, principalmente em função de um desvio na coluna cervical que eu havia tentado corrigir na mesma época – mas não tive outro diagnostico a não ser a cirurgia, que já havia sido concluída -, fui orientada a dar prosseguimento com a Dra. Lidia, também a fim de investigar a relação entre os dois casos, até então sem conexão, a arcada dentaria e a coluna cervical.”

“Seguindo as indicações, conheci a Dra. Lídia para quem apresentei o meu histórico, incluindo a  cirurgia na coluna vertical, o que a deixou instigada a investigar as relações que poderiam ser causa e consequência em toda a problemática. Após muitas conversas e esclarecimentos me rendi ao tratamento.”

1

A paciente se apresenta na consulta após a cirurgia de coluna, com queixa de dor de cabeça, cansaço frequente, dor atrás dos olhos, dor nos ombros e apertamento dentário.

2 perfil direito e esquerdo

Fotografias posturais de perfil direito e esquerdo da paciente, após a cirurgia da coluna e antes do tratamento neurofisiológico.

3 frente e costas

Fotografias posturais de frente e de costas da paciente, após a cirurgia da coluna e antes do tratamento neurofisiológico.

4d locais da dor

Parte da ficha clínica onde a paciente marca os pontos onde sente dor.

5 DENTES INICIAISOclusão habitual da paciente no dia da consulta após a cirurgia de coluna e a  finalização do tratamento ortodôntico, antes do tratamento de reposicionamento mandibular neurofisiológico.6 oclusais iniciais

Vista oclusal superior e inferior da paciente no dia da consulta, após a cirurgia de coluna e a finalização do tratamento ortodôntico,antes do tratamento de reposicionamento mandibular neurofisiológico.

7 panoramica inicialRadiografia panorâmica da paciente no dia da consulta após a cirurgia de coluna e a finalização do tratamento ortodôntico, antes do tratamento de reposicionamento mandibular neurofisiológico. Remodelamento apical dentes 11,21,22,33,43 compatível com movimentação ortodôntica.

8 laminografia inicialLaminografia das ATMs da paciente em oclusão habitual com a boca fechada e boca aberta de ambos os lados.no dia da consulta após a cirurgia de coluna e a finalização do tratamento ortodôntico, antes do tratamento de reposicionamento mandibular neurofisiológico.

Cabeças da mandíbula assimétricas; esquerda com faceta na superfície posterior e mudança de orientação no eixo vertical.

9 teleperfil inicial

Radiografia lateral da paciente em oclusão habitual no dia da consulta após a cirurgia de coluna e a finalização do tratamento ortodôntico, antes do tratamento de reposicionamento mandibular neurofisiológico.

Note-se o inicio de inversão da curvatura cervical no nível de C4.

10 FRONTAL

Radiografia frontal da paciente no dia da consulta após a cirurgia de coluna e a finalização do tratamento ortodôntico, antes do tratamento de reposicionamento mandibular neurofisiológico.

 Nota-se a perda da dimensão vertical.

11 c7

Radiografia lateral e da coluna cervical da paciente no dia da consulta após a cirurgia de coluna e a finalização do tratamento ortodôntico, antes do tratamento de reposicionamento mandibular neurofisiológico.

Note-se a inversão da curvatura cervical no nível de C4.

11 RESS DIR 1 BOCA FECHADA

RNM da ATM direita:

Corte sagital em boca fechada: existe uma ante-versão do côndilo mandibular, discreta retificação da sua porção ântero-superior.

11 RESS DIR 2 BOCA FECHADA

RNM da ATM direita:

Corte sagital em boca fechada: existe uma ante-versão do côndilo mandibular, discreta retificação da sua porção ântero-superior. Leve irregularidade da cortical óssea do borde ântero-posterior da cabeça da mandíbula.

11 RESS ESQ  1 BOCA FECHADA

RNM da ATM esquerda:

Corte sagital em boca fechada: existe uma ante-versão do côndilo mandibular, discreta retificação da sua porção ântero-superior.

11 RESS ESQ  2 BOCA FECHADA

RNM da ATM esquerda:

Corte sagital em boca fechada: existe uma ante-versão do côndilo mandibular, discreta retificação da sua porção ântero-superior.

Antecedentes de traumatismo relatado pela paciente

1 – Queda de um muro com aproximadamente 1,50m de altura caindo de costas batendo com a parte de trás da cabeça no chão.

2- Freada brusca de carro. Foi empurrada contra o para-brisa, mas foi segurada pelo pai.

3 – Queda de bicicleta. A paciente estava de carona e caiu com a boca no chão.

11A eletromiografia dinãmica habitual

Registro eletromiográfico da paciente em oclusão habitual. Assimetria entre os músculos temporais direitos e esquerdos e assimetria entre os músculos masseteres. O mais importante neste caso é a maior atividade dos temporais em relação aos masseteres. Lembrar que os músculos que devem recrutar mais unidades motoras na máxima intercuspidação são os masseteres e não os temporais anteriores.

12 registro neurofisiológico

Registro da posição neurofisiológica de repouso mandibular.

Os músculos mastigatórios da paciente foram desprogramados eletronicamente e uma nova posição neurofisiológica de repouso foi registrada.

A paciente apresenta um espaço livre patológico de cinco mm e um desvio para direita de um mm e meio.) em posição neurofisiológica.

Com os dados obtidos após a desprogramação eletrônica mandibular e SEMPRE COM A INFORMAÇÃO OBTIDA DAS IMAGENS, construímos o DIO (Dispositivo Intraoral) em posição neurofisiológica.

13 DENTES ORTESE

DIO: Dispositivo Intraoral construído em posição neurofisiológica.

14 ELETROMIOGRAFIA  controle da ortese

Eletromiografia dinâmica da paciente com o DIO construído na posição neurofisiológica.

Na primeira seleção já podemos observar simetria entre os temporais anteriores.

Na última seleção com rolos de algodão em ambos os lados podemos observar uma melhora no recrutamento de unidades motoras nos masseteres, e ainda diminuição do recrutamento nos temporais anteriores. Lembrar que o DIO é testado e calibrado à medida que vai sendo testado com bioinstrumentação.

14A controle da ortese

Controle cinesiógrafico do DIO. Espaço livre interoclusal de 2,6 mm e não apresenta desvio no traçado frontal.

15 FRONTAIS COMPARATIVAS

Comparação das radiografias frontais da paciente: a primeira em oclusão habitual e a segunda com o DIO (Dispositivo Intraoral) em posição neurofisiológica. Melhora do alinhamento tridimensional da mandíbula. Melhora na dimensão vertical.

Não podemos consertar as diferenças estruturais dos côndilos mandibulares, mas sim podemos equilibrar os músculos.

16RX  laterais COMPARATIVAS

Comparação das radiografias laterais da paciente: a primeira em oclusão habitual e a segunda com o DIO (Dispositivo Intraoral) em posição neurofisiológica.

17 C7 COMPARATIVAS

Comparação das radiografias laterais e da coluna cervical da paciente: a primeira em oclusão habitual e a segunda com o DIO (Dispositivo Intraoral) em posição neurofisiológica.

18 LAMINOGRAFIAS COMPARATIVAS

Comparação das laminografias das ATMs da paciente: a primeira em oclusão habitual e a segunda com o DIO (Dispositivo Intraoral) em posição neurofisiológica.

19 RADIOGRAFIAS PANORAMICAS COMPARATIVAS

Comparação das radiografias panorâmicas da paciente: a primeira em oclusão habitual e a segunda com o DIO (Dispositivo Intraoral) em posição neurofisiológica.

20 ress COMP dir  1 e 2

Cortes sagitais comparativas das ATMs direitas em boca fechada, antes do tratamento em oclusão habitual e em posição neurofisiológica com o DIO em boca.

21 ress COMP ESQ  1 e 2

Cortes sagitais comparativas das ATMs esquerdas em boca fechada antes do tratamento em oclusão habitual e em posição neurofisiológica com o DIO em boca.

22 Comparativas de perfil com e sem ortese

Imagens posturais comparativas de perfil da paciente em oclusão habitual antes do tratamento, no inicio do tratamento utilizando o DIO  (dispositivo intraoral), e como pode ser visto na terceira foto, no estagio anterior a passagem para a segunda fase do tratamento com uma ortodontia tridimensional.

23 DComparativas de frente com e sem ortese e inicio de orto

Imagens posturais comparativas frontais da paciente em oclusão habitual antes do tratamento, no inicio do tratamento utilizando o DIO  (dispositivo intraoral) e, como pode ser visto na terceira foto, no estagio anterior a passagem para a segunda fase do tratamento com  ortodontia tridimensional.

 

Após tratamento:

DEPOIMENTO DA PACIENTE:

Principalmente as dores de cabeça (região frontal), a tensão nos trapézios e outros sintomas que prejudicavam meu trabalho e rendimento, foram facilmente controlados com o tratamento.

Sou muito grata pelo profissionalismo da Dra. Lidia e a equipe da Clinica My que sempre me trataram com muito cuidado durante todo o tratamento, considerando sempre a relação dos dentes, face e articuação temporomandibular com a coluna e a postura.

Sempre com muito cuidado e atenção, na relação dos dentes e face e articulação temporomandibular em relação com a coluna e a postura, à Dra. Lídia e a equipe da Clinica My sou grata pelo profissionalismo.

Por motivos de estudo e oportunidades de trabalho, optei por fazer uma pausa no tratamento, antes de iniciar a ortodontia tridimensional.

Continuei com o uso contínuo do DIO  – as dores continuaram controladas – até ter as condições de finalizar o tratamento. 

Descrição da postura ortostática habitual nos planos sagital e frontal

 

24

Plano sagital:

A avaliação está descrita de acordo com o teste do fio de prumo. Nesse teste leva-se em consideração os pontos anatômicos que devem estar alinhados com o eixo vertical  (fio de prumo) que é perpendicular ao eixo horizontal (superfície de apoio dos pés). Os pontos são o maléolo lateral ( especificamente na articulação calcanocuboidea), o centro articular do joelho, o centro do quadril (localizado na cabeça do fêmur), as vértebras lombares (L3 – L4), o centro da articulação do ombro (acrômio) e o meato auditivo externo (orelha).

Imagem 1 – paciente em oclusão habitual antes do tratamento:                                          

Observa-se que a paciente está como o corpo a frente do fio de prumo. Esse deslocamento dos pontos de referência é observado desde a articulação do joelho na vista lateral direta.

Imagem 2 – paciente utilizando o dispositivo intraoral no início do tratamento:

 

Observa-se que nessa situação a paciente está como os pontos articulares de referência à  frente do fio de prumo, porém houve uma aproximação dos segmentos corporais ombro e meato auditivo externo na direção do fio de prumo.

Imagem 3 – paciente utilizando o dispositivo intraoral pronta para passar para uma ortodontia tridimensional: 

Observa-se que nessa imagem que a paciente está com uma postura ereta mais alinhada, onde todos os pontos de referência estão alinhados ou mais próximos do eixo vertical a região lombar e a orelha ainda se mantiveram à frente do eixo de regência.

De acordo com as três imagens, pode-se observar que houve uma melhora no alinhamento da postura ortostática no plano sagital ao longo do tratamento. Inicialmente a paciente possivelmente estava com os músculos da cadeia posterior sobrecarregado desde as plantas dos pés até a região dos suboccipitais. Provavelmente o uso do dispositivo intraoral aliviou tal sobrecarga. 

 

25

Plano frontal

Na vista frontal, a descrição da postura ortostatica habitual é realizada em relação ao fio de prumo (eixo vertical) e aos dois eixos horizontais: eixo horizontal da superficie de apoio dos pés e eixo horizontal que passa logo acima dos ombros. Os pontos de referência no plano frontal são: ponto médio entre os dois pés, sínfise púbica, processo xifoide (centro do esterno) centro das vértebras cervicais (processos espinhosos) e o ponto médio entre os olhos.

Imagem 1: paciente em oclusão habitual antes do tratamento

Observam-se os seguintes deslocamentos em relação ao eixo vertical: leve deslocamento do ponto do pubis para o lado direito da paciente seguido de um deslocamento da caixa torácica (processo xifoide) para o lado esquerdo da mesma. A região cervical e a cabeça estão deslocados para o lado esquerdo do eixo vertical.

Em relação aos eixos horizontais da superficie de apoio e acima dos ombros, observa-se que o ombro direito está mais baixo que o direito. De acordo com essa imagem pode-se dizer que ela tem escolise ou que está com uma atitute postural que apresenta escoliose.

Imagem 2: paciente utilizando o dispositivo intraoral no inicio do tratamento.

Na imagem 2 é possível observar que a postura da pelves se manteve levemente deslocada para o lado direito do eixo vertical. No entanto houve uma aproximação do processo xifoide (centro do osso esterno) em relação ao eixo vertical, assim como das vértebras cervicais e da cabeça. Esses segmentos ainda se mantiveram para o lado direito do ponto de referência.

Em relação aos eixos de referência horizontal, observa-se um melhor alinhamento dos ombros. O ombro esquerdo se mantém mais baixo que esquerdo. Nessa imagem pode-se dizer que a paciente apresenta uma atitude escoliótica com ângulos menores de flexões laterais da coluna, ou seja, há uma mudança no suporte, onde a atitude escoliótica está mais leve.

Imagem 3:  paciente utilizando o dispositivo intraoral pronta para passar para uma ortondontia tridimensional

A partir dessa  foto pode-se observar que houve um alinhamento dos pontos de referência  do pubis e do processo xifoide em relação ao eixo vertical. Além disso, houve um reposicionamento das vértebras cervicais e da cabeça, onde seus pontos de referência estão mais próximos do eixo de referência. Em relação aos eixos horizontais, a imagem mostra um alinhamento equilibrado dos ombros.

A partir das três imagens do plano frontal observa-se que houve uma melhora da postura ortostática habitual, no entanto ainda há um deslocamento dos pontos de referência da cervical e cabeça para o lado esquerdo do eixo vertical.

Pode-se sugerir que antes do tratamento a paciente possivelmente apresentava uma distribuição do peso corporal assimetrico entre os pés direito e esquerdo: a pelve, deslocada para direita, gera tal desequilibrio. Na região torácica alta e cervical, provalvelmente havia um encurtamento muscular dos músculos da cadeia lateral esquerda e uma sobrecarga da cadeia lateral direita. Com o DIO, possivelmente esses desequilíbrios foram amenizados na postura ortostatica habitual.

Esta avaliação em posição ortostática não é uma avaliação dinâmica da paciente.

Agradeço esta avaliação de Cintia Brino Baril, mestre em Ciências do Movimento Humano, pela UFRGS.

Patologia da Articulação Temporomandibular em um Paciente com Fusão Congênita de duas Vértebras Cervicais. Primeira e segunda fase. Caso clínico.

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Quando duas vértebras adjacentes estão fusionadas desde o nascimento, este conjunto de unidade vertebral é chamado de bloco vertebral congênito.

Embriologicamente é o resultado de um erro no processo normal de segmentação dos somitos (estruturas segmentadas, formada a ambos os lados do tubo neural) durante o período de diferenciação nas semanas fetais.

Devido à inexistência de um segmento móvel, as articulações livres (não fusionadas) por cima e por baixo do bloco vertebral fusionado sofrem mais stress.

Elas também podem produzir uma curvatura anormal na coluna.

Compreender a complexa inter-relação das desordens  craniomandibulares requer uma ampla compreensão, não só da anatomia e fisiologia da cabeça e pescoço, mas também da coluna vertebral. A coluna cervical é o elo flexível entre a cabeça e o tronco.

1 FOTO FRENTEPaciente de sexo masculino se apresenta na consulta com queixas de dor de cabeça, dor atrás dos olhos, principalmente do lado direito e dor na sobrancelha direita.

O paciente descreve que ao passar a ponta dos dedos na sobrancelha esquerda em direção ao lado direito ele sente dor, principalmente quando atinge o centro.

Refere dor em ambos os ombros.

1B FOTO FRENTE

Refere dor e estalos em ambas as articulações temporomandibulares.

Se queixa também de sentir crepitações nas ATMs.

Refere uma sensação de ouvidos entupidos e zumbidos bilaterais.

2 FOTO PERFIL

O paciente relata que aperta os dentes todo o dia, e também refere bruxismo noturno.

Também se queixa de dor na nuca e dor na coluna cervical.

Em sua história clínica, ele relata um acidente de carro quando tinha 12 anos de idade, também sofreu um forte golpe na boca e mandíbula.

Ele foi submetido anos após o acidente a uma cirurgia nas vértebras  L3, L4 e L5 por causa de hérnia de disco.

3 DENTESImagem da oclusão habitual do paciente antes do tratamento, no dia da consulta.

Incisivos fraturados e ausência  do canino superior do lado esquerdo.

4 OCLUSAL SUP E INFNa vista oclusal superior e inferior do paciente antes de tratamento fica  evidente o desgaste dos incisivos inferiores e a fratura dos incisivos centrais  superiores.

5 PANORAMICA Radiografia panorâmica inicial: podemos observar a ausência dos elementos dentais 18, 23, 28, 38 e 48. Extensão do seio maxilar na região de pré-molares e molares.

6 p6

Laminografia das articulações temporomandibulares do paciente antes do tratamento: podemos observar o posicionamento superior e posterior do processo articular do lado direito na cavidade articular e o posicionamento posterior e inferior do processo articular do lado esquerdo na cavidade articular quando a mandíbula encontra-se em posição de intercuspidação máxima.

Na posição de abertura máxima, observa-se angulação anterior dos processos articulares. A angulação é mais significativa do lado esquerdo. Aplainamento da superfície posterior dos processos articulares.

7 frontalRadiografia frontal do paciente antes do tratamento.

8 perfilRadiografia lateral em conjunto com a imagem do perfil do paciente, antes do tratamento.

9 C7Radiografia lateral e da coluna cervical do paciente antes do tratamento.

A seta marca a FUSÃO  DAS VÉRTEBRAS CERVICAIS C3 e C4

Quando duas vértebras adjacentes estão fusionadas desde o nascimento, este conjunto de unidade vertebral é chamado de bloco vertebral congênito.

Embriologicamente é o resultado de um erro no processo normal de segmentação dos somitos (estruturas segmentadas, formada a ambos os lados do tubo neural) durante o período de diferenciação nas semanas fetais.

Devido à inexistência de um segmento móvel, as articulações livres (não fusionadas) por cima e por baixo do bloco vertebral fusionado sofrem mais stress,

Elas também podem produzir uma curvatura anormal na coluna.

9A 1 RNM 1 

RNM TI : sequência de cortes sagitais da ATM esquerda em boca fechada.

Podemos observar que apesar da angulação anterior dos processos articulares, (por sequela de  traumatismo na primeira infância) o disco está posicionado na cabeça do côndilo mandibular. Note a conservação da saúde dos elementos moles, mesmo assim existe  compressão dos elementos retro discais a nível do angulo da flexão do colo do côndilo mandibular.

9A 1 RNM 2 

RNM TI : sequência de cortes sagitais da ATM esquerda em boca fechada.

Podemos observar que apesar da angulação anterior dos processos articulares, (por sequela de  traumatismo na primeira infância) o disco está posicionado na cabeça do côndilo mandibular. Note a conservação da saúde dos elementos moles, mesmo assim existe  compressão dos elementos retro discais a nível do angulo da flexão do colo do côndilo mandibular.

9A 2 RNM 1

RNM TI : sequência de cortes sagitais da ATM direita em boca fechada.

Podemos observar que apesar da angulação anterior dos processos articulares, (por sequela de  traumatismo na primeira infância) o disco está posicionado na cabeça do côndilo mandibular. Note a conservação da saúde dos elementos moles, mesmo assim existe  compressão dos elementos retro discais a nível do angulo da flexão do colo do côndilo mandibular.

9A 2 RNM 2

RNM TI : sequência de cortes sagitais da ATM direita em boca fechada.

Podemos observar que apesar da angulação anterior dos processos articulares, (por sequela de  traumatismo na primeira infância) o disco está posicionado na cabeça do côndilo mandibular. Note a conservação da saúde dos elementos moles, mesmo assim existe  compressão dos elementos retro discais a nível do angulo da flexão do colo do côndilo mandibular.

9A 3 RNMRessonância nuclear magnética da ATM esquerda e direita em boca aberta em TI.

Na posição de abertura máxima, observa-se melhor a angulação anterior dos processos articulares. Angulação mais significativa do lado esquerdo.

9A 4 RNM

Ressonância nuclear magnética da ATM esquerda e direita em boca fechada. Corte frontal ou coronal  em TI.

10 AB E FECH

Registro cinesiógrafico inicial: perda importante da velocidade quando o paciente abre e fecha a boca. Não há coincidência entre as trajetórias de abertura e fechamento na vista sagital do registro. Traçado muito vertical na vista sagital típico das sobremordidas.

11 REGISTRO DE MORDIDAPara avaliar corretamente a relação maxilo-mandibular devemos começar a considerar a posição fisiológica de repouso mandibular.

Repouso fisiológico é um conceito aplicável para todos os músculos do corpo. A musculatura estomatognática não é exceção.

Os músculos mastigatórios do paciente foram desprogramados eletronicamente e uma nova posição neurofisiológica de repouso foi registrada.

O registro mostra um espaço livre patológico de 11,8 mm e uma retroposição de 2 mm.

Lembrar que o as angulações do côndilo mandibular, provocadas por traumatismo na primeira infância, provocam uma perda no crescimento vertical e uma compressão a nível do ângulo da flexão do côndilo mandibular.

Clique aqui para ler mais sobre traumatismos na primeira infância e as fraturas em talo verde do côndilo mandibular  

12 DENTES ORTESECom esses dados obtidos após a desprogramação eletrônica mandibular e o registro cinesiográfico, construímos um DIO (dispositivo intraoral) para manter tridimensionalmente a posição registrada. Este dispositivo deve ser testado para mensurar e avaliar objetivamente o paciente.

13 CONTROLE ORTESERegistro cinesiógrafico de controle do DIO (dispositivo intraoral). Trajetórias neuromusculares coincidentes e espaço livre inter-oclusal de 2,4 mm

Estes controles  DEVEM SER PERIÓDICOS DURANTE A PRIMEIRA FASE DO TRATAMENTO e também durante a SEGUNDA FASE DO TRATAMENTO.
Nas publicações dos casos clínicos na PAGINA DE ESTUDOS E INVESTIGAÇÃO DA ATM  coloco uma seleção mínima da sequencia dos registros obtidos durante o tratamento.
É importante lembrar que durante o tratamento neurofisiológico o paciente é medido e controlado durante todo o percurso.

9A 1 RNM

O paciente apresentava  problemas de localização tridimensional do côndilo mandibular.

Mesmo que estruturalmente os côndilos mandibulares tenham sofrido mudança do eixo de crescimento devido a traumatismo na primeira infância, eles não apresentavam lesões que impedissem, após a melhora da localização tridimensional da mandíbula, iniciar a SEGUNDA FASE DO TRATAMENTO.

9A 2 RNM
Neste caso clínico decidi NÃO solicitar uma segunda ressonância nuclear magnética, já que não era necessário controlar a medular do côndilo mandibular, pois não apresentava lesões nem problemas no complexo côndilo e disco articular.

O paciente apresentava remissão da sintomatologia, o que nos permitiu passar para a SEGUNDA FASE DO TRATAMENTO NEUROFISIOLÓGICO.

15 sequencia 1Na  imagem superior podemos de cima para abaixo observar:

Oclusão inicial do paciente antes do tratamento;

Oclusão do paciente com o DIO ( dispositivo intraoral);

Início da ortodontia tridimensional, SEMPRE COM O DIO (dispositivo intraoral) construído em posição neurofisiológica. Instalação de um expansor removível superior.

16 B sequencia

Sequência de imagens da ortodontia tridimensional com o expansor e a movimentação do primeiro pré-molar superior do lado esquerdo para a instalação de um implante dentário.

17 sequencia

Sequência de imagens da ortodontia tridimensional neste caso clínico específico.

17B sequencia

Sequência de imagens acima da ortodontia tridimensional neste caso clínico específico e instalação do implante dentário, devido à ausência do canino superior do lado esquerdo.

18 sequenciaOs incisivos superiores foram reabilitados com resinas para recuperar a estética e funcionalidade do paciente.

19 PANORAMICA NO TRATRadiografia panorâmica de controle: implante colocado durante a ortodontia tridimensional no percurso do tratamento neurofisiológico. O DIO, (dispositivo intraoral) em posição neurofisiológica permanece instalado em boca durante toda a SEGUNDA FASE.

20 RESINAS INFERIORES

Os incisivos inferiores foram reabilitados com resinas para recuperar a estética e funcionalidade do paciente.

A erupção ativa dos setores posteriores foi concluída finalizando a segunda fase.

Neste caso clínico específico não foi documentada a  sequência de erupção ativa em imagens. Para os leitores que quiserem relembrar a erupção ativa na ortodontia tridimensional recomendo entrar neste link.

22 DENTES FINALOclusão do paciente após o tratamento neurofisiológico. Primeira e segunda fase terminada.

23 DENTES FINAL COMPARATIVOSImagens comparativas da oclusão do paciente antes e após o tratamento neurofisiológico.

24 OCLUSAIS FINAIS

Vista oclusal superior e inferior  do paciente após o tratamento neurofisiológico.

25 OCLUSAIS FINAIS COMPARATIVAS

Imagens comparativas da vista oclusal superior e inferior  do paciente antes e após o tratamento neurofisiológico.

26 PANORAMICAfinalRadiografia panorâmica  após a primeira e segunda fase do tratamento neurofisiológico.

26A PANORAMICACOMPARATIVASRadiografias panorâmicas comparativas: antes do tratamento, durante o tratamento e após a finalização da ortodontia tridimensional e reabilitação neurofisiológica.

27 laminograpfia finalLaminografia do paciente  após a primeira e segunda fase do tratamento neurofisiológico.

30 COMPARAÇAO PERFISRadiografias laterais comparativas do paciente: antes e após o tratamento neurofisiológico.

31 COMPARAÇAO C7Radiografia lateral e da coluna cervical comparativas do paciente antes da PRIMEIRA FASE e na finalização da ORTODONTIA  TRIDIMENSIONAL e  REABILITAÇÃO NEUROFISIOLÓGICA.

Neste caso não podemos mudar uma fusão congênita das vertebras cervicais, mas se entendermos que existem cadeias miofasciais que conectam a ATM ao resto do corpo, então poderemos, melhorando a localização tridimensional mandibular, ajudar o sistema. Logicamente, o sistema é um todo e dependendo de cada caso clínico precisaremos da colaboração de profissionais especialistas nas diferentes áreas da saúde.

32 COMPARAÇAO IMAGEM FRONTAL Imagens frontais comparativas do paciente: antes e após o tratamento neurofisiológico.

32 COMPARAÇAO PERFILImagens de perfil comparativas do paciente: antes e após o tratamento neurofisiológico.

32 DEPOIMENTO INICIALTempos atrás, em busca de um tratamento ortodôntico para meu primeiro filho, conheci a Clinica My. Na época, minha prioridade era de fato buscar uma solução de correção a um problema de dentição inclusa do meu filho.

Passadas algumas consultas, conheci a Dra. Lídia, que já em nossas primeiras e breves conversas, e em função de algumas queixas, diagnosticou que eu, muito mais que meu filho, tinha problemas ligados a disfunções na ATM e precisava buscar tratamento…

Naquela ocasião eu tinha diversos problemas de dentição, tais como: desgastes nos dentes inferiores e superiores e ponta de dentes quebrados, estalos na mastigação etc…

34 DEPOIMENTO FINAL

Eu tinha muitas dores de cabeça, dores na base da nuca e atrás dos olhos, nas costas e ombros… Sentia também uma sensação de dor em minha sobrancelha direita quando passava minha mão na testa, era de fato algo muito desconfortável e estranho.

Felizmente isso é coisa do passado. Graças ao diagnóstico preciso da Dra. Lídia e ao tratamento, que segui rigorosamente a risca, hoje já estou livre destes males.

Eu gostaria também de agradecer o cuidadoso trabalho do Dr. Luis Daniel durante todo o processo do tratamento e a atenção e o carinho que me foi dado por toda a equipe da Clinica My.

33 FINAL

 

Página de estudos e investigação da ATM. Um ano de publicações.

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Caros amigos,

Em Dezembro de 2014 iniciei o projeto da Página de Estudos e Investigação da ATM*. No inicio todo o seu conteúdo foi oferecido em três idiomas: português, inglês e espanhol. Devido a análise das estatísticas de acesso das páginas, em Março de 2015 decidi manter somente a divulgação do conteúdo em português e em inglês.

Nos dias de hoje, a medicina baseada em evidência está estratificada hierarquicamente de cima para baixo onde na base da pirâmide encontramos os casos clínicos, os quais raramente são vistos como evidência. A Página de Estudos e Investigação da ATM teve, em sua concepção, o propósito da publicação de casos clínicos, cuidadosamente publicados com as respectivas documentações dos pacientes com queixas de dor, disfunção e patologia da ATM, tratados na Clínica MY.

INICIAL.jpgA proposta foi a de incluir estes casos clínicos e conceitos e assim compartilha-los, oferecendo livre acesso ao conteúdo com imagens, eletromiografia de superfície, cineciografia computadorizada anteriores e posteriores ao processo terapêutico. Também foram incluídos casos de ortodontia tridimensional e reabilitação neurofisiológica da segunda fase de tratamento, após o tratamento da ATM.

site em portugues nova

 

A Página de Estudos e Investigação da ATM está fazendo neste mês de dezembro um ano de vida e quero celebrar o seu aniversário com vocês.  Temos, com este projeto um lugar na internet que mostra a linha de trabalho conhecida como odontologia neurofisiológica, que considera todo o sistema corporal, uma área que atua também sobre a postura e o funcionamento mandibular. Para isso a odontologia neurofisiológica procura estabelecer, no paciente uma posição baseada na relação harmoniosa entre os músculos, dentes e articulações temporomandibulares.site em ingles nova

Na publicação deste final de ano escolhi as imagens mais significativas de todo este ano de publicações, com links diretos para cada uma das publicações originais.1

Descompressão Neurofisiológica em Posição de Repouso Promove uma Remodelação Positiva em um Processo Degenerativo da Articulação Temporomandibular de uma Adolescente

Sem Título-1

Anatomia é a Plataforma onde a Fisiologia Atua.

Sem Título-1

Modificações Estruturais do Processo Condilar como uma das Sequelas de Traumatismo na Infância.

26

Recaptura dos Discos Articulares Mediante o Reposicionamento Neurofisiológico da Mandíbula

26

Distonia Cervical ou Torcicolo Espasmódico: Evolução positiva após Tratamento Neurofisiológico

2

Deslocamento Anterior do Disco Articular com Redução. Recapturar ou não Recapturar, eis a Questão.

17 COLUNA E PERFIL COMP

Inter-relação dos Desordens Craniomandibulares e da Coluna Vertebral. Caso Clínico

24

Ortodontia Tridimensional na Segunda Fase dos Tratamentos das Patologias da ATM

FINAL

Reabilitação e Ortodontia Neurofisiológica Combinada: paciente com processos degenerativos em varias articulações do corpo.

FINAL

Tratamento das Patologias da ATM: primeira e segunda fase (ortodontia tridimensional) em uma paciente hiperlassa com hipossinal na medular da cabeça da mandíbula. Caso clínico.

33

Recaptura do Disco Articular: paciente com significativa assimetria das cabeças mandibulares e deslocamento redutível unilateral.Caso clínico

Sem Título-1

Osteonecrose da Cabeça da Mandíbula: recuperação da alteração da medular óssea.

Sem Título-1

Tratamento das Patologias da ATM: Paciente com fortes dores na região da face, pescoço e articulação temporomandibular. Primeira e segunda fase.

Sem Título-1

Paciente com Espondilite Anquilosante e Patologia Intra-articular não Inflamatória na ATM

1

Consolidação não Cirúrgica de uma Fratura do Côndilo Mandibular pelo Alinhamento Neurofisiológico dos Segmentos Quatro Meses após uma Cirurgia Infrutuosa. Caso clínico

37 poster

A importância da Posição de Repouso Mandibular mediante a Desprogramação Eletrônica no Tratamento das Patologias Temporomandibulares, no Diagnóstico Ortodôntico e na Reabilitação Oral. Caso clínico.

41 RNM AFTER TREATMENT cor

Patologias da ATM em Crianças e Adolescentes o Diagnóstico Esquecido

evento 4

Capacitação em Diagnóstico e Tratamento das Patologias da ATM

 

 

 

Conteúdo Programático no Curso Extensivo de Capacitação em Diagnóstico e Tratamento das Patologias da ATM

31 ress comparativa frontal esq 1 flecha

A Posição Postural da Mandíbula e a sua Complexidade na Relação Tridimensional Maxilomandibular: primeira e segunda fase em um paciente com severa sintomatologia com informações sutis nas imagens.

26B LATERAIS COMPARATIVAS LINHA

A Posição Tridimensional Neurofisiológica da Mandíbula nos Protocolos de Próteses sobre Implantes

Quero agradecer a minha família que sempre está ao meu lado em cada um dos projetos, aos amigos que desde o Brasil e de diversas partes do mundo apoiaram e apoiam este projeto, aos colegas, e aos pacientes, que frequentemente escrevem incentivando e agradecendo estas publicações.

Agradeço assim, ao fechar este momento de análise anual e de perspectiva para o ano que se segue, aos leitores de todas as partes do mundo que acompanham esta página. É um privilégio poder contar com suas visitas.

Com os melhores votos para 2016, com um ano de paz, saúde, amor e felicidade para todos.

Dra. Lidia Yavich

A Posição Tridimensional Neuromuscular Fisiológica da Mandíbula nos Protocolos de Próteses sobre Implantes

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A odontologia conta hoje em dia com novos recursos para a resolução protética dos pacientes com extensa perda das suas peças dentárias.

As novas tecnologias permitem protocolos para construção de próteses onde antes não teríamos uma solução de sustentação.

Fora da recuperação estética, fundamental para o paciente, É NECESSÁRIO ter um ponto inicial de registro da posição de repouso mandibular, já que estes casos complexos fazem a reabilitação ainda mais desafiadora.

1 frontal INICIALPaciente do sexo masculino de 54 anos de idade se apresenta no consultório com queixa de dor e sensação de ouvido entupido, especialmente no lado esquerdo. Também refere dor no topo da cabeça e  no ombro esquerdo.

2 PERFIL INICIALO paciente relata rigidez e dor na nuca, percebe uma sensação diferente no lado esquerdo da cabeça, como formigamento, perda de sensibilidade  e “fechamento do ouvido”.

Refere uma sensação incômoda no olho esquerdo, nas suas palavras refere que “o olho está sensível”.
Refere tremor nas mãos.

3 protese inicialA imagem da oclusão habitual do paciente mostra uma classe III ou prognatismo mandibular. Este prognatismo o paciente relata que era igual mesmo antes das perdas dentarias.
Quando estudamos oclusão a maioria das vezes não consideramos se o espaço livre inter-oclusal é sadio ou patológico.

4 oclusaisVista oclusal superior e inferior do paciente.

4A questionario  O que mais incentivou o paciente para procurar tratamento foi a sensação de ouvido entupido e o seu desejo de resolver o problema.

O paciente refere ruídos quando mastiga e cansaço dos músculos mastigatórios. Relata também uma sensação de dormência próxima ao ouvido esquerdo. 

O paciente tinha sido medicado por outro profissional com relaxante muscular, mas não tinha sentido modificação da sintomatologia.

5 PANORAMICA INICIALRadiografia panorâmica do paciente antes do tratamento neurofisiológico evidenciando o protocolo fixo sobre implantes na mandíbula.

O paciente tem este protocolo a mais de 18 anos.

O paciente  relatou histórico de  peri-implantite, e não tinha nenhuma imagem anterior a instalação dos implantes.

6 LAMINOGRAFIA INICIALLaminografia das articulações temporomandibulares direita e esquerda em boca fechada e aberta em oclusão habitual antes do tratamento neurofisiológico.

7 TELERRADIOG INICIAL Radiografia lateral em oclusão habitual do paciente. O paciente apresenta um perfil prognata marcado.

7A TELERRADIOG INICIAL LINHAMarcação do plano estético de Ricketts na radiografia lateral com o perfil do paciente.

8 FRONTAL INICIALRadiografia frontal do paciente antes do tratamento.

9 ELETROMIOGRAFIA INICIALRegistro eletromiográfico dinâmico do paciente em oclusão habitual antes do tratamento.

Neste registro dinâmico são medidos os músculos temporais anteriores direito e esquerdo, músculos masseteres direito e esquerdo, músculos digástricos direito e esquerdo, e músculos trapézios superiores direito e esquerdo.

O MÚSCULO MASSETER DIREITO QUASE NÃO CONSEGUE RECRUTAR UNIDADES MOTORAS durante a máxima intercuspidação  mantida, só consegue gerar 21 microvolts na faixa selecionada.

Importante assimetria entre os dois músculos masseteres direito e esquerdo.

10 ABERTURA E FECH INICIAL

 No registro cinesiógrafico inicial do paciente podemos observar uma boa velocidade na abertura bucal e a diminuição da velocidade no fechamento da boca

Não tem coincidência da trajetória de abertura e fechamento no plano sagital.

O movimento de abertura tem um  fechamento propulsivo e lateralização no plano frontal para direita de 8,2 mm.

11 CICLOS MASTIGATORIOS HABITUAL ANTES DO TRATOs ciclos mastigatórios do paciente são registrados com um cineciógrafo computadorizado. No registro dos ciclos mastigatórios utilizamos amêndoas para registrar a mastigação.

Este post não vai fazer um analise detalhado deste registro. Mas é importante ressaltar que: no gráfico do lado esquerdo, mesmo que o paciente está mastigando a amêndoa do lado esquerdo, O GRÁFICO APARECE NO LADO DIREITO. Isto é devido ao torque mandibular que o paciente precisa realizar para mastigar.
11ARNM

RNM em boca fechada das ATMs direita e esquerda: escolhi este corte para mostrar a assimetria importante entre o lado direito e esquerdo. 

O lado esquerdo apresenta ainda uma LUXAÇÃO POSTERIOR do disco articular. O lado direito NÃO APRESENTA DISCO ARTICULAR é IMPORTANTE MARCAR ISTO, já que em vários posts eu mostro a importância de recapturar os discos quando possível, (NESTE CASO NÃO POSSO RECAPTURAR UMA ESTRUTURA QUE NÃO EXISTE).

Neste caso particular a solicitação da ressonância faz parte do protocolo para obter informações fundamentais na formulação do diagnóstico.

Os diferentes cortes e parâmetros não evidenciam  edema ósseo nem outras informações que requeiram intervenções diferentes dentro do tratamento. 


O objetivo será o reposicionamento tridimensional da mandíbula, E RECUPERAR a função neurofisiológica, que deve ser amplamente compreendida, para que os músculos, articulações temporomandibulares e peças dentárias ou próteses estejam em equilíbrio.

12 JAW TRACKER BIOPACK

Para determinar a posição tridimensional neurofisiológica da mandíbula, mesmo nos casos de reabilitações extensas temos que considerar a posição fisiológica de repouso mandibular.

Os músculos mastigatórios do paciente foram desprogramandos eletronicamente e uma posição neurofisiológica de repouso foi registrada.

O paciente apresenta um ESPAÇO LIVRE PATOLÓGICO DE 7,2 mm. Descontando os dois mm fisiológicos ainda temos uma discrepância de mais de cinco mm, a serem recuperados tridimensionalmente.
A mandíbula ainda apresenta uma retroposição de quase dois mm e uma deflexão no fechamento de 0.5 para esquerda.

13 DENTES COM ORTESECom esses dados e SEMPRE COM AS INFORMAÇÕES DAS IMAGENS, construímos um DIO (dispositivo intraoral) para manter tridimensionalmente a posição registrada.

Este dispositivo deve ser testado eletromiograficamente para mensurar objetivamente o paciente.

13BTELERRADIOG COM DIO
Radiografia lateral do paciente com o DIO em posição neurofisiológica.

13CTELERRADIOG COM DIO LINHAMarcação do plano estético de Ricketts na radiografia lateral com  o DIO em posição neurofisiológica.

O DIO é um aparelho ortopédico, registrado e controlado eletromiograficamente. O DIO (dispositivo intraoral) é utilizado para suportar, alinhar e corrigir deformidades com o objetivo de melhorar as funções da mandíbula, articulações temporomandibulares e os músculos que movimentam ambas.

14 ELETROMIOGRAFIAS COM o DIO

Registro eletromiográfico do paciente com o DIO (dispositivo intraoral) em posição neurofisiológica construído encima da prótese do paciente.
Observa-se a melhora em atividade do músculo masseter direito que antes não conseguia recrutar unidades motoras.

15 ELETROMIOGRAFIAS COMPARATIVAS  Comparação dos registros eletromiográficos antes do tratamento em oclusão habitual e com o DIO (dispositivo intraoral), em posição neurofisiológica construído em cima da prótese do paciente.

TEMOS QUE CONSIDERAR que anos de acomodação muscular e engramas do sistema nervoso central não podem ser modificados com uma primeira órtese o DIO

É por isso que o DIO deve ser adaptado, trocado, e recalibrado para acompanhar as modificações tridimensionais que vão acontecer quando se alinham os músculos.

16 ABERTURA E FECH COM O DIORegistro cinesiógrafico do paciente após o tratamento neurofisiológico.

Importante melhora nas trajetórias de abertura e fechamento.

O fechamento já não tem uma trajetória propulsiva.

A lateralização que era de 8,2 mm ficou reduzida a 2 mm.

17 ABERTURA E FECH COMPARATIVOSComparação dos registros cinesiográficos: antes do tratamento em oclusão habitual e com o DIO (dispositivo intraoral), em posição neurofisiológica construído sobre a prótese do paciente.

18 CICLOS MASTIGATORIOS COM DIOCiclos mastigatórios do paciente após o tratamento neurofisiológico.

Nota-se neste gráfico, que a mastigação do lado esquerdo aparece no lado esquerdo como corresponde.

No gráfico anterior onde o paciente mastigava em oclusão habitual, o gráfico da mastigação do lado esquerdo aparecia NO LADO DIREITO devido ao torque mandibular que o paciente precisava realizar para mastigar.

19 CICLOS MASTIGATORIOS SEM E COM DIOCiclos mastigatórios comparativos do paciente: antes do tratamento e após o tratamento neurofisiológico.

20 LAMINOGRAFIA COM O DIOLaminografia das articulações temporomandibulares direita e esquerda em boca fechada e aberta em oclusão neurofisiológica após o tratamento.

21 LAMINOGRAFIAS COMPARATIVASComparação das laminografias das articulações temporomandibulares direita e esquerda em boca fechada e aberta: em oclusão habitual e com o DIO  dispositivo intraoral.

22 PANORAMICA COM ORTESE
Radiografia panorâmica do paciente após o tratamento neurofisiológico.

23 PANORAMICAS COMPARATIVASRadiografias panorâmicas comparativas: antes do tratamento e após o tratamento neurofisiológico.

24 frontal comparativosImagens frontais comparativas do paciente antes e após o tratamento neurofisiológico.

25 perfis comparativosImagens de perfil comparativas do paciente antes e após o tratamento neurofisiológico.

26B LATERAIS COMPARATIVAS LINHA

Comparação das radiografias de perfil e comparação dos perfis estéticos.
E aqui vale a frase de Confúcio: Uma imagem vale mais que mil palavras.

27 DEPOIMENTO Depoimento do paciente:  

Convivi por muito tempo com um desconforto  que as vezes se manifestava por uma sensação de amortecimento e outras vezes como  dores de cabeça.

Eu não conseguia identificar a causa, apesar de, por várias vezes buscar auxilio especializado.

Por recomendação de minha irmã e minha cunhada que na época tratavam-se com a Dra. Lidia procurei-a e submeti-me ao tratamento durante um longo período, obtive ótimos resultados e hoje sinto-me bem sem os sintomas que me atrapalhavam tanto.

Agradeço o empenho e dedicação da Doutora e sua equipe pelos resultados alcançados.

Patologias da ATM em Crianças e Adolescentes o Diagnóstico Esquecido

Este trabalho que está sendo apresentado neste post ganhou o terceiro lugar na apresentação de mesas clinicas no congresso da IAO (International Association for Orthodontics) April 2012, com o título – TMJ Pathologies in Children and Teenagers, the Overlooked Diagnosis. Patologias da ATM em crianças e adolescentes, o Diagnóstico Esquecido.

Nesse congresso apresentei uma conferência mais extensa sobre o mesmo tema.

Apresentei este trabalho em um congresso que reúne ortodontistas e ortopedistas de vários lugares do mundo. A intenção foi a de alerta-los sobre as patologias da ATM em crianças e adolescentes, porque independente da facilidade e simplicidade aparente de certos casos que se apresentam em nossas clínicas, a ATM pode estar comprometida. A avaliação da  ATM e o diagnóstico das suas patologias devem ser uma parte inseparável dos nossos procedimentos, não só na ortodontia e ortopedia mas em todas as áreas da odontologia.

Tenho apresentado nesta página diversos casos com a primeira e a segunda fase completas.

Nesta publicação VOU APRESENTAR SÓ A PRIMEIRA FASE como foi apresentada na mesa clínica e na conferência.

A paciente hoje em dia está em uma etapa avançada da segunda fase.

O IMPORTANTE NESTA PUBLICAÇÃO SÃO AS DIFERENÇAS ESTRUTURAIS CONSEGUIDAS NESTA PRIMEIRA FASE.

1Paciente, sexo feminino de 14 anos de idade se apresenta na consulta com queixa de dor nos dentes inferiores, dor nos ombros e estalos na ATM, do lado esquerdo.

A correção estética é um fator de importância para a paciente, mas a preocupação com a dor nos dentes inferiores  e o ruído gerado pelo estalo também constituem uma parte importante no relato da paciente e da mãe.

2 dentes

A oclusão da paciente nos sugere um caso sem maior dificuldade, um caso simples.

Neste caso seria muito fácil avaliar e diagnosticar rapidamente a necessidade de uma expansão superior para a acomodação e avanço da mandíbula e posteriormente resolver a deficiência vertical.

3 oclusaisMuitas vezes quando analisamos um caso para correção ortodôntica, podemos listar os possíveis fatores etiológicos que levaram o paciente a esse estado.

Quando avaliamos uma falha funcional precisamos ter em conta TODOS OS FATORES ETIOLÓGICOS ENVOLVIDOS NESSA DISFUNÇÃO.

4 panoramica Radiografia panorâmica inicial da paciente antes do tratamento.5 lateral cervical Radiografia lateral e da coluna cervical da paciente antes do tratamento.

Além da retificação da coluna cervical nota-se o inicio de uma inversão da curvatura fisiológica a partir de C4.

6 frontal Radiografia frontal inicial da paciente antes do tratamento.7 cefalometriaA cefalometria é uma parte importantíssima no diagnóstico e na correção dos casos, tanto na ortodontia como na ortopedia, MAS não é um exame para evidenciar patologia nas articulações temporomandibulares.

8 laminografia

A laminografia das articulações temporomandibulares em boca fechada e aberta é considerada como uma radiografia panorâmica das articulações temporomandibulares.

A laminografia das articulações temporomandibulares não pode ser comparada com uma tomografia computadorizada das articulações temporomandibulares, mas é um exame básico para uma primeira informação das articulações temporomandibulares.

8 laminografia corNesta mesma imagem com destaque de cor podemos apreciar a retroposição da ATM do lado esquerdo, a mudança do eixo de crescimento deste mesmo lado e a perda de espaço articular em ambos os lados.

A paciente relata um traumatismo quando pequena: “bati brincando no criado mudo no pescoço perto do mento”.

9 ampliação laminografia Ampliação da imagem da laminografia com realce de cor.Boca fechada, lado direito e esquerdo.10 ampliação laminografia Esta imagem ampliada das articulações temporomandibulares em boca fechada, direita e esquerda NÃO  MOSTRA O ESTADO DO DISCO ARTICULAR NEM DOS LIGAMENTOS. 11 ressonancia 12 ressonancia Quando o paciente vai ao consultório com algum tipo de disfunção, o tratamento do profissional deveria estar direcionado para o restabelecimento da função normal, quando possível.

Para saber o que é função normal, devemos entender que A ANATOMIA É A PLATAFORMA ONDE A FISIOLOGIA ATUA.

13 ressonancia  É necessário conhecer a anatomia funcional de qualquer parte de nosso organismo para entender a fisiopatologia de qualquer parte de nosso organismo.

14 ressonancia

RNM da ATM esquerda boca fechada da paciente antes do tratamento

RNM da ATM esquerda boca fechada da paciente antes do tratamento:

Leve irregularidade da cortical óssea da cabeça da mandíbula.

O disco articular encontra-se luxado anteriormente.

LEMBRAR: ESTA É A ATM de uma adolescente de 14 anos de idade.

Não apresentava crepitações NEM DOR NA ATM, só um estalo.

Tenho lido diferentes opiniões de colegas expressando que o conhecimento da informação da imagem não modificaria em nada a conduta a ser seguida no tratamento. 

15 ressonancia

RNM da ATM esquerda boca fechada da paciente antes do tratamento

Outro corte da mesma RNM:

RNM da ATM esquerda boca fechada da paciente antes do tratamento:

Leve irregularidade da cortical óssea da cabeça da mandíbula.

O disco articular encontra-se luxado anteriormente.

LEMBRAR: ESTA É A ATM de uma adolescente de 14 anos de idade.

Não apresentava crepitações, NEM DOR NA ATM, só um estalo.

Tenho lido diferentes opiniões de colegas expressando que o conhecimento da informação da imagem não modificaria em nada a conduta a ser seguida no tratamento. 

16 ressonancia

RNM da ATM esquerda boca fechada da paciente antes do tratamento

Outro corte da mesma RNM:

RNM da ATM esquerda boca fechada da paciente antes do tratamento:

Leve irregularidade da cortical óssea da cabeça da mandíbula.

O disco articular encontra-se luxado anteriormente.

LEMBRAR: ESTA É A ATM de uma adolescente de 14 anos de idade.

Não apresentava crepitações NEM DOR NA ATM, só um estalo.

Tenho lido diferentes opiniões de colegas expressando que o conhecimento da informação da imagem não modificaria em nada a conduta a ser seguida no tratamento. 

19 ressonancia

RNM da ATM direita boca fechada da paciente antes do tratamento

RNM da ATM direita boca fechada da paciente antes do tratamento:

Aplainamento superior e osteófito marginal anterior.

O disco articular encontra-se luxado anteriormente.

LEMBRAR: ESTA É A ATM de uma adolescente de 14 anos de idade.

Não apresentava crepitações, NEM DOR NA ATM, só um estalo.

Tenho lido diferentes opiniões de colegas expressando que o conhecimento da informação da imagem não modificaria em nada a conduta a ser seguida no tratamento. 

20 ressonancia

RNM da ATM direita boca fechada da paciente antes do tratamento

Outro corte da mesma RNM

RNM da ATM direita boca fechada da paciente antes do tratamento:

Aplainamento superior e osteófito marginal anterior.

O disco articular encontra-se luxado anteriormente.

LEMBRAR: ESTA É A ATM de uma adolescente de 14 anos de idade.

Não apresentava crepitações NEM DOR NA ATM, só um estalo.

Tenho lido diferentes opiniões de colegas expressando que o conhecimento da informação da imagem não modificaria em nada a conduta a ser seguida no tratamento. 

21

Quando o paciente vai ao consultório com algum tipo de disfunção, o tratamento do profissional deveria estar direcionado para o restabelecimento da função normal.

Como poderia este profissional ter sucesso se não compreende o que é função normal?

Lembrar: A ANATOMIA É A PLATAFORMA ONDE A FISIOLOGIA ATUA.

Quando um paciente como este se apresenta com lesões, tanto nas corticais ósseas como no disco articular e seus ligamentos, A PERGUNTA DEVERIA SER: POSSO MELHORAR ESTA SITUAÇÃO?

Se a resposta for positiva é importante documentar de forma objetiva a melhora, para poder informar aos colegas, sempre ávidos por aprender e sem medo de mudar paradigmas. SE NÃO POSSO MELHORAR ESTA SITUAÇÃO, devido a diferentes etiologias  e as suas sequelas, devemos analisar se podemos melhorar a qualidade de vida do nosso paciente, e informa-lo  sobre as dificuldades e limitações de cada caso.

22

Lembrar que doenças sistêmicas, traumatismos, infecções, dano no sitio de crescimento, interrupção do equilíbrio muscular, podem exercer uma profunda influência no complexo craniofacial durante esta crítica fase de crescimento.

23 eletromiografia inicial Registro eletromiográfico dinâmico em oclusão habitual. Solicita-se ao paciente que abra a boca, feche a boca, morda forte e degluta. Neste registro podemos observar que a paciente não consegue manter a força na mordida, mesmo tendo sido instruída a fechar a boca e morder forte antes do comando de abertura. 24 registro magnetografico

Os músculos mastigatórios da paciente foram desprogramados eletronicamente e foi registrada uma mordida em posição de repouso neurofisiológico utilizando um magnetógrafo.

Lembrar que para registrar a mordida sempre devem ser tomadas em conta as informações obtidas nas imagens e os objetivos individualizados para cada caso clínico.

A paciente apresenta um espaço livre patológico de 4,3 mm e uma retroposição de 2,1 mm.

Este registro é tridimensional.

25 DIO

Com estes dados construímos um DIO (dispositivo intraoral). Este dispositivo deve ser testado electromiograficamente para representar a posição ideal dos músculos.

26 eletromiografia DIO Registro eletromiográfico dinâmico com o dispositivo intraoral em posição neurofisiológica. Neste registro podemos observar que a paciente consegue manter a força na mordida, aumentar a força dos masseteres e equilíbrar ambos digástricos.

27 ELETROS COMPARATIVAS Comparação dos registros eletromiográficos da paciente, o primeiro em oclusão habitual e o segundo com o dispositivo intraoral em posição neurofisiológica.28 perfil comparativasPostura em pé (postura ortostática)lateral direita, plano sagital:

Imagens comparativas posturais de perfil:

Melhora na  posição de antepulsão do tronco;

Melhora na rotação anterior do ombro;

Parece que as escapulas encontram-se planas, mais neutras;

Na primeira foto observa-se uma retificação da curvatura fisiológica cervical e na segunda foto um aumento da mesma;

Posição da cabeça mais equilibrada próxima do bom alinhamento do centro de gravidade onde os flexores do pescoço não parecem contraídos.

30 c7 comparativasComparação da radiografia lateral e da coluna cervical da paciente em oclusão habitual e em oclusão neurofisiológica.

Melhora no aumento da curva lordótica.  Aumento de espaços intervertebrais.31 comparativas do perfil Comparação das radiografias laterais com o perfil em oclusão habitual e em oclusão neurofisiológica.

Recuperação da altura facial inferior.32 lamino comparativasComparação das laminografias da ATM em oclusão habitual e em oclusão neurofisiológica.

Observar a descompressão das articulações temporomandibulares33 lamino comparativas COR Nesta mesma imagem com destaque de cor podemos apreciar melhor a descompressão das articulações temporomandibulares e compara-la com a imagem da laminografia em oclusão habitual.34 lamino comparativas COR AMPLIADAS

Ampliação da imagem comparativa das laminografias da ATM em oclusão habitual e em oclusão neurofisiológica. ATM direita e esquerda boca fechada.35 lamino comparativas COR AMPLIADAS PROVISORIAS

Ampliação da imagem da laminografia EM POSIÇÃO NEUROFISIOLÓGICA com realce de cor em boca fechada, lado direito e esquerdo.

Esta imagem, MESMO MOSTRANDO A DESCOMPRESSÃO ARTICULARNÃO COMPROVA SE RECAPTURAMOS O DISCO ARTICULAR, NEM COMPROVA SE MELHORAMOS AS CORTICAIS ÓSSEAS COM IRREGULARIDADES OBSERVADAS NA RNM INICIAL DA PACIENTE.

LEMBREMOS AS IMAGENS INICIAIS DA RNM

14 ressonancia

ATM Esquerda boca fechada antes do tratamento

Imagens comparativas após a primeira fase de tratamento.

36 RNM AFTER TREATMENT

Comparação dos cortes sagitais da RNM da ATM esquerda boca fechada antes e após a primeira fase do tratamento.

Observar a boa relação entre a cabeça mandibular e o disco articular.

Observar a remodelação positiva da cortical óssea.

LEMBREMOS AS IMAGENS INICIAIS DA RNM

15 ressonancia

ATM esquerda boca fechada antes do tratamento.

Imagens comparativas após a primeira fase de tratamento.

39 RNM AFTER TREATMENT 2

Comparação dos cortes sagitais da RNM da ATM esquerda boca fechada antes e após a primeira fase do tratamento.

Observar a boa relação entre a cabeça mandibular e o disco articular.

Observar a remodelação positiva da cortical óssea.

LEMBREMOS AS IMAGENS INICIAIS DA RNM

16 ressonancia

ATM esquerda boca fechada antes do tratamento.

Imagens comparativas após a primeira fase de tratamento.

40 RNM AFTER TREATMENT

Comparação dos cortes sagitais da RNM da ATM esquerda boca fechada antes e após a primeira fase do tratamento.

Observar a boa relação entre a cabeça mandibular e o disco articular.

Observar a remodelação positiva da cortical óssea.

LEMBREMOS AS IMAGENS INICIAIS DA RNM

19 ressonancia

ATM direita boca fechada antes do tratamento.

Imagens comparativas após a primeira fase de tratamento.

42 RNM AFTER TREATMENT

Comparação dos cortes sagitais da RNM da ATM direita boca fechada antes e após a primeira fase do tratamento.

Observar a boa relação entre a cabeça mandibular e o disco articular.

Observar a remodelação positiva da cortical óssea.

LEMBREMOS AS IMAGENS INICIAIS DA RNM

20 ressonancia

ATM direita boca fechada antes do tratamento.

Imagens comparativas após a primeira fase de tratamento.

44 RNM AFTER TREATMENT

Comparação dos cortes sagitais da RNM da ATM direita boca fechada antes e após a primeira fase do tratamento.

Observar a boa relação entre a cabeça mandibular e o disco articular.

Observar a remodelação positiva da cortical óssea.

A paciente atualmente se encontra na segunda fase do tratamento

47 3 ATM DIREITA

Comparação dos cortes sagitais da RNM da ATM direita boca fechada , após a primeira fase do tratamento e no controle da segunda fase do tratamento ainda não concluído.

Nesta imagem temos uma terceira RNM que não foi apresentada no Congresso da IAO.

As estruturas continuam melhorando.

47 3 ATM ESQUERDA

Comparação dos cortes sagitais da RNM da ATM esquerda boca fechada , após a primeira fase do tratamento e no controle da segunda fase do tratamento ainda não concluído.

Nesta imagem temos uma terceira RNM que não foi apresentada no Congresso da IAO.

As estruturas continuam melhorando.

A avaliação da  ATM e o diagnóstico das suas patologias devem ser uma parte inseparável dos nossos procedimentos, não só na ortodontia e ortopedia mas em todas as áreas da odontologia.

Temos que saber:

Existe patologia?

Se positivo, quais estruturas estão danificadas?

Como esta condição pode influenciar na função e no futuro da articulação do paciente?

Tenho possibilidade de dar ao meu paciente a condição para sarar as estruturas danificadas ou de melhora-las?

O ideal é levar essas estruturas o mais perto da função sadia, quando possível.

Isto SEMPRE é possível? CLARO QUE NÃO, mas quando possível, as estruturas devem ser reparadas.

Logicamente, o diagnóstico diferencial permite um prognóstico favorável ou não favorável, NÃO TODAS AS ARTROPATIAS PERMITIRÃO O RESULTADO OBTIDO NESTE CASO, MAS ISSO FAZ PARTE DO DIAGNÓSTICO INICIAL, que deve incluir todos os sistemas envolvidos.

Inter-relação dos Desordens Craniomandibulares e da Coluna Vertebral. Caso Clínico

Compreender a complexa Inter-relação dos desordenes craniomandibulares requer uma amplia compreensão não só da anatomia e fisiologia da cabeça e pescoço; mas também da coluna vertebral. A coluna cervical é o elo flexível entre a cabeça e o tronco. 1 FOTO A paciente se apresenta na consulta com fortes queixas de: Dor na parte superior da cabeça, dor frontal, dor na nuca, dor no couro cabeludo, dor na região da sobrancelha, dor atrás dos olhos, dor nos ombros. 2 FOTO Dor cervical, adormecimento e formigamento nas mãos e dedos. Dor em ambas as articulações temporomandibulares. Vertigem, sensação de ouvidos entupidos. Zumbidos 3 FOTO Dificuldade constante para abrir a boca. Dificuldade na mastigação de alimentos duros. Bruxismo. AOS QUATRO ANOS DE IDADE TEVE UM ACIDENTE DE CARRO E FOI ARREMESSADA PARA FORA DO CARRO. RELATA DOR DE CABEÇA INTENSA DESDE A INFÂNCIA. 4 A DENTES A paciente relata que mais o menos com quatorze anos teve “cistos nos maxilares” e foram retirados vários dentes. Começou a quebrar dentes frontais ao redor dos vinte anos de idade. FORAM FEITAS PROTESES, MAS A SENSAÇÃO ERA COMO QUE NADA SE ENCAIXAVA. 5 DENTES Continuava com dores de cabeça. 4 B ELECTRO HABITUAL 1 CORTADA Exame eletromiográfico dinâmico em oclusão habitual. Nesse protocolo se solicita ao paciente que abra a boca, feche, morda forte e degluta. Neste registro eletromiográfico são medidos oito músculos: os temporais anteriores direito e esquerdo, masseteres direito e esquerdo, trapézios direito e esquerdo e digástricos direito e esquerdo. Observa-se baixíssima atividade dos temporais superficiais direito e esquerdo e quase uma ausência de atividade de ambos os masseteres, sendo estes os músculos mastigatórios mais potentes. Ambos digástricos mostram atividade quando o paciente está mordendo, o que não é fisiológico já que os digástricos são músculos que devem atuar na abertura bucal e não no fechamento. 6 PANORAMICAAo exame radiográfico observa-se ausência dos elementos dentais 16,15,22,26,27,38 36,46 e 47. Demais elementos dentais permanentes presentes. A imagem radiográfica em incidência panorâmica mostra assimetria do corpo e ramo ascendente da mandíbula. 7 LAMINOGRAFIALaminografia das ATMs da paciente antes do tratamento. em oclusão habitual e abertura, Assimetria das cavidades articulares. Importante assimetria das cabeças mandibulares. 7 LAMINOGRAFIA COR Aplainamento significativo da superfície anterior do processo articular do lado esquerdo. Angulação anterior do processo articular do lado direito com aplainamento de suas superfícies posterior e anterior. ( Modificações estruturais do processo condilar como uma das sequelas de traumatismo na infância) http://www.craniomaxillary.com 8 CERVICAL INICIAL CRISTIANE KELLY A coluna cervical é o elo flexível entre a cabeça e o tronco. Tem a função de dar sustentação ao crânio e garantir o movimento. Qualquer disfunção desse equilíbrio pode provocar a dor. LEMBRAR QUE A PACIENTE AOS QUATRO ANOS DE IDADE TEVE UM ACIDENTE DE CARRO E FOI ARREMESSADA PARA FORA DO CARRO. Um resultado muitas vezes não tido em conta de uma hiperextensão ou hiperflexão súbita dos músculos cervicais é o trauma nas estruturas da articulação temporomandibular. O dano é causado por forças atuando em estruturas conectadas que tem massa e peso diferentes. A diferença em velocidade entre o crânio e a mandíbula (que é um estilingue) durante a hiperflexão ou hiperextensão pode causar estiramento, desgarro dos ligamentos posteriores e laterais da articulação temporomandibular, este fator pode causar deslocamento anterior e medial do disco articular. 8 CERVICAL INICIAL CRISTIANE KELLYPerda da lordose fisiológica da paciente, diminuição dos espaços intervertebrais, aumento do espaço entre o arco posterior do atlas e o occipital. 9 FRONTAL-1 Radiografia frontal da paciente em oclusão habitual. ROCABADO (1984) refere que a posição ideal da cabeça no espaço depende de três planos: plano bipupilar, plano ótico e plano transversal oclusal. Este três planos mantêm entre si uma relação horizontal e paralela que assegura a estabilidade postural do crânio. E EVIDENTE QUE ISSO NÃO OCORRE NESTA PACIENTE . 10 RESSONANCIA DIR E ESQUUm corte da  RNM em boca fechada mostra um disco de pequeno tamanho deslocado anteriormente do lado direito. Nas RNM em boca aberta ( não incluídas neste post) mostra a não recaptura do lado direito. Aplainamento significativo da superfície anterior do processo articular do lado esquerdo. Angulação anterior do processo articular do lado direito com aplainamento de suas superfícies posterior e anterior. ( Modificação estruturais do processo condilar como uma das sequelas de traumatismo na infância) http://www.craniomaxillary.com 11 BITEOs músculos mastigatórios foram desprogramados eletronicamente com um desprogramador eletrônico mandibular e depois foi registrada uma mordida em posição de repouso neurofisiológico utilizando um magnetógrafo mandibular. Temos em conta não só as informações do magnetógrafo após a desprogramação eletrônica, mas fundamentalmente a informação da ressonância nuclear magnética para a decisão do registro da mordida para a construção tridimensional do dispositivo.  Para isso utilizamos a técnica neurofisiológica do Dr Learreta. A paciente apresenta um espaço livre patológico de 9,2 mm e uma retroposição mandibular de 5,2 mm. 12 A DENTES-1ORTOSE Com esses dados construímos um aparelho intraoral testado eletromiograficamente e cineciograficamente para suportar a posição neurofisiológica escolhida.   12 B ELECTRO com DIO 1 CORT Exame eletromiográfico dinâmico COM O DISPOSITIVO INTRAORAL CONSTRUÍDO EM POSIÇÃO NEUROFISIOLÓGICA. Nesse protocolo se solicita ao paciente que abra a boca, feche, morda forte e degluta COM O DISPOSITIVO COLOCADO. Neste registro eletromiográfico são medidos oito músculos: os temporais anteriores direito e esquerdo, masseteres direito e esquerdo, trapézios direito e esquerdo e digástricos direito e esquerdo. Observa-se a atividade dos temporais superficiais direito e esquerdo e de ambos os masseteres e a redução de atividade nos digástricos quando o paciente está mordendo. Mesmo não sendo um  registro eletromiográfico ideal, mas comparativamente com o registro inicial em oclusão habitual indica o progresso no tratamento, já que na primeira eletromiografia o paciente não conseguia ativar os masseteres. Isto é implica uma ferramenta importantíssima no controle do tratamento que está sendo efetuado no paciente.

13 A LAMINOGRAFIA COMPARATIVO CRISTIANE KELLY

Laminografias comparativas da paciente: inicial em oclusão habitual onde pode se observar a retroposição das cabeças da mandíbula e com o dispositivo intraoral em posição neurofisiológica com a descompressão tridimensional do espaço retrodiscal.   13 B electros comparativas Comparação dos registros eletromiográficos da paciente (A) em oclusão habitual e (B) com o dispositivo em posição neurofisiológica instalado. 14 FOTO COMPARATIVA FRONTAL Imagem postural de frente da paciente em oclusão habitual e com o dispositivo instalado. Recuperação tridimensional da dimensão vertical. Melhora no posicionamento dos ombros e da cabeça. 15 CERVICAL COMPARATIVO CRISTIANE KELLY À medida que a dimensão vertical da oclusão é alterada EM EQUILÍBRIO COM OS MÚSCULOS MASTIGATÓRIOS E AS ARTICULAÇÕES TEMPOROMANDIBULARES acontece um significativo cambio na postura cervical QUE DEVE SER AVALIADA E ACOMPANHADA PELOS PROFISSIONAIS CAPACITADOS NESTA ÁREA. 16 FOTO COMPARATIVA PERFIL Imagem postural de perfil da paciente em oclusão habitual e com o dispositivo instalado. Recuperação tridimensional da dimensão vertical. Melhora no posicionamento dos ombros e da cabeça. 17 COLUNA E PERFIL COMPComparação das imagens posturais de perfil com a imagem da radiografia lateral da coluna cervical com o dispositivo colocado em boca. Melhora da coluna cervical da paciente. À medida que a dimensão vertical da oclusão é alterada EM EQUILÍBRIO COM OS MÚSCULOS MASTIGATÓRIOS E AS ARTICULAÇÕES TEMPOROMANDIBULARES acontece um significativo cambio na postura cervical QUE DEVE SER AVALIADA E ACOMPANHADA PELOS PROFISSIONAIS CAPACITADOS NESTA ÁREA. DEPOIMENTO Procurei a Clínicamy para acalmar minha dor. A dor de cabeça tinha começado desde criança. Nunca acharam nada de mais,muitos exames,medicações sem nenhum resultados. Aproximadamente com 14 ou 15 anos, tive cistos na boca, com perda de alguns dentes. Mas bem antes disto, com 4 anos de idade, tive um acidente de carro e fui projetada para fora do veículo. Provavelmente aí foi que começou todo o caso. Por ranger sem me dar conta comecei a ter perdas de alguns outros dentes. DEPOIMENTO 2As dores foram aumentando, pressão no pescoço e a cabeça, coluna e joelhos. Desalinhamento na coluna com desidratação dos discos intravertebrais cervicais, sinais de artrose em C4-C5, C5-C6, e C6-C7. Foi aí que fui recomendada pelo meu dentista Dr João de Souza para procurar uma alternativa para minhas dores, ele mesmo fazia uso de um DIO (dispositivo intra-oral) para tratamento de uma disfunção mandibular que ele tinha com a Dra. Lidia Yavich. Na época ele não tratava patologias da articulação temporomandibular, hoje em dia ele estudou como tratar casos como o meu. Foi à salvação das minhas dores. O TRATAMENTO ME PROPORCIONOU UMA MELHOR QUALIDADE DE VIDA. Neste momento quando músculos, articulações temporomandibulares e oclusão hoje representada no dispositivo intraoral estão em equilíbrio a paciente vai iniciar um tratamento de reabilitação neurofisiológica com implantes e prótese sob os mesmos.