Tratamento das Patologias da ATM: Paciente com dor de cabeça e excessivo apertamento dentário. Reabilitação Neuromuscular Fisiológica. Primeira e Segunda fase. Caso clínico.

u1 frontal inicial rostoPaciente de sexo masculino de 32 anos de idade se apresenta na clínica com a queixa de dores de cabeça constantes, dor na mandíbula e forte pressão diária nos dentes.

O paciente também relata dor nas articulações temporomandibulares e dor para abrir a boca.

2 lateral inicial rosto

O paciente também relata estalos bilaterais e sensação de ouvidos entupidos.

Também refere na sua história clínica dificuldade para mastigar e  para abrir a boca e impossibilidade de controlar o apertamento dentário.

O paciente relatou que procurou  vários dentistas e tratamentos e que já tinha usado placas “miorrelaxantes” que não aliviaram os sintomas referidos.

3 OCLUSÃO 1

Oclusão habitual do paciente no dia da consulta.

O paciente apresentava uma mordida profunda e importante desgaste nos incisivos superiores e inferiores.

4 OCLUSAIS

Vista oclusal superior e inferior do paciente antes do tratamento. Desgaste nos incisivos inferiores e superiores.

5 PANORAMICA INICIAL

Radiografia panorâmica inicial do paciente antes do tratamento.

Ausência dos dentes 18, 28, 38,48.

Reabsorção horizontal das cristas alveolares.

6 P6 INICIAL

Laminografia da ATM do paciente em oclusão habitual antes do tratamento.

A laminografia da articulação temporomandibular mostra retro posicionamento dos processos articulares nas cavidades articulares quando a mandíbula se encontra em posição de máxima intercuspidação.

Em abertura máxima observasse presença de osteofitos em ambos os côndilos.

Aplainamento da superfície anterior superior dos processos articulares e posterior superior do processo articular direito.

7 TELE PERFIL INICIAL

Radiografia lateral e perfil do paciente em oclusão habitual antes do tratamento.

8 C7 INICIAL

Radiografia lateral e da coluna cervical do paciente em oclusão habitual antes do tratamento. Retificação da coluna cervical.

9 FRONTAL INICIAL

Radiografia frontal do paciente em oclusão habitual antes do tratamento.

10 ress1

RNM: cortes sagitais da ATM esquerda fechada antes do tratamento. Observa-se retroposição da cabeça mandibular. O disco articular está levemente deslocado.

O disco articular tem redução nas manobras em boca aberta. Imagens de boca aberta não incluídas neste post.

11 ress3

RNM: cortes sagitais da ATM esquerda fechada antes do tratamento. Observa-se retroposição da cabeça mandibular.  O disco articular encontra-se deslocado anteriormente, com redução nas manobras em boca aberta.

Imagens de boca aberta não incluídas neste post.

12 b ress

RNM: cortes sagitais da ATM direita fechada antes do tratamento. Observa-se retroposição da cabeça mandibular.  O disco articular encontra-se deslocado anteriormente, com redução nas manobras em boca aberta.

Imagens de boca aberta não incluídas neste post.

13 ress4

RNM: cortes sagitais da ATM direita fechada antes do tratamento. Observa-se retroposição da cabeça mandibular.  O disco articular encontra-se deslocado anteriormente, com redução nas manobras em boca aberta.

Imagens de boca aberta não incluídas neste post.

13 cineciog 1

Registro cineciográfico inicial do paciente

Vista tridimensional do movimento mandibular.

O registro mostra abertura e fechamento e velocidade ao fazer estes movimentos. O paciente mostra uma abertura de mais de 50 mm
Notasse uma importante perda de velocidade no fechamento mandibular.

13 eletromiografia inicial

Registro eletromiográfico dinâmico em oclusão habitual do paciente antes do tratamento. Notasse pouquíssima ativação dos músculos masseteres direito e esquerdo na máxima intercuspidação, indicando ao paciente que morda forte sem abrir a boca.
Os músculos masseteres são os músculos mais potentes do sistema estomatognático, ainda mais considerando um paciente de biotipo braquifacial como neste caso.

13 REGISTRO

Para avaliar corretamente a relação maxilo-mandibular devemos começar a considerar a posição fisiológica de repouso mandibular.

Repouso fisiológico é um conceito aplicável para todos os músculos do corpo.

A musculatura estomatognática não é exceção.

Os músculos mastigatórios do paciente foram desprogramados eletronicamente e uma nova posição neuromuscular fisiológica de repouso foi registrada.

O paciente apresenta um espaço livre patológico de 8,2 mm, já descontado os dois mm fisiológicos de um espaço livre sadio.

O paciente também apresenta uma retroposição de 2 mm

13 B PRIMEIRA ORTESE LUIS

Com esses dados construímos um DIO (dispositivo intraoral), para manter tridimensionalmente a posição registrada. Este dispositivo deve ser testado eletromiograficamente para mensurar objetivamente o paciente.

É lógico que o relato da sintomatologia do paciente é importante, mas a eletromiografia de superfície mostra de forma objetiva se a função muscular melhorou, piorou ou não modificou.

13A FRONTAL DIORadiografia frontal do paciente com o DIO ( dispositivo intraoral) construído em posição neuromuscular fisiológica.

13B LATERAL COM DIORadiografia lateral e da coluna cervical do paciente com o DIO ( dispositivo intraoral) construído em posição neuromuscular fisiológica.

A segunda ressonância nuclear magnética é solicitada após um ano em media do tratamento da primeira fase, durante esta fase o paciente é monitorizado, e o dispositivo recalibrado e ou trocado de acordo com os dados controlados durante toda esta etapa.

14 ress comp 1

RNM: cortes sagitais comparativos da ATM esquerda, boca fechada, antes e após o tratamento Neuromuscular Fisiológico.
Nota-se a descompressão tridimensional da articulação. Objetivo primordial neste caso específico.

Notasse a melhor relação da cabeça mandibular com o disco articular.

15 ress comp 2

RNM: cortes sagitais comparativos da ATM esquerda, boca fechada, antes e após o tratamento Neuromuscular Fisiológico.
Nota-se a descompressão tridimensional da articulação. Objetivo primordial neste caso específico.

Notasse a melhor relação da cabeça mandibular com o disco articular e a remodelação positiva da cabeça mandibular.

16 ress comp 3

RNM: cortes sagitais comparativos da ATM esquerda, boca fechada, antes e após o tratamento Neuromuscular Fisiológico.
Nota-se a descompressão tridimensional da articulação. Objetivo primordial neste caso específico.

Notasse a melhor relação da cabeça mandibular com o disco articular e a remodelação positiva da cabeça mandibular.

17 ress comp DIR

RNM: cortes sagitais comparativos da ATM direita, boca fechada, antes e após o tratamento Neuromuscular Fisiológico.
Nota-se a descompressão tridimensional da articulação. Objetivo primordial neste caso específico.

Notasse a melhor relação da cabeça mandibular com o disco articular e a remodelação positiva da cabeça mandibular.

18 ress comp DIR

RNM: cortes sagitais comparativos da ATM direita, boca fechada, antes e após o tratamento Neuromuscular Fisiológico.
Nota-se a descompressão tridimensional da articulação. Objetivo primordial neste caso específico.

Notasse a melhor relação da cabeça mandibular com o disco articular e a remodelação positiva da cabeça mandibular.

19 ress comp DIR

RNM: cortes sagitais comparativos da ATM direita, boca fechada, antes e após o tratamento Neuromuscular Fisiológico.
Nota-se a descompressão tridimensional da articulação. Objetivo primordial neste caso específico.

Notasse a melhor relação da cabeça mandibular com o disco articular e a remodelação positiva da cabeça mandibular.

20 PRIMEIRA ORTESE DA 2 FASE

O paciente não relatou mais sintomatologia relacionada com a ATM. A bioinstrumentação também mostrou  objetivamente a melhora da função neuromuscular.

Foi decidido iniciar a SEGUNDA FASE do tratamento para retirar o DIO (dispositivo intraoral), mantendo a oclusão neuromuscular fisiológica.

Para isso utilizamos uma ortodontia tridimensional, onde os dentes são erupcionados para a nova posição neurofisiológica.

21 ORTO 1

Na segunda fase, neste caso a ortodontia tridimensional, o paciente é monitorado e desprogramado eletronicamente, e muitas vezes o dispositivo é recalibrado e ou trocado, para manter a posição obtida na primeira fase.

Parte da sequência da segunda fase (neste caso clínico específico).

22 ORTO 2

Parte da sequência da segunda fase (neste caso clínico específico).

23 ORTO 3

Parte da sequência da segunda fase (neste caso clínico específico).

24 ORTO 4

Parte da sequência da segunda fase (neste caso clínico específico).

25 ORTO 5

Parte da sequência da segunda fase (neste caso clínico específico).

26 orto 6

Parte da sequência da segunda fase (neste caso clínico específico).

27 orto 7

Parte da sequência da segunda fase (neste caso clínico específico).

28 ORTO 8

Finalização da segunda fase.

29 OCLUSAIS FINAIS

Vista oclusal superior e inferior do paciente após a finalização da segunda fase.

43 oclusoes comparativas

Oclusão comparativa do paciente antes da primeira fase e após a finalização da segunda fase do tratamento mediante uma ortodontia tridimensional.

Pode ser notado a não coincidência das linhas medianas dentárias.

O alinhamento fundamental do paciente é o alinhamento muscular que nem sempre coincide com o alinhamento dentário. Nesse caso é respeitado o alinhamento muscular.

44 oclusoes comparativas

Vista oclusal superior e inferior comparativa do paciente antes e após da finalização da segunda fase do tratamento mediante uma ortodontia tridimensional.

eletromiografia final

Registro eletromiográfico do paciente em uma posição neuromuscular fisiológica, após a finalização da ortodontia tridimensional.

Notasse o maior recrutamento de unidades motoras nos músculos masseteres que anteriormente mostravam pouca atividade.

30 FRONTAL FINAL

Radiografia frontal do paciente após a finalização da segunda fase do tratamento.

Paciente em oclusão neuromuscular fisiológica.

31 TELEPERFIL FINAL

Radiografia lateral e perfil do paciente após a finalização da segunda fase do tratamento.

Paciente em oclusão neuromuscular fisiológica.

32 C7 FINAL

Radiografia lateral e da coluna cervical do paciente após a finalização da segunda fase do tratamento.

Paciente em oclusão neuromuscular fisiológica.

33 PANORAMICA FINAL

Radiografia panorâmica do paciente após a finalização da segunda fase do tratamento com ortodontia tridimensional.

34 LAMINOGRAFIA FINAL

Laminografia da ATM do paciente após a finalização da ortodontia tridimensional.

Paciente em oclusão neuromuscular fisiológica.

35 comparativas panoramicas

Radiografias panorâmicas comparativas do paciente: antes do tratamento e após a finalização com ortodontia tridimensional.

36 comparativas laminografias

Laminografias da ATM comparativas do paciente: antes do tratamento e após a finalização com ortodontia tridimensional.

40 COMPARAÇÃO TELE PERFIL (2)

Radiografias laterais e perfil comparativas do paciente: antes do tratamento e após a finalização com ortodontia tridimensional.

Ter em conta que o resultado corresponde mais a uma recuperação tridimensional da dimensão vertical e não simplesmente a uma modificação anteroposterior.
Mesmo uma retroposição da cabeça da mandíbula é produto de uma alteração tridimensional.

41 COMPARAÇÃO FRONTAIS

Radiografias frontais comparativas do paciente: antes do tratamento e após a finalização com ortodontia tridimensional.

42 C7 COMPARATIVAS

Radiografias laterais e da coluna cervical comparativas do paciente: antes do tratamento e após a finalização com ortodontia tridimensional.

46 DEPOIMENTO 1No final de 2012, assisti ao programa Vida e Saúde na RBS TV e vi uma reportagem com o Dr. Luis Daniel Yavich Mattos, sobre o tratamento de problemas relacionados à ATM. Convivendo com dores de cabeça constantes, dores na mandíbula e pressão diária nos dentes, resolvi apostar no tratamento e não me arrependo.

Desde os meus 18 anos de idade eu vinha tendo dores na região da ATM, sendo que o que mais me incomodava era uma pressão, que me dava vontade de ranger os dentes mesmo durante o dia, o que sempre identifiquei como bruxismo.

Já havia procurado diversos dentistas e tratamentos, com o uso das famosas plaquinhas para dormir. O diagnóstico sempre era o mesmo: o stress emocional era a causa da minha vontade de ranger os dentes e das dores constantes, apesar de as dores somente terem iniciado logo após eu ter extraído o meu primeiro siso.

47 DEPOIMENTO 2

Eu costumava utilizar as placas para dormir durante as 24 horas do dia, tamanha a vontade de morder e ranger os dentes. O uso das placas evitava o desgaste, mas a pressão que eu sentia para morder e ranger os dentes me causavam cansaço na ATM e dores de cabeça.

E quando já não tinha mais esperanças, surgiu a possibilidade de fazer o tratamento com o Dr. Luis Daniel e com a Dra. Lidia Yavich Mattos, quando eu já contava com 32 anos de idade.

Com o Dr. Luis Daniel foram aproximadamente 1 ano e 2 meses, utilizando uma placa bem alta, 24 horas por dia, inclusive para fazer as refeições, que eu só tirava para fazer a higiene bucal.

A placa era chamada de “big monster”, tamanha a altura. Ao final, já sem dores e sem a vontade de ranger e morder os dentes, e passei para a segunda etapa do tratamento, agora com a Dra. Lidia Yavich.

48 DEPOIMENTO 3Com a Dra. Lidia foram aproximadamente 3 anos, nos quais utilizei aparelho dentário fixo, com bráquetes, fios de aço, etc, a fim de poder deixar de usar a placa durante as 24 horas do dia e melhorar a estética da minha arcádia dentária. À medida que o tratamento evoluía, a placa era diminuída e novas placas eram utilizadas, a fim de ir erupcionando os meus dentes respeitando a posição da ATM.

Finalizado o tratamento, hoje utilizo uma placa para dormir e uma outra por questões de estética. Já não possuo aquela vontade de morder e ranger os dentes, nem dores na ATM ou de cabeça. Já consigo bocejar sem me preocupar em machucar a mandíbula.

Enfim, foi um tratamento artesanal, individualizado, que demandou tempo e dedicação, e que trouxe excelentes resultados, razão pela qual sou eternamente grato ao Dr. Luis Daniel e à Dra. Lidia.

 

A articulação temporomandibular (ATM) como gatilho periférico na dor de cabeça. Reabilitação Neuromuscular Fisiológica. Primeira e Segunda fase. Caso clínico.

1 FRENTEPaciente de sexo feminino com queixa principal de dor de cabeça se apresenta na clínica, encaminhada por um colega de trabalho que tinha sido tratado na clínica pelo mesmo motivo.

A queixa principal da paciente era de dor de cabeça com alta frequência.   A paciente relata ter investigado a causa da dor e inclusive já tinha feito por solicitação do neurologista uma ressonância nuclear magnética de crânio que não acusou nenhuma anormalidade.

1 PERFILA paciente já tinha consultado com Neurologista, Otorrinolaringologista, Ortopedista e com o clínico geral.A paciente também refere dor de coluna.
2 DENTES INICIAISOclusão habitual da paciente no dia da consulta.

3 OCLUSAISVista oclusal superior e inferior da paciente no dia da consulta.

Os incisivos superiores e inferiores mostram sinal de desgaste.

7 PANORAMICARadiografia panorâmica inicial da paciente antes do tratamento.

Ausência do segundo pré-molar superior direito e dos terceiros molares inferiores.

A paciente relata que o pré-molar superior foi extraído na adolescência por falta de espaço para a erupção do canino.

O primeiro molar superior do lado esquerdo e o primeiro molar inferior do lado esquerdo apresentavam tratamento endodôntico com restaurações extensas e risco de fratura , foi informado da necessidade de extrair  o terceiro molar retido.

Os procedimentos só seriam efetuados após a descompressão articular.

8A LAMINOGRAFIAA laminografia das articulações temporomandibulares mostra uma modificação do eixo de crescimento do côndilo mandibular no lado esquerdo provocado por um traumatismo na primeira infância, (fratura em talo verde).

Na posição de abertura máxima observa-se limitação no movimento de abertura em ambos os processos articulares bem como aplainamento superior da cabeça da mandíbula direita.
Observa-se  aplainamento posterior no lado esquerdo.

4 TELEPERFILRadiografia lateral da paciente em oclusão habitual antes do tratamento.

5 C7Radiografia lateral e da coluna cervical da paciente em oclusão habitual antes do tratamento. Nota-se a perda da lordose cervical, retificação da coluna cervical.

6 FRONTALRadiografia frontal da paciente em oclusão habitual antes do tratamento.

8b ressonancias sagitaisRNM: cortes sagitais da ATM esquerda em boca fechada, pode-se observar a faceta na superfície superior e aplainamento posterior do côndilo mandibular.

8Dressonancias sagitais CORTES SUPERIORESNota-se a importante compressão posterior do côndilo esquerdo.

Objetivo primordial tem que ser a descompressão tridimensional do côndilo mandibular.

8B CINECIOGRAFIA 1BOs músculos mastigatórios da paciente foram desprogramados eletronicamente e foi registrada a posição de repouso com um cinesiógrafico computadorizado.

A paciente apresentava um espaço livre interoclusal patológico de 6,3 mm e uma retroposição mandibular de 0,5 mm.

9 ORTESECom o registro obtido com o cineciógrafo computadorizado foi confeccionado um dispositivo intraoral (DIO) para reposicionar tridimensionalmente a mandíbula.

A posição NEUROMUSCULAR FISIOLÓGICA, foi gravada sob a forma de um registro de mordida oclusal, que mais tarde foi utilizado para fabricar um DIO ( dispositivo intraoral)

9D PANORAMICA COM ORTESERadiografia panorâmica da paciente durante o tratamento com o dispositivo intraoral.

9C COMPARATIVAS DE TELEPERFIL 1Comparação das radiografias laterais e perfil da paciente: em oclusão habitual antes do tratamento e com o DIO (dispositivo intraoral), em posição neuromuscular fisiológica.

10 FRONTAIS COMPARATIVASRadiografias frontais comparativas da paciente: no inicio do tratamento em oclusão habitual, durante o tratamento com o DIO (dispositivo intraoral) em oclusão neuromuscular fisiológica.

10A C7 COMPARATIVASComparação das radiografias laterais e da coluna cervical da paciente: em oclusão habitual antes do tratamento e com o DIO (dispositivo intraoral), em posição neuromuscular fisiológica.

10B CONTROLE ORTESEControle do dispositivo intraoral (DIO). ESTES CONTROLES SÃO FEITOS COM FREQUÊNCIA durante a primeira e a segunda fase do tratamento  Modificando e aprimorando a POSIÇÃO NEUROMUSCULAR FISIOLÓGICA.

A paciente não relatou mais sintomatologia relacionada com a ATM. A bioinstrumentação também mostrou  objetivamente a melhora da função neuromuscular.

Foi decidido iniciar a SEGUNDA FASE do tratamento para retirar o DIO (dispositivo intraoral), mantendo a oclusão neuromuscular fisiológica.

Para isso utilizamos uma ortodontia tridimensional, onde os dentes são erupcionados para a nova posição neurofisiológica.

19 ORTO 0Sequência da ortodontia tridimensional na segunda fase do tratamento das patologias da ATM, nesta paciente específica.

20 ORTO 1Sequência da ortodontia tridimensional na segunda fase do tratamento das patologias da ATM, nesta paciente específica.

21 ORTO 2Sequência da ortodontia tridimensional na segunda fase do tratamento das patologias da ATM, nesta paciente específica.

22 ORTO 3Sequência da ortodontia tridimensional na segunda fase do tratamento das patologias da ATM, nesta paciente específica.

23 ORTO 4Sequência da ortodontia tridimensional na segunda fase do tratamento das patologias da ATM, nesta paciente específica.

24 ORTO 5Sequência da ortodontia tridimensional na segunda fase do tratamento das patologias da ATM, nesta paciente específica.

25 ORTO 6Durante a ortodontia tridimensional o DIO (dispositivo intraoral) é recalibrado e trocado para manter  à posição obtida na PRIMEIRA FASE

Sequência da ortodontia tridimensional na segunda fase do tratamento das patologias da ATM, nesta paciente específica.

26 ORTO 7Sequência da ortodontia tridimensional na segunda fase do tratamento das patologias da ATM, nesta paciente específica.

28 ORTO 9Sequência da ortodontia tridimensional na segunda fase do tratamento das patologias da ATM, nesta paciente específica.

29 ORTO 9Sequência da ortodontia tridimensional na segunda fase do tratamento das patologias da ATM, nesta paciente específica.

30 ORTOSequência da ortodontia tridimensional na segunda fase do tratamento das patologias da ATM, nesta paciente específica.

Preparo para o aumento da largura dos incisivos superiores respeitando a posição Neuromuscular Fisiológica da paciente.

31 ORTOSequência da ortodontia tridimensional na segunda fase do tratamento das patologias da ATM, nesta paciente específica.

Preparo para o aumento da largura dos incisivos superiores respeitando a posição Neuromuscular Fisiológica da paciente.

32 orto finalFinalização da Primeira e da Segunda fase no tratamento das Patologias da ATM.  Reabilitação Neuromuscular Fisiológica.

Nesta sequencia específica foi proposto para a paciente outra possibilidade com importante melhoria da estética para o aumento das coroas clinicas dos incisivos superiores, devido a limitação neste caso das resinas compostas.

A paciente respondeu: que não trabalhava na televisão, que mesmo sabendo da limitação estética do procedimento com resinas, estava satisfeita porque para ela o objetivo do tratamento DOR  tinha sido alcançado.

33 OCLUSAIS FINAISVista oclusal superior e inferior da paciente após a finalização da segunda fase.

34 PANORAMICA FINALRadiografia panorâmica da paciente após a finalização da segunda fase do tratamento mediante uma ortodontia tridimensional e reabilitação neuromuscular fisiológica.

Foi necessária a extração do primeiro molar superior e a colocação de um implante após enxerto ósseo. Foi também realizada a exodontia do terceiro molar superior esquerdo incluso.

35 LAMINOGRAFIA FINALLaminografia das articulações temporomandibulares da paciente após a finalização da segunda fase do tratamento mediante uma ortodontia tridimensional e reabilitação neuromuscular fisiológica.

36 PERFIL FINALRadiografia lateral e perfil da paciente após a finalização da segunda fase do tratamento mediante uma ortodontia tridimensional e reabilitação neuromuscular fisiológica.

37 C7 FINALRadiografia lateral e da coluna cervical da paciente após a finalização da segunda fase do tratamento mediante uma ortodontia tridimensional e reabilitação neuromuscular fisiológica.

38 FRONTAL FINALRadiografia frontal da paciente após a finalização da segunda fase do tratamento mediante uma ortodontia tridimensional e reabilitação neuromuscular fisiológica.

39 FRONTAIS COMPARATIVASRadiografias frontais comparativas da paciente: antes do tratamento, durante a primeira fase do tratamento e após a finalização com ortodontia tridimensional.

40 C7 COMPARATIVASRadiografias laterais e da coluna cervical comparativas da paciente: antes do tratamento, durante a primeira fase do tratamento e após a finalização com ortodontia tridimensional.

41 PERFIL 3 COMPARATIVASRadiografias laterais e perfil comparativas da paciente: antes do tratamento, durante a primeira fase do tratamento e após a finalização com ortodontia tridimensional.

43 DENTES COMPARATIVASOclusão comparativa da paciente antes e após da finalização da segunda fase do tratamento mediante uma ortodontia tridimensional  e reabilitação neuromuscular fisiológica.

44 OCLUSAIS comparativasVista oclusal superior e inferior comparativa da paciente antes e após da finalização da segunda fase do tratamento mediante uma ortodontia tridimensional e reabilitação neuromuscular fisiológica.

45 CINECIOGRAFIA finalRegistro cineciográfico após a finalização da primeira e da segunda fase do tratamento neuromuscular fisiológico.

As trajetórias neuromusculares são coincidentes. Teríamos gostado de conseguir um espaço interoclusal de 2,5 a 3 mm, foi conseguido 4,1 mm

46 DEPOIMENTO 1Depoimento da paciente:

Querida Lidia,

Sabe eu realmente me dei conta de quanto o tratamento pelo qual me submeti melhorou a minha qualidade de vida quando estive este ano na clínica (2018) e olhei a minha ficha com as informações que eu havia registrado quando eu iniciei o tratamento. Para ser sincera eu nem me lembrava que antes do tratamento eu tinha dores nas articulações da mandíbula!! E como eram fortes.

Sempre tive dores de cabeça e enxaqueca, além é claro das dores na articulação da mandíbula. Registro o sempre pois lembro que quando era criança já as sentia. Me sentia muito mal e indisposta quando tinha crises.

Em uma determinada fase da minha vida em função do aumento da frequência das dores de cabeça e os constantes vômitos fui a muitos médicos pois pensei que estava com problema de estômago. Achava que as minhas dores de cabeça e enxaqueca eram consequência disso.

47 DEPOIMENTO 2

Mas com base nos exames que fiz à época, a minha clínica geral me disse que a questão do estômago era na verdade uma consequência das fortes dores de cabeça e enxaqueca.

Então, ela me indico procurar um neurologista para avaliação e tratamento. Fui ao neurologista, fiz exames, tratamento, tentei evitar a lista enorme de alimentos que ele me informou como prováveis desencadeadores de enxaqueca. Tudo o que fiz reduziu um pouco as dores de cabeça, mas não resolveu o problema que me atormentava.

E foi durante uma das minhas “crises” de dor de cabeça que um colega de trabalho comentou a possibilidade de que eu fizesse uma avaliação com uma dentista que o tinha tratado quando teve problemas na ATM. Para ser sincera não tinha nem bem noção do que era, mas quando se tem dor, toda a tentativa é válida.

47 DEPOIMENTO 3

Fiz a consulta, disponibilizei os exames que eu já havia feito na região da cabeça e lembro que na minha primeira conversa com a Lidia ela comentou que os exames indicavam que na minha  infância provavelmente eu havia sofrido uma queda que provocou uma modificação no crescimento da  minha mandíbula . Exatamente o lado em que tinha as dores de cabeça e a enxaqueca.

Saliento que em nenhum momento fiz o tratamento por uma questão estética, mas sim buscando, se não possível evitar as dores, mas minimiza-las.

Passei vários anos frequentando a clínica. Lembro que a minha placa em um dos estágios do tratamento era um “big monster” (kkk) considerando a sua altura.

Aos poucos ao longo do tratamento fui notando a redução das dores de cabeça e de frequência entre as crises de enxaqueca.

Hoje, pensando no antes e no depois do tratamento me dou conta de o quanto o tratamento, embora prolongado, melhorou a minha qualidade de vida.

Página de estudos e investigação da ATM. Três anos de publicações.

Caros amigos,

Em dezembro de 2014 iniciei as publicações da Página de Estudos e Investigação da ATM. No inicio, todo o seu conteúdo foi oferecido português, inglês e espanhol. Porém, em março do ano seguinte, ao analisar as estatísticas de acesso das postagens, decidi manter somente a divulgação nos idiomas português e inglês.

De todo modo, o acesso aos conteúdos da página segue disponível aos demais pesquisadores, profissionais da área e aos interessados na investigação que desenvolvo.

3 ANOS DE PUBLICAÇÕES

Nos dias de hoje, a medicina baseada em evidência está estratificada hierarquicamente de cima para baixo onde na base da pirâmide encontramos os casos clínicos, os quais raramente são vistos como evidência.

A Página de Estudos e Investigação da ATM tem em sua concepção, o propósito da publicação de casos e conceitos clínicos, cuidadosamente publicados com as respectivas documentações dos pacientes com queixas de dor, disfunção e patologia da ATM, tratados na Clínica MY.

A página oferece acesso ao conteúdo ao longo de imagens, eletromiografias de superfície, cinesiografia computadorizada antes e após o  processo terapêutico. Foram incluídos casos de ortodontia tridimensional e reabilitação fisiológica neuromuscular da segunda fase do tratamento, após o tratamento da ATM.

FINAL

Página de Estudos e Investigação da ATM fez no mês de dezembro três anos de vida, lembrei-me de festejar no primeiro aniversário da Pagina.

No meio do trabalho com os pacientes, ensino e publicações não me lembrei de celebrar o segundo ano.

Quero celebrar estes três anos com vocês.

Temos com este projeto um lugar na internet que mostra a linha de trabalho conhecida como odontologia neuromuscular fisiológica, que atua sobre a postura e o funcionamento mandibular e considera todo o sistema corporal.

Para isso a odontologia neuromuscular fisiológica procura estabelecer, no paciente uma posição baseada na relação harmoniosa entre os músculos, dentes e articulações temporomandibulares.

MARCUS LAZARI frontal E SAGITAL

Na publicação deste final de ano escolhi as imagens mais significativas de todos estes anos de publicações, com links diretos para cada uma das publicações originais.

No final desta publicação coloquei os links das publicações do primeiro ano desta pagina.

3 ANOS DE PUBLICAÇÕES 2

Página de Estudos e Investigação da ATM tem crescido muito e continua recebendo visitantes de todo o mundo.

Muito obrigada!

Lidia Yavich

Patologia da Articulação Temporomandibular em um Paciente com Fusão Congênita de duas Vértebras Cervicais. Primeira e segunda fase. Caso clínico.

33 FINAL

Melhora Postural em Paciente após Tratamento de Reposicionamento Neuromuscular Fisiológico da Mandíbula. Paciente com Histórico de Cirurgia de Escoliose e Sintomatologia Craniomandibular.

24

Tratamento das Patologias da ATM: Paciente com Fortes Dores de Cabeça e das Articulações Temporomandibulares apresentando Importante Irregularidade de contorno no Côndilo Mandibular e Limitação de Abertura Bucal. Caso clínico.

27 CEF COMPARATIVAS

Reversão da Alteração da Medular Óssea em um caso de Necrose Avascular da cabeça mandibular. Acompanhamento de dois anos após o tratamento.

FRONTAL COMPARATIVAS ESQUERDA 2016.jpg

Tratamento Neuromuscular Fisiológico em Paciente com Cefaleia Diária e Dor nas Articulações Temporomandibulares. Caso Clínico sem Possibilidade de Recaptura Discal: primeira e segunda fase.

10 abre e fecha inicial

Criança com Otalgia (dor de ouvido) e Perda Auditiva Condutiva: quando medir faz a diferença. Normalização dos limiares auditivos. Primeira e segunda fase. Caso clínico.

FINALE FINALE

Tratamento das Patologias da ATM: Paciente com Dor na Região da Nuca, Zumbidos Bilaterais e Fraturas Recorrentes de Dentes e Próteses. Primeira e segunda fase. Caso clínico.

ITACIR COMBINADA

Tratamento das Patologias da ATM: Paciente com cefaleia durante 30 anos. Reabilitação Neuromuscular Fisiológica. Primeira e segunda fase . Caso clínico.

1 FOTOS FRENTE

Patologia da ATM em Músicos Profissionais: Um olhar além dos fatores de risco. Reabilitação Neuromuscular Fisiológica. Primeira e Segunda fase. Caso clínico.

HELLA

Página de estudos e investigação da ATM. Um ano de publicações.

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2

Página de Estudos e Investigação da ATM tem crescido muito e continua recebendo visitantes de todo o mundo.

Muito obrigada!

Lidia Yavich

Patologia da ATM em Músicos Profissionais: Um olhar além dos fatores de risco. Reabilitação Neuromuscular Fisiológica. Primeira e Segunda fase. Caso clínico.

Vários artigos e estudos citam a prevalência de disfunção da ATM em violinistas e violistas especialmente pela flexão prolongada da cabeça e o ombro, postura necessária para manter o violino em posição.  Estudos também referem que a incidência de disfunção de ATM em músicos é similar a população geral.

Músicos profissionais requerem muitas horas de treino e aperfeiçoamento que implicam em movimentos complicados, ações rápidas e repetitivas com sobre uso das mãos, dedos, braços e cabeça.

A maioria dos artigos relatam a ansiedade do desempenho profissional e aumento da tensão muscular, mas poucos fazem um estudo em particular do estado das estruturas anatómicas dos casos estudados.

1 postura inicial frontalPaciente de sexo feminino com 45 anos de idade foi encaminhada para a clínica pela sua fisioterapeuta com queixas de dor de cabeça, dor na região cervical e escapular e contraturas musculares na mandíbula.

A paciente também refere deslocamento mandibular ao tocar o violino e dor em ambas as articulações temporomandibulares.

2 postura inicial lateralA paciente também refere estalos em ambas as articulações temporomandibulares, e ocasionalmente sensação de ouvidos entupidos.

Dores frequentes na coluna e em ambos os ombros.

Na época a paciente já tinha consultado fisioterapeutas, reumatologista, psiquiatra e psicólogo.

2pontos de dor.jpgGráfico de marcação dos pontos de dor.

3 OCLUSÃO INICIALImagem da oclusão habitual da paciente no dia da consulta.

4 OCLUSAIS INICIAISVista oclusal superior e inferior da paciente no dia da consulta.

5  PANORAMICA 1.jpgRadiografia panorâmica inicial da paciente antes do tratamento.

Dentes 18, 28 inclusos.

Desgaste nas faces incisais e oclusais dos dentes presentes.

Aparato protético de 25 a 27 ( 26 pôntico)

Reabsorção horizontal das cristas alveolares.

6 LAMINOGRAFIA INICIAL

Planigrafia da ATM em oclusão habitual antes do tratamento

Na posição de abertura máxima, observasse angulação anterior dos processos articulares, sequela de traumatismo na primeira infância.

A paciente relata um traumatismo na primeira infância, uma batida na cabeça quando brincava em um escorregador.

7 TELEPERFILRadiografia lateral e perfil da paciente antes do tratamento. Paciente em oclusão habitual.

8 FRONTALRadiografia frontal da paciente em oclusão habitual antes do tratamento.

9 C7Radiografia lateral e da coluna cervical da paciente em oclusão habitual antes do tratamento.

Nesta época a paciente realizou uma tomografia computadorizada da coluna cervical

Laudo da TC da coluna cervical:

Retificação da lordose cervical.

Discopatia degenerativa em C5-C6 observando-se redução da altura do espaço discal e proliferações osteofitárias reacionais. Nesse nível identifica-se barra disco-osteofitária que toca e deforma a face ventral do saco dural.

Não há estenose do canal vertebral central.

Forames neurais com amplitude dentro dos limites da normalidade.

Sinais leves de artrose uncovertebral C5 e C6.

Relação C1-C2 mantida.

Regiões paravertebrais simétricas.

10 eletromiog dinamica inicialRegistro eletromiográfico dinâmico em oclusão habitual da paciente antes do tratamento. Notasse a mínima ativação dos músculos masseteres direito e esquerdo na máxima intercuspidação e a alta ativação dos músculos temporais direito e esquerdo.

Os músculos masseteres são os músculos mais potentes do sistema estomatognático, os músculos temporais mesmo sendo músculos elevadores tem que ter uma ativação igual e preferencialmente menor que os músculos masseteres.

11 cineciog 1Registro cineciográfico inicial da paciente.

Vista tridimensional do movimento mandibular.

O registro mostra abertura e fechamento e velocidade ao fazer estes movimentos. A paciente mostra uma abertura de 47 mm e uma deflexão para direita de 3,9 mm

Notasse uma importante perda de velocidade no na metade do fechamento mandibular.

13 ress esq fech

RNM: corte sagital da ATM esquerda em boca fechada, pode-se observar a anteversão do côndilo mandibular.

14 ress esq fech

RNM: outro corte sagital da ATM esquerda em boca fechada, pode-se observar a anteversão do côndilo mandibular.

Importante zona de compressão retrodiscal no nível da deflexão do côndilo mandibular. Objetivo primordial tem que ser a descompressão tridimensional do côndilo mandibular.

15 ress esq fech

RNM: outro corte sagital da ATM esquerda em boca fechada, pode-se observar a anteversão do côndilo mandibular.

Importante zona de compressão retrodiscal no nível da deflexão do côndilo mandibular. Objetivo primordial tem que ser a descompressão tridimensional do côndilo mandibular.

16 ress esq fech

RNM: corte sagital interno da ATM esquerda em boca fechada.

17ress dir fech

RNM: corte sagital interno da ATM direita em boca fechada.

19 ress dir fech

RNM: outro corte sagital da ATM direita em boca fechada, pode-se observar a anteversão do côndilo mandibular.

O disco articular encontra-se deslocado anteriormente, com redução nas manobras de boca aberta. (imagens em boca aberta não incluídas no post)

Importante zona de compressão retrodiscal no nível da deflexão do côndilo mandibular. Objetivo primordial tem que ser a descompressão tridimensional do côndilo mandibular.

20 ress dir fechRNM: outro corte sagital mais externo da ATM direita em boca fechada.

O disco articular encontra-se deslocando anteriormente, com redução nas manobras de boca aberta. (imagens em boca aberta não incluídas no post)

Nota-se a compressão posterior neste corte.

21 FRONT DIR E ESQRNM: cortes frontais das articulações temporomandibulares direita e esquerda, boca fechada em oclusão habitual antes do tratamento.

O corte frontal da articulação temporomandibular direita evidencia uma perda de espaço articular, especialmente na região do polo lateral externo da articulação. Ambas imagens frontais mostram diminuição do espaço articular.

Leve desvio discal medial.

21A registro inicial para o DIOPara avaliar corretamente a relação maxilo-mandibular devemos começar a considerar a posição fisiológica de repouso mandibular.

Repouso fisiológico é um conceito aplicável para todos os músculos do corpo.

A musculatura estomatognática não é exceção.

Os músculos mastigatórios da paciente foram desprogramados eletronicamente e uma nova posição neurofisiológica de repouso foi registrada.

A paciente apresenta um espaço livre patológico de 5, 8 mm, já descontado os dois mm fisiológicos de um espaço livre sadio.

A paciente também apresenta uma retroposição de 2,1 mm

22 oclussao com o DIOCom esses dados construímos um DIO (dispositivo intraoral), para manter tridimensionalmente a posição registrada. Este dispositivo deve ser testado eletromiograficamente para mensurar objetivamente o paciente.

É lógico que o relato da sintomatologia do paciente é importante, mas a eletromiografia de superfície mostra de forma objetiva se a função muscular melhorou, piorou ou não modificou.

22A eletromiografia com o DIORegistro eletromiográfico com o DIO (dispositivo intraoral) em posição neuromuscular fisiológica.

Notasse o maior recrutamento de unidades motoras nos músculos masseteres que anteriormente mostravam pouquíssima atividade.

22A Registro cinesiográfico para controlar o DIO em posição neurofisiológicaRegistro cineciográfico para controle do DIO ( dispositivo intraoral) em posição neuromuscular fisiológica à medida que o dispositivo é trocado ou recalibrado.

Na primeira fase os dispositivos intraorais, são recalibrados e ou trocados de acordo a cada caso específico à medida que a mandíbula, músculos e ATM melhorem.

Cada caso É ÚNICO. Existem casos onde as estruturas da ATM estão tão danificadas que os objetivos traçados terão limitações ditadas pelo diagnóstico inicial.

Estas limitações não se referem unicamente as estruturas da articulação temporomandibular, mas também a condição sistêmica da paciente.

22B 2 Registro cinesiográfico para controlar o DIO em posição neurofisiológicaOutro registro cineciográfico para controle do DIO ( dispositivo intraoral) em posição neuromuscular fisiológica à medida que o dispositivo é trocado ou recalibrado.

23 laminografias comparativas com dioComparação das planigrafias das articulações temporomandibulares, direita e esquerda, em boca fechada e aberta: em oclusão habitual antes do tratamento e com o DIO (dispositivo intraoral), em posição neuromuscular fisiológica.

24 ct comparativas com dioComparação das radiografias laterais e da coluna cervical da paciente: em oclusão habitual antes do tratamento e com o DIO (dispositivo intraoral), em posição neuromuscular fisiológica.

Com a mandíbula em posição neuromuscular fisiológica a colega fisioterapeuta trabalhou o resto das cadeias musculares, utilizando técnicas manuais globais, tendo sempre em conta a individualidade da paciente. Este trabalho em um paciente com discopatias degenerativas deve ser mantido.

25 rad lateral e perfilComparação das radiografias laterais do paciente: em oclusão habitual antes do tratamento e com o DIO (dispositivo intraoral), em posição neuromuscular fisiológica.

Melhora do perfil e recuperação da dimensão vertical.

26TELEFRONTAIS COMPARATIVASRadiografias frontais comparativas da paciente: no inicio do tratamento em oclusão habitual, durante o tratamento com o DIO (dispositivo intraoral) em oclusão neuromuscular fisiológica.

27 PANORAMICA com o DIORadiografia panorâmica da paciente com o DIO construído em posição neuromuscular fisiológica.

47 ress esqu comparativa 1RNM: cortes sagitais comparativos da ATM esquerda, boca fechada, antes e após o tratamento Neuromuscular Fisiológico.
Nota-se a descompressão tridimensional da articulação. Objetivo primordial neste caso específico.

48 ress esqu comparativa 1RNM: cortes sagitais comparativos da ATM esquerda, boca fechada, antes e após o tratamento Neuromuscular Fisiológico.
Nota-se a descompressão tridimensional da articulação. Objetivo primordial neste caso específico.

49 ress esqu comparativa 1RNM: cortes sagitais comparativos da ATM esquerda, boca fechada, antes e após o tratamento Neuromuscular Fisiológico.
Nota-se a descompressão tridimensional da articulação. Objetivo primordial neste caso específico.

50 ress esqu comparativa 1RNM: cortes sagitais comparativos da ATM esquerda, boca fechada, antes e após o tratamento Neuromuscular Fisiológico.
Nota-se a descompressão tridimensional da articulação. Objetivo primordial neste caso específico.

51 ress direita comparativa 1RNM: cortes sagitais comparativos da ATM direita, boca fechada, antes e após o tratamento Neuromuscular Fisiológico. Neste corte se aprecia a melhora na relação côndilo discal obtida.
Nota-se a descompressão tridimensional da articulação. Objetivo primordial neste caso específico.

51 b ress direita comparativa 1RNM: cortes sagitais comparativos da ATM direita, boca fechada, antes e após o tratamento Neuromuscular Fisiológico. Neste corte se aprecia a melhora na relação côndilo discal obtida.
Nota-se a descompressão tridimensional da articulação. Objetivo primordial neste caso específico.

52 ress direita comparativa 1RNM: cortes sagitais comparativos da ATM direita, boca fechada, antes e após o tratamento Neuromuscular Fisiológico.Neste corte se aprecia a melhora na relação côndilo discal obtida.
Nota-se a descompressão tridimensional da articulação. Objetivo primordial neste caso específico.

53 ress esquerda frontal comparativa 1RNM: Comparação do corte frontal da ATM ESQUERDA, boca fechada, antes do tratamento neuromuscular fisiológico,  e da mesma ATM ESQUERDA após a FINALIZAÇÃO DA PRIMEIRA FASE.

Nota-se a descompressão da articulação temporomandibular,especialmente no polo lateral. 

54 ress direita frontal comparativa 1RNM: Comparação do corte frontal da ATM DIREITA, boca fechada, antes do tratamento neuromuscular fisiológico,  e da mesma ATM DIREITA após a FINALIZAÇÃO DA PRIMEIRA FASE.

Nota-se a descompressão da articulação temporomandibular,especialmente no polo lateral. 

A paciente não relatou mais sintomatologia relacionada com a ATM. A bioinstrumentação também mostrou  objetivamente a melhora da função neuromuscular.

Foi decidido iniciar a SEGUNDA FASE do tratamento para retirar o DIO (dispositivo intraoral), mantendo a oclusão neuromuscular fisiológica.

Para isso utilizamos uma ortodontia tridimensional, onde os dentes são erupcionados para a nova posição neurofisiológica.

55 ORTO 1Na segunda fase, neste caso a ortodontia tridimensional a paciente é monitorada e desprogramada eletronicamente, e muitas vezes o dispositivo é recalibrado, para manter a posição obtida na primeira fase.

Parte da sequência da segunda fase (neste caso clínico específico).

56 PANORAMICA COM O IMPLANTERadiografia panorâmica da paciente após a instalação do implante e a remoção dos terceiros molares retidos superiores.

57 ORTO 2Parte da sequência da segunda fase (neste caso clínico específico).

58 ORTO 3Parte da sequência da segunda fase (neste caso clínico específico).

59 ORTO 4Parte da sequência da segunda fase (neste caso clínico específico).

60 ORTO 5Parte da sequência da segunda fase (neste caso clínico específico).

61 ORTO 6Parte da sequência da segunda fase (neste caso clínico específico). Fotografia do fio ortodôntico antes de cortar do lado direito para fins didáticos.

62 ORTO 7Parte da sequência da segunda fase (neste caso clínico específico).

63 ORTO 8Parte da sequência da segunda fase (neste caso clínico específico).

65 ORTO10Parte da sequência da segunda fase (neste caso clínico específico).

66 ORTO101Parte da sequência da segunda fase (neste caso clínico específico).

67 ORTO102Parte da sequência da segunda fase (neste caso clínico específico).

68 ORTO103Parte da sequência da segunda fase (neste caso clínico específico).

68 RETIRADA DO DIORetirada do DIO ( dispositivo intraoral)

69 ORTO104Parte da sequência da segunda fase (neste caso clínico específico).

70 ORTO105Finalização da segunda fase.

71 OCLUSAL FINALVista oclusal superior e inferior da paciente após a finalização da segunda fase.

72 panoramicas comparativasRadiografias panorâmicas comparativas da paciente antes e após a finalização da segunda fase do tratamento mediante uma ortodontia tridimensional.

72 comparação OCLUSAIS FINAISVista oclusal superior e inferior comparativa da paciente antes e após da finalização da segunda fase do tratamento mediante uma ortodontia tridimensional.

72 OCLUSÃO IcomparativasOclusão comparativa da paciente antes e após da finalização da segunda fase do tratamento mediante uma ortodontia tridimensional.

77 registro controle após a ortodontiaRegistro cinesiográfico de controle após a finalização da ortodontia tridimensional em posição neuromuscular fisiológica.

Trajetórias neuromusculares coincidentes.

73 laminografias finalLaminografia da paciente em oclusão neuromuscular fisiológica após a finalização da segunda fase do tratamento.

74 3 laminografias comparativasLaminografias comparativas da paciente: antes do tratamento, durante a primeira fase do tratamento e após a finalização com ortodontia tridimensional.

75 TELEFRONTAIS COMPARATIVASRadiografias frontais comparativas da paciente: antes do tratamento, durante a primeira fase do tratamento e após a finalização com ortodontia tridimensional.

76 rad lateral e perfil comparativas 3Radiografias laterais e perfil comparativas da paciente: antes do tratamento, durante a primeira fase do tratamento e após a finalização com ortodontia tridimensional.

78 DEPOIMENTO 1.jpgDepoimento da paciente:

O que me fez procurar o tratamento foram dores de cabeça recorrentes, frequentes (semanais) e intensas, que duravam, em média, 2 dias, afetando meu rendimento no trabalho, bem como as horas de lazer.

As dores não cediam com analgésicos comuns, necessitando de medicação forte, que, por sua vez, só amenizava um pouco as dores.

Hoje, após o tratamento, posso afirmar que só muito raramente sou acometida destas dores, melhorando muito a qualidade de vida, além da postura.

Jornada Odontológica Interdisciplinar: Patologias da ATM e a sua conexão com a saúde integral do ser humano.

A odontologia  neuromuscular fisiológica, considera todo o sistema corporal que controla a postura e o funcionamento da mandíbula e procura estabelecer uma posição baseada entre a relação harmoniosa dos músculos, dentes e articulações temporomandibulares (ATM).
No dia 4 e 5 de Novembro de 2016 será realizado em Lajeado a Jornada Odontológica Interdisciplinar.
Patologias da ATM e a sua Conexão com a Saúde Integral do Ser Humano.
lajeado

Nesta Jornada diferentes profissionais que atuam direta e indiretamente no sucesso dos tratamentos nesta linha, compartilham conhecimento com colegas da área da saúde, esperamos vocês.

A seguir os palestrantes e os temas a serem desenvolvidos. Mais informações em:

https://www.facebook.com/jornadaodontologicainterdisciplinar/?fref=ts

lidia

Dra. Lidia Yavich

Especialista em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial; Co-autora dos livros Compêndio de Diagnostico das Patologias da ATM, edição em português e espanhol, 2004; e Atlas de Imagens Sadias e Patológicas da Articulação Temporomandibular, edição trilíngue: inglês, espanhol e português, 2008;

Sócia fundadora e presidente da SBPAT – Sociedade Brasileira de Patologias da Articulação Temporomandibular.

Patologias da ATM e sua Conexão com a Saúde Integral do Ser Humano: o que não nos foi ensinado na Universidade

Muitos pacientes que nos procuram na Odontologia para correções ortodônticas, reabilitações complexas ou simples apresentam ruídos em suas articulações temporomandibulares, facetas e erosões visíveis em suas imagens e dores em diferentes regiões da cabeça, pescoço e ombros e não necessariamente na região das articulações temporomandibulares.

Lesões nos tecidos duros como consequência de traumatismos na primeira infância podem provocar lesões no disco e nos ligamentos.

Infecções e doenças autoimunes devem ser consideradas, uma vez que afetam não só a articulação temporomandibular mas também todas as cadeias fasciais e musculares do corpo humano.

enio

Dr. Enio Tadashi Setogutti

Membro Titular do CBR – Colégio Brasileiro de Radiologia.

Responsável Médico pelo setor de Ressonância Magnética do SIDI .

Especialização em Ressonância Magnética no Hospital Pitie Salpetriere, Paris, França.

Fellow visiting in Neuro-Radiology no MGH, Boston, USA.

Ressonância Nuclear Magnética da Articulação Temporomandibular – por que T1, T2, stir e densidade de prótons. Diferenças técnicas e diagnósticas.

A palestra traz uma revisão da anatomia da articulação temporomandibular (ATM),

discutindo as diferentes técnicas relacionadas a imagem da ATM por ressonância nuclear magnética. Iremos comparar as diferentes sequências utilizadas, tais como se t1, fse t2, stir e densidade de prótons, suas vantagens e desvantagens, além das patologias que cada sequência permite ver e discutiremos os diferentes protocolos.

afonso

Dr. Afonso Teatini
Especialista em Disfunção Temporo Mandibular e dor orofacial
Especialista em Ortopedia Funcional dos Maxilares
Especialista em Implantodontia
Sócio fundador e vice presidente da SBPAT

A importância da Tomografia Computadorizada no diagnóstico, tratamento e controle das anomalias e patologias da ATM.
Vamos abordar a aplicação da Tomografia Computadorizada na prática clínica e a melhor forma de aproveitar e organizar os exames dos pacientes para que esta ferramenta incrível de diagnóstico seja uma realidade da vida do profissional.

eliseu

Dr. Eliseu Dallé

Especialista e mestre em Cirurgia Computadorizada e em Traumatologia Buco- Maxilo facial; ex professor de Cirurgia da Faculdade de Odontologia da ULBRA; consultor Científico Zimmer-Pl Branemark; experiencia de mas de 18.000 implantes aplicados.

Osso Alveolar e Implantes Dentários. Como compatibilizá-los?

valdai

Dr. Jose Valdai de Souza

Especialista em Cirurgia Geral

Especialista em Biologia Molecular e Toxicologia Clínica.

A Importância da Estrutura Molecular Óssea na Osteointegração

A palestra discorrerá sobre a importância da estrutura molecular do osso nos implantes dentários. Este conhecimento melhora os resultados e possibilita ao Cirurgião-Dentista avaliar o paciente antes do procedimento e também corrigir algumas deficiências em minerais, aminoácidos ou vitaminas, para uma melhor osseointegração. Vamos abordar as causas que podem interferir na osseointegração, os exames para avaliar a qualidade do osso e os tratamentos necessários como coadjuvantes para uma melhor reposta funcional e estética.

luiza

Dra. Luiza Rodrigues Franco

Mestre em Saúde Pública pela Escola de Saúde Pública, Havana e UNB, 1999

Especialista em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial pela American Academy of Craniofacial Pain, Sessão Latino Americana, Buenos Aires – AR, 2008, em Ortodontia pelo IPENO-SC, 2009

Especialista em Ortopedia Funcional dos Maxilares- Universidade Veiga de Almeida – RJ, 2006

Vice Presidente da Associação Brasileira em Odontologia Hospitalar – TO

Presidente do 30º Simpósio Internacional de Patologia da ATM, Palmas.

Respiração, Articulação Temporomandibular e Postura, o que têm em comum?

A abordagem da palestra evidenciará algumas teorias constatando como Patologias da ATM e Alterações Respiratórias podem causar a má postura corporal e a evidenciação da correlação com as cadeias musculares. Objetivando concluir que na correção  da postura corporal deve-se ter atenção à ATM e à forma do indivíduo respirar para alcançarmos o sucesso pretendido.

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Dr. Luis Daniel Yavich Mattos

Especialista em Radiologia e Imaginologia pela UFRGS

Especialista em DTM e Dor Orofacial pelo CFO
Membro da American Academy for Sports Dentistry

Cirurgião Dentista do Instituto do Atleta – São Paulo e Departamento Odontológico do Botafogo F.R – Rio de Janeiro

Promovendo Performance Além da Proteção

Uma nova história no esporte está sendo escrita a partir do conhecimento e tratamento das patologias da ATM. Se sabemos que a posição mandibular pode influenciar na posição do indivíduo, podemos influenciar no desempenho de qualquer atleta em qualquer esporte. Essa palestra irá mostrar um novo horizonte na odontologia e no esporte. E quem pode mudar essa história são os cirurgiões dentistas.

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Dra. Cosetti Bonfadini

Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial

Especialista em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial

ATM e Ortodontia – saindo da zona de conforto

Nesta palestra iremos conversar sobre os aspectos do diagnóstico ortodôntico que minimizam ou, muitas vezes, ignoram o papel da ATM na origem dos problemas oclusão, e apresentaremos para os profissionais presentes ferramentas para identificar essas condições.

claudio.jpg

Dr. Claudio Bertella.

Mestre em Laser na Odontologia- FOUSP-SP; especialista em Dentística Restauradora- PUCCAMP-SP- Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial-CFO.

Reabilitação oral Neurofisiológica e Dimensão Vertical

Agora, podemos afirmar que a dimensão vertical tão discutida na odontologia é tridimensional. A evolução tecnológica dos equipamentos- cineciógrafo, eletromiógrafo e desprogramadores eletrônicos mandibulares- contribuíram para a descoberta dessa tridimensionalidade.

O sistema estomatognático ou mastigatório é composto por quatro estruturas: óssea ( maxila e mandíbula), dentes, músculos e ATM.

Da primeira infância ao envelhecimento, várias causas geram perda da tridimensionalidade. Principalmente as patologias da ATM: crescimento deficitário da maxila e mandíbula, bruxismo e perdas das peças dentárias. A partir do diagnóstico das alterações, a reabilitação oral neurofisiológica busca no comprimento genético dos músculos mastigatórios, restabelecer a dimensão tridimensional do terço inferior da face, a fisiologia dos movimentos e funções do sistema estomatognático. E possibilita a reabilitação dentária- por restaurações, próteses e ortodontia.

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Tratamento Neuromuscular Fisiológico em Paciente com Cefaleia Diária e Dor nas Articulações Temporomandibulares. Caso Clínico sem Possibilidade de Recaptura Discal: primeira e segunda fase.

Seguidamente observo, especialmente em grupos de discussões sobre disfunção de ATM, o debate sobre etiologia e terapêuticas. Estes grupos são integrados por pacientes e profissionais e existem não só aqui no Brasil, mas em diversos países e comunidades do mundo. Espero que este espaço venha a acrescentar, aprofundar, ou esclarecer estas discussões.

O profissional que trata pacientes com patologia de ATM tem que ter em conta, no momento do estudo do caso clínico, quais as particularidades do paciente que está tratando. Identificar quais as estruturas anatômicas envolvidas no quadro que aflige o seu paciente, quais estruturas podem melhorar ou até sarar e quais as que não podem melhorar ou sarar é de extrema importância para todo o processo clínico . O profissional ainda tem que ter em conta o que não é possível prever.

 Reconhecer o que não sabemos é talvez mais importante que o reconhecimento do que sabemos e o esclarecimento disso para o paciente é fundamental.

Quando iniciamos o tratamento temos que ter claro o que podemos modificar no paciente ou o que podemos evitar que piore e também o que NÃO TEMOS CONDIÇÃO DE MODIFICAR.  O mais importante é perguntarmos se podemos melhorar a qualidade de vida do paciente.

1 FOTO FRONTAL

Paciente de sexo feminino se apresenta à consulta queixando-se de sofrer dor de cabeça todos os dias, também relata sofrer dor no pescoço e na nuca, dor em ambas as articulações temporomandibulares e forte dor nos ombros, sendo mais marcante do lado esquerdo.

2 FOTO PERFIL

A paciente refere sensação de ouvidos tampados e diminuição da audição, situação que foi comprovada por audiometria, onde refere limiares auditivos normais até 4KHZ e uma perda auditiva sensorioneural severa em 6 KHZ e moderada em 8 KHZ no ouvido direito.

O ouvido esquerdo apresenta limiares auditivos normais.

A paciente apresenta um zumbido no ouvido esquerdo, e ruídos estranhos.

3 DENTES INICIAIS

Oclusão habitual da paciente no dia da consulta. Observa-se a sobremordida da paciente.

A paciente refere que se acorda com dor nos dentes. Devido à apertamento dentário

4 OCLUSAIS INICIAIS

Vista oclusal superior e inferior da paciente antes do tratamento. Nota-se o desgaste dos dentes anteriores inferiores. A paciente refere que já fez reconstrução em resina dos dentes superiores anteriores, devido ao desgaste provocado pelo bruxismo.

5 PANORAMICA INICIAL

Radiografia panorâmica da paciente antes do tratamento. Ausência dos dentes 18,28,48.

Dente 38 em posição horizontal, impactado.

Reabsorção das cristas alveolares.

6 LAMINOGRAFIA INICIAL

Imagem radiográfica das articulações temporomandibulares direita e esquerda em boca aberta e boca fechada.  Aplainamento da superfície anterior superior e posterior superior do processo articular esquerdo.

7 TELEPERFIL

Radiografia lateral da paciente em oclusão habitual antes do tratamento. Retificação da coluna cervical.

8 FRONTAL

Radiografia frontal da paciente antes do tratamento.

9 C7

Radiografia lateral e da coluna cervical da paciente antes do tratamento. Retificação da coluna cervical.

10 abre e fecha inicial

Registro cineciográfico computadorizado da paciente antes do tratamento. Paciente sem restrição de abertura bucal. Velocidade de fechamento diminuída, gráfico típico de uma guia incisal que interfere na trajetória de fechamento.

11 RNM INICIAL DIREITA FECH

Cortes sagitais da ATM direita fechada. As cabeças mandibulares apresentam irregularidades e esclerose cortical e subcortical de aspecto degenerativo.

O disco articular direito apresenta dimensões reduzidas, alteração na intensidade de sinal e morfoestrutural de aspecto degenerativo, encontrando-se deslocado anteriormente.

11B RNM INICIAL aberta dir

Cortes sagitais da ATM direita em boca aberta.  O disco articular tem dimensões reduzidas, encontrando-se deslocado anteriormente, SEM REDUÇÃO NAS MANOBRAS DE BOCA ABERTA.

12 RNM INICIAL DIR FECH

Outro corte sagital mais interno da ATM direita em boca fechada mostrando as irregularidades da cortical óssea. Aspecto degenerativo. O disco articular tem dimensões reduzidas, encontrando-se deslocado anteriormente, SEM REDUÇÃO NAS MANOBRAS DE BOCA ABERTA.

12B RNM INICIAL aberta dir

Outro corte sagital mais interno da ATM direita em boca aberta. O disco articular tem dimensões reduzidas, encontrando-se deslocado anteriormente, SEM REDUÇÃO NAS MANOBRAS DE BOCA ABERTA.

14 RNM INICIAL esquerda

Cortes sagitais da ATM esquerda  fechada. Leve irregularidade de contornos com retificação do aspecto superior do côndilo mandibular. Disco articular apresenta dimensões reduzidas. Modificação do eixo do crescimento do côndilo mandibular por traumatismo na infância. O disco articular encontra-se  deslocado anteriormente, COM REDUÇÃO NAS MANOBRAS DE BOCA ABERTA.

14B RNM INICIAL esquerda aberta

Cortes sagitais da ATM esquerda aberta. O DISCO REDUZ NA POSIÇÃO DE BOCA ABERTA. 

15 frontais iniciais

Cortes frontais das articulações temporomandibulares direita e esquerda em boca fechada. No lado direito observa-se a descontinuidade da cortical já registrada nos cortes sagitais do mesmo lado . O lado esquerdo apresenta um desvio discal medial.

16 REGISTRO INICIAL

Os músculos mastigatórios da paciente foram eletronicamente desprogramados e um DIO (dispositivo intraoral) foi construído em posição neurofisiológica. Em outras publicações mencionamos os métodos cineciográficos computadorizados utilizados.

Quando estudamos oclusão a maioria das vezes não medimos objetivamente se o espaço livre inter-oclusal é sadio ou patológico. Neste caso o espaço livre patológico da paciente é de quase 7,4 mm

16A ortese inicial so frontal

Com esses dados e SEMPRE COM AS INFORMAÇÕES DAS IMAGENS OBTIDAS NA RNM, construímos um DIO (dispositivo intraoral) para manter tridimensionalmente a posição registrada.

Um ano após o começo do tratamento neurofisiológico, a paciente teve que interromper o mesmo para se submeter a uma cirurgia de coluna.

 A paciente retornou 10 meses após a pausa, já recuperada da intervenção. Em seu retorno, ela foi novamente documentada para avaliar qualquer modificação que pudesse ter acontecido durante o intervalo, levando em consideração que ela acabara de passar por uma cirurgia na coluna.

17 FOTO frontal reinicio de tratamento 1

Imagens posturais frontais comparativas: antes do tratamento e no recomeço da terapêutica após a cirurgia da coluna.

18 FOTO PERFIL reinicio de tratamento 2

Imagens posturais  comparativas de perfil: antes do tratamento e no recomeço da terapêutica após a cirurgia da coluna.

19 ORTESE REINICIO DE TRATAMENTO

Os músculos mastigatórios da paciente foram NOVAMENTE desprogramados eletronicamente e um NOVO DIO (dispositivo intraoral) foi construído em posição neurofisiológica.

20 PANORAMICA COM ORTESE

Radiografia panorâmica da paciente com o DIO construído em posição neurofisiológica.

21 LAMINOGRAFIA COM ORTESE

Laminografia das articulações temporomandibulares direita e esquerda da paciente em boca aberta e boca fechada com o DIO construído em posição neurofisiológica.

22 TELEPERFIL COM ORTESE

Radiografia lateral da paciente com o DIO construído em posição neurofisiológica.

23 C7 COM ORTESE

Radiografia lateral e da coluna cervical da paciente com o DIO construído em posição neurofisiológica.

ANÁLISE DA PACIENTE NESTE ESTAGIO DO TRATAMENTO. 

Paciente com processos degenerativos não só nas articulações temporomandibulares como também na coluna cervical e na coluna lombar o que a levou a uma cirurgia.

Impossibilidade de recaptura do disco da ATM direita. Pelo qual este é um objetivo que nem foi tido em conta.

Remissão da sintomatologia, e melhora da qualidade de vida.

Postura mandibular fisiológica, e recuperação do espaço livre interoclusal a traves do DIO. (dispositivo intraoral). 

Neste caso clínico específico onde NÃO HAVIA POSSIBILIDADE DE RECAPTURA DISCAL, (CONDIÇÃO ENUNCIADA NO DIAGNÓSTICO)  a paciente PÔDE PASSAR para uma SEGUNDA FASE, sempre tendo em conta que devemos proteger a articulação durante a noite e durante atividade física.

Cada caso é único e a decisão de passar a uma segunda fase também precisa de um estudo individualizado.

Foi decidido iniciar a SEGUNDA FASE do tratamento para retirar o DIO (dispositivo intraoral), mantendo a oclusão neurofisiológica.

26 orto 1

Para isso utilizamos uma ortodontia tridimensional, onde os dentes são erupcionados para a nova posição neurofisiológica.

27 orto 2

Na segunda fase, neste caso com a ortodontia tridimensional a paciente é monitorada e desprogramada eletronicamente; Muitas vezes o dispositivo é recalibrado e ou trocado para manter a posição obtida na primeira fase.

28 orto 3

Na segunda fase, neste caso com a ortodontia tridimensional, a paciente é monitorada e desprogramada eletronicamente. Muitas vezes o dispositivo é recalibrado e/ou trocado para manter a posição obtida na primeira fase. Nesta sequência a paciente ainda está com o DIO (dispositivo intraoral) em boca.

29 retirada da ortese

Retirada do DIO (dispositivo intraoral) 

30 orto final

Finalização da segunda fase do tratamento neurofisiológico neste caso com uma ortodontia tridimensional. Entendesse como segunda fase a ortodontia tridimensional, os procedimentos restauradores e protéticos de acordo com cada caso clínico, com o objetivo de retirar o DIO, mantendo a posição neurofisiológica obtida na primeira fase.

31 oclusais finais

Vista oclusal superior e inferior da paciente após a finalização da ortodontia tridimensional.

32 LAMINOGRAFIA final

Laminografia das articulações temporomandibulares direita e esquerda em boca aberta e boca fechada em oclusão neurofisiológica na finalização do tratamento.

33 panoramica  final

Radiografia panorâmica da paciente em oclusão neurofisiológica na finalização do tratamento.  Foi realizada a extração do dente 38 que estava em posição horizontal e impactado.

34 TELEPERFIL final

Radiografia lateral da paciente em oclusão neurofisiológica na finalização da segunda fase do tratamento neurofisiológico.

NOVA RESSONANCIAS FINAIS

RNM das articulações temporomandibulares após a finalização da segunda fase.

Devemos lembrar que se trata de uma paciente com processos degenerativos e com impossibilidade de recaptura do disco da ATM direita. No lado esquerdo o disco está  tão danificado que não cumpre mais a sua função.

A paciente já não apresenta sintomatologia.

A ressonância final não apresenta agravamento da situação.

No corte frontal o côndilo mandibular apresenta uma melhoria na localização tridimensional como também na  cortical.

36 B radiog laterais comparativas menor

Radiografias laterais comparativas da paciente: no inicio do tratamento em oclusão habitual, durante o tratamento com o DIO (dispositivo intraoral) em oclusão neurofisiológica e após a finalização da ortodontia tridimensional em oclusão neurofisiológica. 

35 registro COMPARATIVOS

Registros comparativos da posição neurofisiológica de repouso mandibular no inicio do tratamento para a construção do DIO (dispositivo intraoral), e ao final da segunda fase do tratamento (ortodontia tridimensional) para construir um DIO (dispositivo intraoral) de uso noturno.

Notasse que no inicio do tratamento a paciente apresentava um espaço interoclusal patológico de 7,4 mm e no registro para o DIO  noturno a paciente apresenta 3,3 mm de espaço livre interoclusal.

 Temos que ter em conta que o espaço livre interoclusal É UM ESPAÇO TRIDIMENSIONAL,  NAS DIFERENÇAS ESTRUTURAIS ARTICULARES ESTE ESPAÇO NÃO É IGUAL NO LADO DIREITO E NO LADO ESQUERDO.

35 iimagens comparativas de perfil

Imagens  posturais comparativas de perfil da paciente: no inicio do tratamento em oclusão habitual, durante o tratamento após a interrupção pela cirurgia da coluna com o DIO (dispositivo intraoral) em oclusão neurofisiológica e após a finalização da ortodontia tridimensional em oclusão neurofisiológica. 

36 iimagens comparativas frontais

Imagens frontais posturais comparativas da paciente: no inicio do tratamento em oclusão habitual, durante o tratamento após a interrupção pela cirurgia da coluna com o DIO (dispositivo intraoral) em oclusão neurofisiológica e após a finalização da ortodontia tridimensional em oclusão neurofisiológica. 

37 DEPOIMENTO

Eu já tinha consultado vários especialistas, como Otorrinos, Dentistas e Cirurgiões Buco-faciais, porém não tive nenhum sucesso. Foi quando procurei a Dra. Lidia e relatei os seguintes sintomas.

Acordava todos os dias com muita dor do lado esquerdo, tanto na cabeça quanto no pescoço e chegava a ficar com rigidez no pescoço e no ombro. Nessa mesma época eu tinha que tomar analgésico todos os dias pela manhã. Sofria também de um sério problema de bruxismo onde cheguei a desgastar os dentes da frente, na parte superior e inferior, tendo que recapá-los e sentia muita dor de tanta pressão que fazia neles. Outro sintoma era uma sensibilidade muito grande nos dentes quando tomava líquidos gelados. Meus ouvidos pareciam estar sempre  tampados de modo que estava com a minha audição diminuída, ouvia  também um barulho, principalmente do lado esquerdo, parecendo um apito contínuo.

38 DEPOIMENTO

Também comentei à doutora que quando criança havia levado uma tijolada na cabeça, numa brincadeira de criança.

Após relatar tudo isso, ela me pediu vários exames e fez vários deles no consultório e finalmente me informou que eu estava com problema na ATM. Comecei o tratamento com ela em 2011. Passei a usar uma placa de acrílico nos dentes inferiores, dia e noite, sem tirar, tirando somente para a higiene da mesma.

A dor que tanto sentia foi diminuindo e em pouco tempo não a sentia mais.

A Dra. foi ajustando a ortose  mensalmente, fazendo exames em seu consultório até que ficasse na altura ideal. No ano seguinte que comecei o tratamento tive que interrompe-lo de 8 a 10 meses, pois tive que me submeter a uma cirurgia de coluna, mas retomei o tratamento assim que fiquei boa. Permaneci em tratamento por mais 1 ano e depois comecei a segunda parte do tratamento com aparelho fixo.

39 DEPOIMENTO

Quando concluí o tratamento não precisei mais usar o aparelho fixo e nem a ortose em período integral. Hoje preciso usar a ortose somente para fazer atividades físicas e para dormir. Nunca mais senti as dores horríveis que sentia ou a sensação de ter os ouvidos trancados e o barulho felizmente diminuiu. Hoje estou muito feliz por não precisar mais tomar analgésicos diários e por não sentir dor. Fico muito grata a Dra. por ter descoberto e solucionado o meu problema.

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Para os colegas interessados  nesta capacitação o curso começa o dia primeiro de Setembro.
Informações por email:  lidiayavich@gmail   ou  lidiayavich@clinicamy.com.br
+55 5130612237    +55 5133322124