Criança com Otalgia (dor de ouvido) e Perda Auditiva Condutiva: quando medir faz a diferença. Normalização dos limiares auditivos. Primeira e segunda fase. Caso clínico.

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Os sintomas da perda auditiva leve que ocorrem na infância muitas vezes passam despercebidos.

 Várias atividades físicas e psíquicas das crianças e adolescentes podem ser afetadas em função da diminuição da capacidade auditiva.

A perda auditiva condutiva resultante da disfunção da tuba auditiva RESULTANTE DAS DESÓRDENS TEMPOROMANDIBULARES é MUITAS VEZES NÃO CONSIDERADA.

 É  de fundamental importância uma detecção precoce desta deficiência.

Existem dois tipos gerais de perda auditiva: a perda auditiva condutiva e a perda auditiva neurossensorial.
A perda auditiva condutiva resulta de perturbações na passagem do som da orelha externa para a janela oval.

Anatomicamente, esta via inclui o canal auditivo, membrana timpânica e ossículos. Essa perda pode ser devido a impacção de cerume, perfuração da membrana timpânica, otite média, osteosclerosis, disfunção muscular intra-auricular, ou deslocamento dos ossículos pelo ligamento maleolar.

Já a perda condutiva neurossensorial resulta em função de anormalidades otológicas além da janela oval. Tais alterações podem afetar as células sensoriais da cóclea ou as fibras neurais do oitavo nervo craniano.

A perda de audição com a idade (presbiacusia) é um exemplo. Tumores no oitavo nervo craniano também podem levar a tal perda de audição.

1

Paciente de sexo masculino com onze anos de idade se apresenta na consulta com queixas de dor de cabeça, dor na nuca, dor nos ombros, dor no pescoço, adormecimento e formigamento nas mãos e DIMINUIÇÃO DA ABERTURA BUCAL.

1A

O paciente refere dor no ouvido esquerdo e sensação de entupimento nos ouvidos, principalmente do lado esquerdo. Também refere zumbidos em ambos os ouvidos e DIMINUIÇÃO DA AUDIÇÃO, EM AMBOS OS OUVIDOS. 
Toda perda auditiva referida pelo paciente,  tem que ser constatada por AUDIOMETRIA.

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Na história clínica do paciente em questão é relevante na análise do caso o antecedente de traumatismos no mento na primeira infância assim como as infecções repetitivas de ouvido e garganta e uma pneumonia que o paciente teve com oito meses e que precisou de internação hospitalar.

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Imagens da oclusão habitual do paciente  e vista oclusal superior e inferior. Fotografias do paciente sorrindo de frente e perfil no dia da consulta.

5-panoramica-inicial

Radiografia panorâmica inicial do paciente no dia da consulta.

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Laminografia das articulações temporomandibulares do paciente antes do tratamento: podemos observar o posicionamento superior e posterior do processo articular do lado esquerdo na cavidade articular  quando a mandíbula encontra-se em posição de intercuspidação máxima.

Na posição de abertura máxima, observa-se angulação anterior do processo articular do lado esquerdo.

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Imagem da oclusão habitual do paciente antes do tratamento, no dia da consulta. Podemos observar uma importante sobremordida.

Fica  evidente a falta do espaço para o correto posicionamento do canino superior do lado esquerdo.

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Vista oclusal superior e inferior do paciente antes de tratamento. Fica  evidente a falta de espaço para o correto posicionamento do canino superior do lado esquerdo.

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Radiografia lateral em conjunto com a imagem de perfil do paciente, antes do tratamento.
Perfil retrognático e retificação da coluna cervical.

9 res fechada

RNM TI: Um  corte sagital da ATM esquerda e da ATM direita em boca fechada.

Podemos observar facetas anteriores nas cabeças mandibulares tanto do lado direito como esquerdo. Na ATM direita o disco está levemente luxado anteriormente. Na ATM esquerda a luxação é mais evidente, estando a cabeça da mandíbula apoiada nos ligamentos retro discais.

10 res aberta

RNM TI: Um  corte sagital da ATM esquerda e da ATM direita em boca aberta.

Podemos observar facetas anteriores nas cabeças mandibulares tanto do lado direito como esquerdo. Ambos os côndilos mandibulares não conseguem transladar estando diminuída a abertura bucal.

12 cineciog 1

Registro cinesiógrafico inicial: perda da velocidade quando o paciente abre e fecha a boca. Não há coincidência entre as trajetórias de abertura e fechamento na vista sagital do registro. Limitação na abertura bucal, o paciente consegue abrir só 32,9 mm.

11 ELET INICIAL

Eletromiografia de superfície dinâmica do paciente em oclusão habitual antes do tratamento.

São medidos:

Temporais anteriores direito e esquerdo.

Masseteres direito e esquerdo

Digástricos direito e esquerdo

Trapézio superior direito e esquerdo

Ativação dos digástricos no fechamento, sendo que estes músculos só devem ser ativados na abertura.

Importante ativação dos trapézios superiores mesmo o paciente sendo instruído a abaixar os ombros ele ativa ambos os trapézios durante todo o exame.

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O paciente refere dor no ouvido esquerdo e sensação de entupimento nos ouvidos, principalmente do lado esquerdo. Refere também zumbidos em ambos os ouvidos e DIMINUIÇÃO DA AUDIÇÃO EM AMBOS OS OUVIDOS

TODA PERDA AUDITIVA REFERIDA PELO PACIENTE, NESTE CASO TAMBÉM RELATADA PELOS PAIS DO PACIENTE, TEVE QUE SER CONSTATADA POR AUDIOMETRIA.

15 AUDIOMETRIA INICIAL

Uma audiometria é produzida usando uma medida relativa da audição do paciente, em comparação com um valor estabelecido “normal”. É uma representação gráfica das respostas limiares auditivas que são obtidas a partir de testes de audição no paciente através de estímulos de tons puros. Os parâmetros da audiometria são frequência, medida em ciclos por segundo Hertz (Hz) e intensidade, medida em decibéis (dB).

A primeira audiometria do paciente revela uma discreta hipoacusia no ouvido esquerdo e uma leve hipoacusia no ouvido direito.

Os sintomas da perda auditiva leve que ocorrem na infância muitas vezes passam despercebidos. É  de fundamental importância uma detecção precoce desta deficiência.
A perda auditiva é classificada em leve, na qual o ouvido não é capaz de detectar sons abaixo de 40 decibéis e há dificuldade de compreender a fala humana.

Na perda moderada, os sons abaixo de 70 decibéis não são ouvidos.

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Registramos a posição de repouso mandibular após a desprogramação eletrônica, em conjunto com a informação da ressonância nuclear magnética para a decisão do registro da mordida. Esses dados nos orientarão, para a construção tridimensional do DIO ( dispositivo intraoral).

O paciente apresenta um espaço livre patológico de 8,6 mm e uma retroposição mandibular de 8 mm.
Retrusão mandibular, seja causada por iatrogenia, traumatismo ou como resultado de má oclusão, resulta muitas vezes em otalgia ( dor de ouvido) devida à excessiva compressão dos tecidos retrodiscais.
A impressão do paciente é dor de ouvido.

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Informei aos pais do paciente, que nesta etapa, me preocuparia só com a saúde do paciente, melhorando a função, a sintomatologia e controlando a perda condutiva da audição.

A perda de audição resultante da disfunção da tuba auditiva, iniciada por transtornos temporomandibulares é em geral subjetiva.

Por isso a necessidade de um controle objetivo, por meio de audiometria.

Expliquei que não faria nenhuma intervenção ortodôntica neste estágio como para incluir na arcada o canino que estava desalinhado e sem espaço. Comuniquei que cuidaria disso mais tarde e que neste caso não haveria necessidade de extrair dentes. 

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No tratamento, 0 dispositivo instalado é controlado  por meio de eletromiografia de superfície para avaliar e comparar a sua função em relação aos registros anteriores.

20 AUDIOMETRIA 2

A segunda audiometria do paciente revela limiares normais no ouvido esquerdo e uma discreta hipoacusia no ouvido direito.

21 AUDIOMETRIA 1 e  2

Comparação da primeira e a segunda audiometria do paciente durante o tratamento.

Normalização dos limiares no ouvido direito e melhora nos limiares do ouvido esquerdo.

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Lesões estruturais podem produzir alterações funcionais que por sua vez aumentam as alterações estruturais.

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Alterações estruturais e funcionais.

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Mesmo uma articulação descomprimida demora em recuperar-se.

Algumas lesões estruturais podem ser recuperadas OUTRAS NÃO.

25A

Mesmo uma articulação descomprimida demora em recuperar-se.

Algumas lesões estruturais podem ser recuperadas OUTRAS NÃO.

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Leva tempo estabilizar os músculos durante o tratamento, pacientes diferentes, idades diferentes e patologias diferentes.

27 AUDIOMETRIA 3

A terceira audiometria do paciente revela limiares normais no ouvido esquerdo e limiares normais no ouvido direito.

28 AUDIOMETRIA 1 e  2 e 3

Comparação da primeira, segunda e terceira audiometria do paciente durante o tratamento.

Normalização dos limiares no ouvido direito e normalização dos  limiares do ouvido esquerdo.

Neste momento com a normalização da perda auditiva condutiva, com a remissão da sintomatologia,  melhora dos registros eletromiográficos e cineciográficos e melhora das estruturas nas imagens,  iniciamos a segunda fase por meio de uma ortodontia tridimensional.

29 SERIES DE ORTO 1

Sequência da ortodontia tridimensional na segunda fase do tratamento das patologias da ATM, neste paciente específico. LEMBRAR QUE NEM TODO CASO VAI PERMITIR A IMPLEMENTAÇÃO DE UMA SEGUNDA FASE.

30 SERIES DE ORTO 2

Sequência da ortodontia tridimensional na segunda fase do tratamento das patologias da ATM, neste paciente específico. LEMBRAR QUE NEM TODO CASO VAI PERMITIR A IMPLEMENTAÇÃO DE UMA SEGUNDA FASE.

30 A PERFIL E RAD LATERAL ORTO

Radiografia lateral em conjunto com a imagem do perfil do paciente, durante o tratamento.
Perfil estético e não retrognático como no inicio do tratamento.
Não ocorreu uma recuperação da lordose fisiológica mais SIM uma melhora na coluna cervical. 

31 SERIES DE ORTO3

Sequência da ortodontia tridimensional na segunda fase do tratamento das patologias da ATM, neste paciente específico. LEMBRAR QUE NEM TODO CASO VAI PERMITIR A IMPLEMENTAÇÃO DE UMA SEGUNDA FASE.

32  SERIES DE ORTO4

Sequência da ortodontia tridimensional na segunda fase do tratamento das patologias da ATM, neste paciente específico. LEMBRAR QUE NEM TODO CASO VAI PERMITIR A IMPLEMENTAÇÃO DE UMA SEGUNDA FASE.

33 RETIRADA DO DIO

Retirada do DIO ( dispositivo intraoral ) nesta fase da ortodontia tridimensional.

34 SERIES DE ORTO4

Imagem sem o dispositivo intraoral e finalização do tratamento na ortodontia tridimensional em oclusão neurofisiológica.

OCLUSAIS FINAIS

Imagens comparativas da vista oclusal superior e inferior  do paciente antes e após a finalização da primeira e a segunda fase do tratamento neurofisiológico.

35 AUDIOMETRIA 4

A quarta  audiometria do paciente após a finalização das duas fases do tratamento mantém os limiares normais no ouvido esquerdo e limiares normais no ouvido direito.

SERIES DE ORTO

Parte da sequência da ortodontia tridimensional na segunda fase do tratamento das patologias da ATM, neste paciente específico.

panoramicas comparativas

Radiografias panorâmicas comparativas: antes do tratamento e após a finalização da ortodontia tridimensional.

cef-comparativos

Radiografias laterais comparativas do paciente: no inicio do tratamento em oclusão habitual, após a finalização da ortodontia tridimensional em oclusão neurofisiológica e o controle, seis anos após a finalização do tratamento. 

37-cinesio-comparativos

Comparação dos registros cineciográficos computadorizados: antes e após o tratamento.
Abertura bucal do paciente passou de 32,9 mm para 38,9 mm.

Excelente  velocidade de abertura e fechamento.

37 eletro comparativo

Comparação dos registros eletromiográficos antes, durante e após o tratamento.

39 jaw trackwe  comparativoa

Comparação de registros após desprogramação mandibular: antes do tratamento a trajetória habitual não é coincidente com a trajetória neuromuscular.
Após o tratamento a trajetória habitual coincide tridimensionalmente com a trajetória neuromuscular.

40 todas as audiometrias

Comparação da primeira, segunda, terceira e quarta audiometria do paciente. 

Normalização dos limiares  no ouvido esquerdo e no ouvido direito.

FINALE FINALE

Várias atividades físicas e psíquicas das crianças e adolescentes podem ser afetadas em função da diminuição da capacidade auditiva. A perda auditiva condutiva resultante da disfunção da tuba auditiva RESULTANTE DAS DESÓRDENS TEMPOROMANDIBULARES é MUITAS VEZES DESCONSIDERADA.

É  de fundamental importância uma detecção precoce desta deficiência.

42 DEPOIMENTO 1

Ao terminar todo o tratamento, ainda adolescente, o paciente escreveu o seguinte depoimento:

A minha dentista me encaminhou para a ortodontista, por causa de um canino torto. Daí após uma radiografia panorâmica ela suspeitou que eu poderia ter um problema de ATM. Ela me encaminhou a Porto Alegre para fazer uma ressonância magnética, que constatou a suspeita de um problema na ATM. Comecei o tratamento e a Dra. Lidia também investigou o problema de zumbido e a diminuição da audição.

Quando era pequeno cai e bati o queixo, mas meus pais não sabiam que isso poderia afetar a minha ATM.

Eu sofria muita dor de ouvido e dor de garganta. Já tinha até marcado uma cirurgia no ouvido, mas após 6 meses de tratamento não foi mais necessário fazê-la. Hoje estou bem, tenho uma boa audição e não tenho mais zumbido e dores de garganta. Estou feliz com este tratamento, graças a Deus e a Dra.Lidia Yavich.

42 DEPOIMENTO

Segue o depoimento do mesmo paciente 7 anos após a finalização do tratamento:

Hoje, mais de sete anos após o término de meu tratamento da ATM com a doutora Lidia, e graças aos dons concedidos por Deus a ela, não tenho mais sofrido com as dores de ouvido, nem com dores de garganta ou perda da audição. Antes, eu tive a indicação de  fazer uma operação no ouvido pois estava perdendo a audição e isso não foi necessário com o tratamento da ATM, pois durante o tratamento fui acompanhado com exames que comprovaram que a minha audição melhorou. Hoje vivo minha vida normal, sem problemas com essas coisas do passado. Agradeço muito ao tratamento feito pela doutora Lidia, que tem  curado e melhorado minha vida.

Tratamento Neuromuscular Fisiológico em Paciente com Cefaleia Diária e Dor nas Articulações Temporomandibulares. Caso Clínico sem Possibilidade de Recaptura Discal: primeira e segunda fase.

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Seguidamente observo, especialmente em grupos de discussões sobre disfunção de ATM, o debate sobre etiologia e terapêuticas. Estes grupos são integrados por pacientes e profissionais e existem não só aqui no Brasil, mas em diversos países e comunidades do mundo. Espero que este espaço venha a acrescentar, aprofundar, ou esclarecer estas discussões.

O profissional que trata pacientes com patologia de ATM tem que ter em conta, no momento do estudo do caso clínico, quais as particularidades do paciente que está tratando. Identificar quais as estruturas anatômicas envolvidas no quadro que aflige o seu paciente, quais estruturas podem melhorar ou até sarar e quais as que não podem melhorar ou sarar é de extrema importância para todo o processo clínico . O profissional ainda tem que ter em conta o que não é possível prever.

 Reconhecer o que não sabemos é talvez mais importante que o reconhecimento do que sabemos e o esclarecimento disso para o paciente é fundamental.

Quando iniciamos o tratamento temos que ter claro o que podemos modificar no paciente ou o que podemos evitar que piore e também o que NÃO TEMOS CONDIÇÃO DE MODIFICAR.  O mais importante é perguntarmos se podemos melhorar a qualidade de vida do paciente.

1 FOTO FRONTAL

Paciente de sexo feminino se apresenta à consulta queixando-se de sofrer dor de cabeça todos os dias, também relata sofrer dor no pescoço e na nuca, dor em ambas as articulações temporomandibulares e forte dor nos ombros, sendo mais marcante do lado esquerdo.

2 FOTO PERFIL

A paciente refere sensação de ouvidos tampados e diminuição da audição, situação que foi comprovada por audiometria, onde refere limiares auditivos normais até 4KHZ e uma perda auditiva sensorioneural severa em 6 KHZ e moderada em 8 KHZ no ouvido direito.

O ouvido esquerdo apresenta limiares auditivos normais.

A paciente apresenta um zumbido no ouvido esquerdo, e ruídos estranhos.

3 DENTES INICIAIS

Oclusão habitual da paciente no dia da consulta. Observa-se a sobremordida da paciente.

A paciente refere que se acorda com dor nos dentes. Devido à apertamento dentário

4 OCLUSAIS INICIAIS

Vista oclusal superior e inferior da paciente antes do tratamento. Nota-se o desgaste dos dentes anteriores inferiores. A paciente refere que já fez reconstrução em resina dos dentes superiores anteriores, devido ao desgaste provocado pelo bruxismo.

5 PANORAMICA INICIAL

Radiografia panorâmica da paciente antes do tratamento. Ausência dos dentes 18,28,48.

Dente 38 em posição horizontal, impactado.

Reabsorção das cristas alveolares.

6 LAMINOGRAFIA INICIAL

Imagem radiográfica das articulações temporomandibulares direita e esquerda em boca aberta e boca fechada.  Aplainamento da superfície anterior superior e posterior superior do processo articular esquerdo.

7 TELEPERFIL

Radiografia lateral da paciente em oclusão habitual antes do tratamento. Retificação da coluna cervical.

8 FRONTAL

Radiografia frontal da paciente antes do tratamento.

9 C7

Radiografia lateral e da coluna cervical da paciente antes do tratamento. Retificação da coluna cervical.

10 abre e fecha inicial

Registro cineciográfico computadorizado da paciente antes do tratamento. Paciente sem restrição de abertura bucal. Velocidade de fechamento diminuída, gráfico típico de uma guia incisal que interfere na trajetória de fechamento.

11 RNM INICIAL DIREITA FECH

Cortes sagitais da ATM direita fechada. As cabeças mandibulares apresentam irregularidades e esclerose cortical e subcortical de aspecto degenerativo.

O disco articular direito apresenta dimensões reduzidas, alteração na intensidade de sinal e morfoestrutural de aspecto degenerativo, encontrando-se deslocado anteriormente.

11B RNM INICIAL aberta dir

Cortes sagitais da ATM direita em boca aberta.  O disco articular tem dimensões reduzidas, encontrando-se deslocado anteriormente, SEM REDUÇÃO NAS MANOBRAS DE BOCA ABERTA.

12 RNM INICIAL DIR FECH

Outro corte sagital mais interno da ATM direita em boca fechada mostrando as irregularidades da cortical óssea. Aspecto degenerativo. O disco articular tem dimensões reduzidas, encontrando-se deslocado anteriormente, SEM REDUÇÃO NAS MANOBRAS DE BOCA ABERTA.

12B RNM INICIAL aberta dir

Outro corte sagital mais interno da ATM direita em boca aberta. O disco articular tem dimensões reduzidas, encontrando-se deslocado anteriormente, SEM REDUÇÃO NAS MANOBRAS DE BOCA ABERTA.

14 RNM INICIAL esquerda

Cortes sagitais da ATM esquerda  fechada. Leve irregularidade de contornos com retificação do aspecto superior do côndilo mandibular. Disco articular apresenta dimensões reduzidas. Modificação do eixo do crescimento do côndilo mandibular por traumatismo na infância. O disco articular encontra-se  deslocado anteriormente, COM REDUÇÃO NAS MANOBRAS DE BOCA ABERTA.

14B RNM INICIAL esquerda aberta

Cortes sagitais da ATM esquerda aberta. O DISCO REDUZ NA POSIÇÃO DE BOCA ABERTA. 

15 frontais iniciais

Cortes frontais das articulações temporomandibulares direita e esquerda em boca fechada. No lado direito observa-se a descontinuidade da cortical já registrada nos cortes sagitais do mesmo lado . O lado esquerdo apresenta um desvio discal medial.

16 REGISTRO INICIAL

Os músculos mastigatórios da paciente foram eletronicamente desprogramados e um DIO (dispositivo intraoral) foi construído em posição neurofisiológica. Em outras publicações mencionamos os métodos cineciográficos computadorizados utilizados.

Quando estudamos oclusão a maioria das vezes não medimos objetivamente se o espaço livre inter-oclusal é sadio ou patológico. Neste caso o espaço livre patológico da paciente é de quase 7,4 mm

16A ortese inicial so frontal

Com esses dados e SEMPRE COM AS INFORMAÇÕES DAS IMAGENS OBTIDAS NA RNM, construímos um DIO (dispositivo intraoral) para manter tridimensionalmente a posição registrada.

Um ano após o começo do tratamento neurofisiológico, a paciente teve que interromper o mesmo para se submeter a uma cirurgia de coluna.

 A paciente retornou 10 meses após a pausa, já recuperada da intervenção. Em seu retorno, ela foi novamente documentada para avaliar qualquer modificação que pudesse ter acontecido durante o intervalo, levando em consideração que ela acabara de passar por uma cirurgia na coluna.

17 FOTO frontal reinicio de tratamento 1

Imagens posturais frontais comparativas: antes do tratamento e no recomeço da terapêutica após a cirurgia da coluna.

18 FOTO PERFIL reinicio de tratamento 2

Imagens posturais  comparativas de perfil: antes do tratamento e no recomeço da terapêutica após a cirurgia da coluna.

19 ORTESE REINICIO DE TRATAMENTO

Os músculos mastigatórios da paciente foram NOVAMENTE desprogramados eletronicamente e um NOVO DIO (dispositivo intraoral) foi construído em posição neurofisiológica.

20 PANORAMICA COM ORTESE

Radiografia panorâmica da paciente com o DIO construído em posição neurofisiológica.

21 LAMINOGRAFIA COM ORTESE

Laminografia das articulações temporomandibulares direita e esquerda da paciente em boca aberta e boca fechada com o DIO construído em posição neurofisiológica.

22 TELEPERFIL COM ORTESE

Radiografia lateral da paciente com o DIO construído em posição neurofisiológica.

23 C7 COM ORTESE

Radiografia lateral e da coluna cervical da paciente com o DIO construído em posição neurofisiológica.

ANÁLISE DA PACIENTE NESTE ESTAGIO DO TRATAMENTO. 

Paciente com processos degenerativos não só nas articulações temporomandibulares como também na coluna cervical e na coluna lombar o que a levou a uma cirurgia.

Impossibilidade de recaptura do disco da ATM direita. Pelo qual este é um objetivo que nem foi tido em conta.

Remissão da sintomatologia, e melhora da qualidade de vida.

Postura mandibular fisiológica, e recuperação do espaço livre interoclusal a traves do DIO. (dispositivo intraoral). 

Neste caso clínico específico onde NÃO HAVIA POSSIBILIDADE DE RECAPTURA DISCAL, (CONDIÇÃO ENUNCIADA NO DIAGNÓSTICO)  a paciente PÔDE PASSAR para uma SEGUNDA FASE, sempre tendo em conta que devemos proteger a articulação durante a noite e durante atividade física.

Cada caso é único e a decisão de passar a uma segunda fase também precisa de um estudo individualizado.

Foi decidido iniciar a SEGUNDA FASE do tratamento para retirar o DIO (dispositivo intraoral), mantendo a oclusão neurofisiológica.

26 orto 1

Para isso utilizamos uma ortodontia tridimensional, onde os dentes são erupcionados para a nova posição neurofisiológica.

27 orto 2

Na segunda fase, neste caso com a ortodontia tridimensional a paciente é monitorada e desprogramada eletronicamente; Muitas vezes o dispositivo é recalibrado e ou trocado para manter a posição obtida na primeira fase.

28 orto 3

Na segunda fase, neste caso com a ortodontia tridimensional, a paciente é monitorada e desprogramada eletronicamente. Muitas vezes o dispositivo é recalibrado e/ou trocado para manter a posição obtida na primeira fase. Nesta sequência a paciente ainda está com o DIO (dispositivo intraoral) em boca.

29 retirada da ortese

Retirada do DIO (dispositivo intraoral) 

30 orto final

Finalização da segunda fase do tratamento neurofisiológico neste caso com uma ortodontia tridimensional. Entendesse como segunda fase a ortodontia tridimensional, os procedimentos restauradores e protéticos de acordo com cada caso clínico, com o objetivo de retirar o DIO, mantendo a posição neurofisiológica obtida na primeira fase.

31 oclusais finais

Vista oclusal superior e inferior da paciente após a finalização da ortodontia tridimensional.

32 LAMINOGRAFIA final

Laminografia das articulações temporomandibulares direita e esquerda em boca aberta e boca fechada em oclusão neurofisiológica na finalização do tratamento.

33 panoramica  final

Radiografia panorâmica da paciente em oclusão neurofisiológica na finalização do tratamento.  Foi realizada a extração do dente 38 que estava em posição horizontal e impactado.

34 TELEPERFIL final

Radiografia lateral da paciente em oclusão neurofisiológica na finalização da segunda fase do tratamento neurofisiológico.

NOVA RESSONANCIAS FINAIS

RNM das articulações temporomandibulares após a finalização da segunda fase.

Devemos lembrar que se trata de uma paciente com processos degenerativos e com impossibilidade de recaptura do disco da ATM direita. No lado esquerdo o disco está  tão danificado que não cumpre mais a sua função.

A paciente já não apresenta sintomatologia.

A ressonância final não apresenta agravamento da situação.

No corte frontal o côndilo mandibular apresenta uma melhoria na localização tridimensional como também na  cortical.

36 B radiog laterais comparativas menor

Radiografias laterais comparativas da paciente: no inicio do tratamento em oclusão habitual, durante o tratamento com o DIO (dispositivo intraoral) em oclusão neurofisiológica e após a finalização da ortodontia tridimensional em oclusão neurofisiológica. 

35 registro COMPARATIVOS

Registros comparativos da posição neurofisiológica de repouso mandibular no inicio do tratamento para a construção do DIO (dispositivo intraoral), e ao final da segunda fase do tratamento (ortodontia tridimensional) para construir um DIO (dispositivo intraoral) de uso noturno.

Notasse que no inicio do tratamento a paciente apresentava um espaço interoclusal patológico de 7,4 mm e no registro para o DIO  noturno a paciente apresenta 3,3 mm de espaço livre interoclusal.

 Temos que ter em conta que o espaço livre interoclusal É UM ESPAÇO TRIDIMENSIONAL,  NAS DIFERENÇAS ESTRUTURAIS ARTICULARES ESTE ESPAÇO NÃO É IGUAL NO LADO DIREITO E NO LADO ESQUERDO.

35 iimagens comparativas de perfil

Imagens  posturais comparativas de perfil da paciente: no inicio do tratamento em oclusão habitual, durante o tratamento após a interrupção pela cirurgia da coluna com o DIO (dispositivo intraoral) em oclusão neurofisiológica e após a finalização da ortodontia tridimensional em oclusão neurofisiológica. 

36 iimagens comparativas frontais

Imagens frontais posturais comparativas da paciente: no inicio do tratamento em oclusão habitual, durante o tratamento após a interrupção pela cirurgia da coluna com o DIO (dispositivo intraoral) em oclusão neurofisiológica e após a finalização da ortodontia tridimensional em oclusão neurofisiológica. 

37 DEPOIMENTO

Eu já tinha consultado vários especialistas, como Otorrinos, Dentistas e Cirurgiões Buco-faciais, porém não tive nenhum sucesso. Foi quando procurei a Dra. Lidia e relatei os seguintes sintomas.

Acordava todos os dias com muita dor do lado esquerdo, tanto na cabeça quanto no pescoço e chegava a ficar com rigidez no pescoço e no ombro. Nessa mesma época eu tinha que tomar analgésico todos os dias pela manhã. Sofria também de um sério problema de bruxismo onde cheguei a desgastar os dentes da frente, na parte superior e inferior, tendo que recapá-los e sentia muita dor de tanta pressão que fazia neles. Outro sintoma era uma sensibilidade muito grande nos dentes quando tomava líquidos gelados. Meus ouvidos pareciam estar sempre  tampados de modo que estava com a minha audição diminuída, ouvia  também um barulho, principalmente do lado esquerdo, parecendo um apito contínuo.

38 DEPOIMENTO

Também comentei à doutora que quando criança havia levado uma tijolada na cabeça, numa brincadeira de criança.

Após relatar tudo isso, ela me pediu vários exames e fez vários deles no consultório e finalmente me informou que eu estava com problema na ATM. Comecei o tratamento com ela em 2011. Passei a usar uma placa de acrílico nos dentes inferiores, dia e noite, sem tirar, tirando somente para a higiene da mesma.

A dor que tanto sentia foi diminuindo e em pouco tempo não a sentia mais.

A Dra. foi ajustando a ortose  mensalmente, fazendo exames em seu consultório até que ficasse na altura ideal. No ano seguinte que comecei o tratamento tive que interrompe-lo de 8 a 10 meses, pois tive que me submeter a uma cirurgia de coluna, mas retomei o tratamento assim que fiquei boa. Permaneci em tratamento por mais 1 ano e depois comecei a segunda parte do tratamento com aparelho fixo.

39 DEPOIMENTO

Quando concluí o tratamento não precisei mais usar o aparelho fixo e nem a ortose em período integral. Hoje preciso usar a ortose somente para fazer atividades físicas e para dormir. Nunca mais senti as dores horríveis que sentia ou a sensação de ter os ouvidos trancados e o barulho felizmente diminuiu. Hoje estou muito feliz por não precisar mais tomar analgésicos diários e por não sentir dor. Fico muito grata a Dra. por ter descoberto e solucionado o meu problema.

evento setembro2

Para os colegas interessados  nesta capacitação o curso começa o dia primeiro de Setembro.
Informações por email:  lidiayavich@gmail   ou  lidiayavich@clinicamy.com.br
+55 5130612237    +55 5133322124

 

 

Patologia da Articulação Temporomandibular em um Paciente com Fusão Congênita de duas Vértebras Cervicais. Primeira e segunda fase. Caso clínico.

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Quando duas vértebras adjacentes estão fusionadas desde o nascimento, este conjunto de unidade vertebral é chamado de bloco vertebral congênito.

Embriologicamente é o resultado de um erro no processo normal de segmentação dos somitos (estruturas segmentadas, formada a ambos os lados do tubo neural) durante o período de diferenciação nas semanas fetais.

Devido à inexistência de um segmento móvel, as articulações livres (não fusionadas) por cima e por baixo do bloco vertebral fusionado sofrem mais stress.

Elas também podem produzir uma curvatura anormal na coluna.

Compreender a complexa inter-relação das desordens  craniomandibulares requer uma ampla compreensão, não só da anatomia e fisiologia da cabeça e pescoço, mas também da coluna vertebral. A coluna cervical é o elo flexível entre a cabeça e o tronco.

1 FOTO FRENTEPaciente de sexo masculino se apresenta na consulta com queixas de dor de cabeça, dor atrás dos olhos, principalmente do lado direito e dor na sobrancelha direita.

O paciente descreve que ao passar a ponta dos dedos na sobrancelha esquerda em direção ao lado direito ele sente dor, principalmente quando atinge o centro.

Refere dor em ambos os ombros.

1B FOTO FRENTE

Refere dor e estalos em ambas as articulações temporomandibulares.

Se queixa também de sentir crepitações nas ATMs.

Refere uma sensação de ouvidos entupidos e zumbidos bilaterais.

2 FOTO PERFIL

O paciente relata que aperta os dentes todo o dia, e também refere bruxismo noturno.

Também se queixa de dor na nuca e dor na coluna cervical.

Em sua história clínica, ele relata um acidente de carro quando tinha 12 anos de idade, também sofreu um forte golpe na boca e mandíbula.

Ele foi submetido anos após o acidente a uma cirurgia nas vértebras  L3, L4 e L5 por causa de hérnia de disco.

3 DENTESImagem da oclusão habitual do paciente antes do tratamento, no dia da consulta.

Incisivos fraturados e ausência  do canino superior do lado esquerdo.

4 OCLUSAL SUP E INFNa vista oclusal superior e inferior do paciente antes de tratamento fica  evidente o desgaste dos incisivos inferiores e a fratura dos incisivos centrais  superiores.

5 PANORAMICA Radiografia panorâmica inicial: podemos observar a ausência dos elementos dentais 18, 23, 28, 38 e 48. Extensão do seio maxilar na região de pré-molares e molares.

6 p6

Laminografia das articulações temporomandibulares do paciente antes do tratamento: podemos observar o posicionamento superior e posterior do processo articular do lado direito na cavidade articular e o posicionamento posterior e inferior do processo articular do lado esquerdo na cavidade articular quando a mandíbula encontra-se em posição de intercuspidação máxima.

Na posição de abertura máxima, observa-se angulação anterior dos processos articulares. A angulação é mais significativa do lado esquerdo. Aplainamento da superfície posterior dos processos articulares.

7 frontalRadiografia frontal do paciente antes do tratamento.

8 perfilRadiografia lateral em conjunto com a imagem do perfil do paciente, antes do tratamento.

9 C7Radiografia lateral e da coluna cervical do paciente antes do tratamento.

A seta marca a FUSÃO  DAS VÉRTEBRAS CERVICAIS C3 e C4

Quando duas vértebras adjacentes estão fusionadas desde o nascimento, este conjunto de unidade vertebral é chamado de bloco vertebral congênito.

Embriologicamente é o resultado de um erro no processo normal de segmentação dos somitos (estruturas segmentadas, formada a ambos os lados do tubo neural) durante o período de diferenciação nas semanas fetais.

Devido à inexistência de um segmento móvel, as articulações livres (não fusionadas) por cima e por baixo do bloco vertebral fusionado sofrem mais stress,

Elas também podem produzir uma curvatura anormal na coluna.

9A 1 RNM 1 

RNM TI : sequência de cortes sagitais da ATM esquerda em boca fechada.

Podemos observar que apesar da angulação anterior dos processos articulares, (por sequela de  traumatismo na primeira infância) o disco está posicionado na cabeça do côndilo mandibular. Note a conservação da saúde dos elementos moles, mesmo assim existe  compressão dos elementos retro discais a nível do angulo da flexão do colo do côndilo mandibular.

9A 1 RNM 2 

RNM TI : sequência de cortes sagitais da ATM esquerda em boca fechada.

Podemos observar que apesar da angulação anterior dos processos articulares, (por sequela de  traumatismo na primeira infância) o disco está posicionado na cabeça do côndilo mandibular. Note a conservação da saúde dos elementos moles, mesmo assim existe  compressão dos elementos retro discais a nível do angulo da flexão do colo do côndilo mandibular.

9A 2 RNM 1

RNM TI : sequência de cortes sagitais da ATM direita em boca fechada.

Podemos observar que apesar da angulação anterior dos processos articulares, (por sequela de  traumatismo na primeira infância) o disco está posicionado na cabeça do côndilo mandibular. Note a conservação da saúde dos elementos moles, mesmo assim existe  compressão dos elementos retro discais a nível do angulo da flexão do colo do côndilo mandibular.

9A 2 RNM 2

RNM TI : sequência de cortes sagitais da ATM direita em boca fechada.

Podemos observar que apesar da angulação anterior dos processos articulares, (por sequela de  traumatismo na primeira infância) o disco está posicionado na cabeça do côndilo mandibular. Note a conservação da saúde dos elementos moles, mesmo assim existe  compressão dos elementos retro discais a nível do angulo da flexão do colo do côndilo mandibular.

9A 3 RNMRessonância nuclear magnética da ATM esquerda e direita em boca aberta em TI.

Na posição de abertura máxima, observa-se melhor a angulação anterior dos processos articulares. Angulação mais significativa do lado esquerdo.

9A 4 RNM

Ressonância nuclear magnética da ATM esquerda e direita em boca fechada. Corte frontal ou coronal  em TI.

10 AB E FECH

Registro cinesiógrafico inicial: perda importante da velocidade quando o paciente abre e fecha a boca. Não há coincidência entre as trajetórias de abertura e fechamento na vista sagital do registro. Traçado muito vertical na vista sagital típico das sobremordidas.

11 REGISTRO DE MORDIDAPara avaliar corretamente a relação maxilo-mandibular devemos começar a considerar a posição fisiológica de repouso mandibular.

Repouso fisiológico é um conceito aplicável para todos os músculos do corpo. A musculatura estomatognática não é exceção.

Os músculos mastigatórios do paciente foram desprogramados eletronicamente e uma nova posição neurofisiológica de repouso foi registrada.

O registro mostra um espaço livre patológico de 11,8 mm e uma retroposição de 2 mm.

Lembrar que o as angulações do côndilo mandibular, provocadas por traumatismo na primeira infância, provocam uma perda no crescimento vertical e uma compressão a nível do ângulo da flexão do côndilo mandibular.

Clique aqui para ler mais sobre traumatismos na primeira infância e as fraturas em talo verde do côndilo mandibular  

12 DENTES ORTESECom esses dados obtidos após a desprogramação eletrônica mandibular e o registro cinesiográfico, construímos um DIO (dispositivo intraoral) para manter tridimensionalmente a posição registrada. Este dispositivo deve ser testado para mensurar e avaliar objetivamente o paciente.

13 CONTROLE ORTESERegistro cinesiógrafico de controle do DIO (dispositivo intraoral). Trajetórias neuromusculares coincidentes e espaço livre inter-oclusal de 2,4 mm

Estes controles  DEVEM SER PERIÓDICOS DURANTE A PRIMEIRA FASE DO TRATAMENTO e também durante a SEGUNDA FASE DO TRATAMENTO.
Nas publicações dos casos clínicos na PAGINA DE ESTUDOS E INVESTIGAÇÃO DA ATM  coloco uma seleção mínima da sequencia dos registros obtidos durante o tratamento.
É importante lembrar que durante o tratamento neurofisiológico o paciente é medido e controlado durante todo o percurso.

9A 1 RNM

O paciente apresentava  problemas de localização tridimensional do côndilo mandibular.

Mesmo que estruturalmente os côndilos mandibulares tenham sofrido mudança do eixo de crescimento devido a traumatismo na primeira infância, eles não apresentavam lesões que impedissem, após a melhora da localização tridimensional da mandíbula, iniciar a SEGUNDA FASE DO TRATAMENTO.

9A 2 RNM
Neste caso clínico decidi NÃO solicitar uma segunda ressonância nuclear magnética, já que não era necessário controlar a medular do côndilo mandibular, pois não apresentava lesões nem problemas no complexo côndilo e disco articular.

O paciente apresentava remissão da sintomatologia, o que nos permitiu passar para a SEGUNDA FASE DO TRATAMENTO NEUROFISIOLÓGICO.

15 sequencia 1Na  imagem superior podemos de cima para abaixo observar:

Oclusão inicial do paciente antes do tratamento;

Oclusão do paciente com o DIO ( dispositivo intraoral);

Início da ortodontia tridimensional, SEMPRE COM O DIO (dispositivo intraoral) construído em posição neurofisiológica. Instalação de um expansor removível superior.

16 B sequencia

Sequência de imagens da ortodontia tridimensional com o expansor e a movimentação do primeiro pré-molar superior do lado esquerdo para a instalação de um implante dentário.

17 sequencia

Sequência de imagens da ortodontia tridimensional neste caso clínico específico.

17B sequencia

Sequência de imagens acima da ortodontia tridimensional neste caso clínico específico e instalação do implante dentário, devido à ausência do canino superior do lado esquerdo.

18 sequenciaOs incisivos superiores foram reabilitados com resinas para recuperar a estética e funcionalidade do paciente.

19 PANORAMICA NO TRATRadiografia panorâmica de controle: implante colocado durante a ortodontia tridimensional no percurso do tratamento neurofisiológico. O DIO, (dispositivo intraoral) em posição neurofisiológica permanece instalado em boca durante toda a SEGUNDA FASE.

20 RESINAS INFERIORES

Os incisivos inferiores foram reabilitados com resinas para recuperar a estética e funcionalidade do paciente.

A erupção ativa dos setores posteriores foi concluída finalizando a segunda fase.

Neste caso clínico específico não foi documentada a  sequência de erupção ativa em imagens. Para os leitores que quiserem relembrar a erupção ativa na ortodontia tridimensional recomendo entrar neste link.

22 DENTES FINALOclusão do paciente após o tratamento neurofisiológico. Primeira e segunda fase terminada.

23 DENTES FINAL COMPARATIVOSImagens comparativas da oclusão do paciente antes e após o tratamento neurofisiológico.

24 OCLUSAIS FINAIS

Vista oclusal superior e inferior  do paciente após o tratamento neurofisiológico.

25 OCLUSAIS FINAIS COMPARATIVAS

Imagens comparativas da vista oclusal superior e inferior  do paciente antes e após o tratamento neurofisiológico.

26 PANORAMICAfinalRadiografia panorâmica  após a primeira e segunda fase do tratamento neurofisiológico.

26A PANORAMICACOMPARATIVASRadiografias panorâmicas comparativas: antes do tratamento, durante o tratamento e após a finalização da ortodontia tridimensional e reabilitação neurofisiológica.

27 laminograpfia finalLaminografia do paciente  após a primeira e segunda fase do tratamento neurofisiológico.

30 COMPARAÇAO PERFISRadiografias laterais comparativas do paciente: antes e após o tratamento neurofisiológico.

31 COMPARAÇAO C7Radiografia lateral e da coluna cervical comparativas do paciente antes da PRIMEIRA FASE e na finalização da ORTODONTIA  TRIDIMENSIONAL e  REABILITAÇÃO NEUROFISIOLÓGICA.

Neste caso não podemos mudar uma fusão congênita das vertebras cervicais, mas se entendermos que existem cadeias miofasciais que conectam a ATM ao resto do corpo, então poderemos, melhorando a localização tridimensional mandibular, ajudar o sistema. Logicamente, o sistema é um todo e dependendo de cada caso clínico precisaremos da colaboração de profissionais especialistas nas diferentes áreas da saúde.

32 COMPARAÇAO IMAGEM FRONTAL Imagens frontais comparativas do paciente: antes e após o tratamento neurofisiológico.

32 COMPARAÇAO PERFILImagens de perfil comparativas do paciente: antes e após o tratamento neurofisiológico.

32 DEPOIMENTO INICIALTempos atrás, em busca de um tratamento ortodôntico para meu primeiro filho, conheci a Clinica My. Na época, minha prioridade era de fato buscar uma solução de correção a um problema de dentição inclusa do meu filho.

Passadas algumas consultas, conheci a Dra. Lídia, que já em nossas primeiras e breves conversas, e em função de algumas queixas, diagnosticou que eu, muito mais que meu filho, tinha problemas ligados a disfunções na ATM e precisava buscar tratamento…

Naquela ocasião eu tinha diversos problemas de dentição, tais como: desgastes nos dentes inferiores e superiores e ponta de dentes quebrados, estalos na mastigação etc…

34 DEPOIMENTO FINAL

Eu tinha muitas dores de cabeça, dores na base da nuca e atrás dos olhos, nas costas e ombros… Sentia também uma sensação de dor em minha sobrancelha direita quando passava minha mão na testa, era de fato algo muito desconfortável e estranho.

Felizmente isso é coisa do passado. Graças ao diagnóstico preciso da Dra. Lídia e ao tratamento, que segui rigorosamente a risca, hoje já estou livre destes males.

Eu gostaria também de agradecer o cuidadoso trabalho do Dr. Luis Daniel durante todo o processo do tratamento e a atenção e o carinho que me foi dado por toda a equipe da Clinica My.

33 FINAL

 

Página de estudos e investigação da ATM. Um ano de publicações.

To read this publication in English click here.

Caros amigos,

Em Dezembro de 2014 iniciei o projeto da Página de Estudos e Investigação da ATM*. No inicio todo o seu conteúdo foi oferecido em três idiomas: português, inglês e espanhol. Devido a análise das estatísticas de acesso das páginas, em Março de 2015 decidi manter somente a divulgação do conteúdo em português e em inglês.

Nos dias de hoje, a medicina baseada em evidência está estratificada hierarquicamente de cima para baixo onde na base da pirâmide encontramos os casos clínicos, os quais raramente são vistos como evidência. A Página de Estudos e Investigação da ATM teve, em sua concepção, o propósito da publicação de casos clínicos, cuidadosamente publicados com as respectivas documentações dos pacientes com queixas de dor, disfunção e patologia da ATM, tratados na Clínica MY.

INICIAL.jpgA proposta foi a de incluir estes casos clínicos e conceitos e assim compartilha-los, oferecendo livre acesso ao conteúdo com imagens, eletromiografia de superfície, cineciografia computadorizada anteriores e posteriores ao processo terapêutico. Também foram incluídos casos de ortodontia tridimensional e reabilitação neurofisiológica da segunda fase de tratamento, após o tratamento da ATM.

site em portugues nova

 

A Página de Estudos e Investigação da ATM está fazendo neste mês de dezembro um ano de vida e quero celebrar o seu aniversário com vocês.  Temos, com este projeto um lugar na internet que mostra a linha de trabalho conhecida como odontologia neurofisiológica, que considera todo o sistema corporal, uma área que atua também sobre a postura e o funcionamento mandibular. Para isso a odontologia neurofisiológica procura estabelecer, no paciente uma posição baseada na relação harmoniosa entre os músculos, dentes e articulações temporomandibulares.site em ingles nova

Na publicação deste final de ano escolhi as imagens mais significativas de todo este ano de publicações, com links diretos para cada uma das publicações originais.1

Descompressão Neurofisiológica em Posição de Repouso Promove uma Remodelação Positiva em um Processo Degenerativo da Articulação Temporomandibular de uma Adolescente

Sem Título-1

Anatomia é a Plataforma onde a Fisiologia Atua.

Sem Título-1

Modificações Estruturais do Processo Condilar como uma das Sequelas de Traumatismo na Infância.

26

Recaptura dos Discos Articulares Mediante o Reposicionamento Neurofisiológico da Mandíbula

26

Distonia Cervical ou Torcicolo Espasmódico: Evolução positiva após Tratamento Neurofisiológico

2

Deslocamento Anterior do Disco Articular com Redução. Recapturar ou não Recapturar, eis a Questão.

17 COLUNA E PERFIL COMP

Inter-relação dos Desordens Craniomandibulares e da Coluna Vertebral. Caso Clínico

24

Ortodontia Tridimensional na Segunda Fase dos Tratamentos das Patologias da ATM

FINAL

Reabilitação e Ortodontia Neurofisiológica Combinada: paciente com processos degenerativos em varias articulações do corpo.

FINAL

Tratamento das Patologias da ATM: primeira e segunda fase (ortodontia tridimensional) em uma paciente hiperlassa com hipossinal na medular da cabeça da mandíbula. Caso clínico.

33

Recaptura do Disco Articular: paciente com significativa assimetria das cabeças mandibulares e deslocamento redutível unilateral.Caso clínico

Sem Título-1

Osteonecrose da Cabeça da Mandíbula: recuperação da alteração da medular óssea.

Sem Título-1

Tratamento das Patologias da ATM: Paciente com fortes dores na região da face, pescoço e articulação temporomandibular. Primeira e segunda fase.

Sem Título-1

Paciente com Espondilite Anquilosante e Patologia Intra-articular não Inflamatória na ATM

1

Consolidação não Cirúrgica de uma Fratura do Côndilo Mandibular pelo Alinhamento Neurofisiológico dos Segmentos Quatro Meses após uma Cirurgia Infrutuosa. Caso clínico

37 poster

A importância da Posição de Repouso Mandibular mediante a Desprogramação Eletrônica no Tratamento das Patologias Temporomandibulares, no Diagnóstico Ortodôntico e na Reabilitação Oral. Caso clínico.

41 RNM AFTER TREATMENT cor

Patologias da ATM em Crianças e Adolescentes o Diagnóstico Esquecido

evento 4

Capacitação em Diagnóstico e Tratamento das Patologias da ATM

 

 

 

Conteúdo Programático no Curso Extensivo de Capacitação em Diagnóstico e Tratamento das Patologias da ATM

31 ress comparativa frontal esq 1 flecha

A Posição Postural da Mandíbula e a sua Complexidade na Relação Tridimensional Maxilomandibular: primeira e segunda fase em um paciente com severa sintomatologia com informações sutis nas imagens.

26B LATERAIS COMPARATIVAS LINHA

A Posição Tridimensional Neurofisiológica da Mandíbula nos Protocolos de Próteses sobre Implantes

Quero agradecer a minha família que sempre está ao meu lado em cada um dos projetos, aos amigos que desde o Brasil e de diversas partes do mundo apoiaram e apoiam este projeto, aos colegas, e aos pacientes, que frequentemente escrevem incentivando e agradecendo estas publicações.

Agradeço assim, ao fechar este momento de análise anual e de perspectiva para o ano que se segue, aos leitores de todas as partes do mundo que acompanham esta página. É um privilégio poder contar com suas visitas.

Com os melhores votos para 2016, com um ano de paz, saúde, amor e felicidade para todos.

Dra. Lidia Yavich

A importância da Posição de Repouso Mandibular mediante a Desprogramação Eletrônica no Tratamento das Patologias Temporomandibulares, no Diagnóstico Ortodôntico e na Reabilitação Oral. Caso clínico.

1 frontalPaciente do sexo masculino de 43 anos de idade se apresenta no consultório com queixa de forte desgaste nos dentes do arco superior e inferior, quebra frequente de dentes, bruxismo intenso, dor nos ombros e dor na coluna cervical.2 perfil O paciente relata um problema estético na sua aparência de frente e de perfil, e enfatiza que seus dentes “estão quase acabando”.3 DENTESNa imagem da oclusão habitual do paciente se observa o intenso desgaste dos dentes superiores e inferiores, especialmente do setor anterior.

O paciente tinha consultado um colega para fixar uma prótese fixa adesiva, o Dr. João Souza, que na época estava cursando o programa de Megarresidências em Patologias da ATM, na nossa clínica em Porto Alegre.

O  Dr. João Souza, observando o perfil, a oclusão e o estado de desgaste dos dentes, sugeriu uma consulta em nossa clínica para uma avaliação tanto da ATM como das possibilidades não cirúrgicas dentro da filosofia neurofisiológica.

O paciente já estava com uma cirurgia ortognática marcada, mas mesmo assim considerou interessante fazer outra avaliação do seu caso clínico.

4 OCLUSALObservando a vista oclusal podemos avaliar melhor o alto grau de desgaste dos dentes anteriores, superiores e inferiores.5 PANORAMICA INICIAL Na radiografia panorâmica podemos observar a ausência dos elementos dentais 17, 15, 26, 28, 37, 36 e 45.

Os elementos 38 e 47 se encontram endodonticamente tratados.6 LAMINOGRAFIA

Na laminografia das articulações temporomandibulares podemos observar o posicionamento inferior e posterior do processo articular do lado esquerdo na cavidade articular quando a mandíbula encontra-se em posição de intercuspidação máxima.

Na posição de abertura máxima observa-se aplainamento da superfície anterior do processo articular do lado direito. Também observa-se angulação anterior do processo articular do lado esquerdo com aplainamento da sua superfície posterior e anterior superior.

7 PERFIL E ROSTOA radiografia lateral em conjunto com a imagem do perfil do paciente antes do tratamento destaca o problema estético que aflige o paciente.8 FRONTAL INICIALRadiografia frontal do paciente antes do tratamento.9 C7 INICIALRadiografia lateral e da coluna cervical do paciente antes do tratamento.10 ELETROMIOGRAFIA INICIAL ANTES DO DEMRegistro eletromiográfico antes da desprogramação eletrônica na primeira consulta: atividade levemente elevada do músculo masseter esquerdo e de ambos músculos digástricos  em repouso.

Todos estes músculos mastigatórios baixaram os seus valores após a desprogramação eletrônica.11 ELETROMIOGRAFIA INICIAL APÓS DEM Neste registro podemos observar a diminuição da atividade dos músculos mastigatórios em repouso após a desprogramação eletrônica.12 ELETROMIOGRAFIA INICIAIS COMPARATIVAS Registros eletromiográficos comparativos antes e após a desprogramação eletrônica na primeira consulta do paciente.7 PERFIL E ROSTO Após a desprogramação eletrônica mandibular, foi constatado o aumento patológico do espaço livre interoclusal. Essa informação, conjuntamente com todos os exames auxiliares do diagnóstico, nos permitiu propor um tratamento neurofisiológico não cirúrgico.

Primeiramente posicionaríamos a mandíbula em equilíbrio com os músculos, mediante um DIO ( dispositivo intraoral) construído em posição neurofisiológica.

Posteriormente seria realizada uma ortodontia tridimensional, que manteria a posição neurofisiológica em conjunto com uma reabilitação neurofisiológica,  sempre mantendo as posições de equilíbrio muscular obtidas inicialmente. Para isto é fundamental medir o paciente em cada uma destas etapas.

No caso clínico específico deste paciente a recuperação do espaço livre interoclusal proporcionaria um resultado estético e funcional muito bom!

NÃO É EM TODOS OS CASOS que uma cirurgia pode ser evitada (CADA CASO É UM CASO) e mesmo casos semelhantes requerem uma avaliação personalizada e um estudo único.

O paciente foi informado sobre todas as fases do tratamento e analisando todas as alternativas o paciente aceitou a nossa proposta clínica.

Foi solicitada uma RNM ( Ressônancia Nuclear Magnética) para analisar o estado do disco e dos ligamentos da articulação temporomandibular. A RNM revelou que os discos e ligamentos se encontravam em um bom estado de saúde. 13 aFoi utilizada estimulação elétrica transcutânea neural (TENS) na divisão mandibular do nervo trigêmeo (V) para relaxar os músculos mastigatórios e registrar a posição de repouso da mandíbula.

O paciente apresentava um espaço livre patológico de 8 mm e uma retrusão de 3,8 mm.

Essa posição de repouso mandibular tridimensional foi gravada sob a forma de um registro de mordida oclusal, que mais tarde foi utilizado para fabricar um DIO (dispositivo intraoral).13Registro para a recalibração do DIO (dispositivo intraoral) durante a primeira fase do tratamento neurofisiológico.14 ORTESE RECALIBRADA O DIO (dispositivo intraoral) é um aparelho mandibular removível que, neste caso, deve ser usado durante o dia e a noite pelo paciente, inclusive nas refeições. Este aparelho intraoral é testado eletromiograficamente e cinesiograficamente para suportar esta posição neurofisiológica.15 PERFIS COMPARATIVOSImagens do perfil do paciente em oclusão habitual e em oclusão neurofisiológica com o DIO ( dispositivo intraoral) em boca.16 FRONTAL COMPARATIVOSImagens frontais do paciente em oclusão habitual e em oclusão neurofisiológica com o DIO ( dispositivo intraoral) em boca.19 PANORAMICA PREPARO PARA IMPLANTES 1 A radiografia panorâmica do paciente mostra a  preparação ortodôntica para a instalação dos implantes dentários.19b PANORAMICA IMPLANTES 1 Radiografia panorâmica do paciente após a instalação dos primeiros implantes dentários. 20 ORTO 1Após a colocação dos implantes dentários dou inicio à movimentação ortodôntica para a reconstrução dos dentes anteriores com resina composta.21 REABILITAÇÃO E ORTO E IMPLANTESApós a movimentação dos dentes anteriores, os brakets foram temporariamente retirados para permitir a reconstrução dos dentes com resina composta.

Esta reabilitação foi realizada pelo Dr. João Souza seguindo todos os protocolos neurofisiológicos.22 ORTESE NOVA REABILITAÇÃO E ORTO E IMPLANTESApós esta reconstrução com resina composta do setor anterior, o aparelho ortodôntico foi reinstalado e um novo DIO (dispositivo intraoral) foi construído em posição neurofisiológica.

A prótese adesiva do setor inferior direito foi retirada e foi instalado um implante.15b RADIOGRAFIAS LATERAIS COMPARATIVASRadiografias laterais comparativas do paciente: em oclusão habitual antes do tratamento e em oclusão neurofisiológica durante o tratamento.16 bRADIOGRAFIAS FRONTAL COMPARATIVASRadiografias frontais do paciente em oclusão habitual e em oclusão neurofisiológica com o DIO ( dispositivo intraoral) em boca.17 LAMINOGRAFIAS CONTROLE A laminografia das articulações temporomandibulares em posição neurofisiológica mostra o posicionamento inferior e anterior dos processos articulares nas cavidades articulares quando a mandíbula se encontra em posição de intercuspidação máxima.18 LAMINOGRAFIAS COMPARATIVAS    Laminografias comparativas da articulação temporomandibular antes e  durante o tratamento neurofisiológico.24 ORTESE NOVA REABILITAÇÃO E ORTO E IMPLANTES 2  Sequencia do tratamento ortodôntico, preparo para a instalação protética do implante inferior.25 ORTESE NOVA REABILITAÇÃO E ORTO E IMPLANTES 3  Instalação do elemento provisório no implante inferior e colocação do braket no mesmo elemento.26 ORTESE NOVA REABILITAÇÃO E ORTO E IMPLANTES 4 Sequência do tratamento ortodôntico para a erupção ativa dos setores posteriores.27 ORTESE NOVA REABILITAÇÃO E ORTO E IMPLANTES 5Sequência do tratamento ortodôntico para o alinhamento e nivelamento dos dentes anteriores inferiores para a reconstrução com resina composta.28 ORTO 6 Sequência do tratamento ortodôntico para o alinhamento e nivelamento dos dentes anteriores inferiores para a reconstrução com resina composta.30 Finalização de todas as fases do tratamento neurofisiológico.30bVista oclusal superior e inferior do tratamento finalizado. 31 COMPImagens comparativas da oclusão do paciente antes e após o tratamento neurofisiológico.31BImagens comparativas da vista oclusal superior e inferior  do paciente antes e após o tratamento neurofisiológico.32 panoramicas comparativasRadiografias panorâmicas comparativas: antes do tratamento e após a primeira fase da ortodontia tridimensional e da reabilitação neurofisiológica.

No transcurso do tratamento foi decidida a instalação de dois implantes posteriores, o inferior devido a um processo infeccioso no terceiro molar  do lado direito e o outro implante, superior, no mesmo lado para melhorar o apoio articular. 33laminografias comparativasLaminografias comparativas do paciente: antes, durante e após o tratamento neurofisiológico.34 teles comparativasRadiografias laterais comparativas do paciente: antes, durante e após o tratamento neurofisiológico.35 frontais comparativos 22Imagens frontais comparativas do paciente: antes, durante e após o tratamento neurofisiológico.36 perfis comparativos 2Imagens de perfil comparativas do paciente: antes, durante e após o tratamento neurofisiológico.37 poster    A importância da posição de repouso mandibular mediante a desprogramação  eletrônica no tratamento das patologias temporomandibulares, no diagnóstico ortodôntico e na reabilitação oral. Caso clínico.38 este depoimentoEu já estava praticamente decidido fazer uma cirurgia para correção facial em função de vários problemas como desgastes dos dentes, bruxismo, zumbidos, desequilíbrio físico, dores e má aparência. Em uma consulta para um pequeno procedimento odontológico com o Dr. Joao Souza, fui aconselhado por ele a procurar a Dra. Lidia Yavich para uma consulta, com o objetivo de ver se havia alguma possibilidade, no meu caso, de evitar a cirurgia e resolver os problemas que eu estava tendo.

Na primeira consulta que tive com a Dra. Lidia Yavich fui apresentado a uma técnica de correção facial e dentária que me transmitiu muito mais segurança que a cirurgia.  A Dra. ESCLARECEU QUE EXISTIAM CASOS ONDE A CIRURGIA ERA ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIA, mas que no meu caso poderia haver outra alternativa.

Assim sendo, iniciei o tratamento….  que realmente mudou completamente meu dia a dia. Hoje estou muito contente com o resultado alcançado e com a qualidade de vida proporcionada em função do desaparecimento dos sintomas acima relatados.

Gostaria de deixar registrado que além do profissionalismo de toda a equipe da Clinica MY, em especial da Dra. Lidia Yavich, tive o privilegio de fazer grandes amizades com pessoas especiais e que jamais sairão da história de minha vida, e também quero deixar um agradecimento todo especial ao profissional que desencadeou todo o processo, o Dr. João Souza que sempre prima pela qualidade e bem estar de seus pacientes.

Consolidação não Cirúrgica de uma Fratura do Côndilo Mandibular pelo Alinhamento Neuromuscular Fisiológico dos Segmentos, quatro meses após uma Cirurgia Infrutuosa. Caso clínico

A fratura do côndilo mandibular é uma das fraturas mais frequentes dentro das fraturas mandibulares. O tratamento destas fraturas tem sido sempre um assunto controverso. Uma das complicações da fratura do côndilo mandibular é a falta de união dos segmentos.

O presente caso clínico documenta um paciente do sexo masculino de 57 anos de idade com uma complicação por falta de união do côndilo mandibular esquerdo quatro meses após a cirurgia e a resolução deste caso com um alinhamento neurofisiológico dos segmentos, sem uma nova cirurgia ou fixação interna.1 APaciente do sexo masculino de 57 anos de idade foi encaminhado para a clínica por seu dentista. Suas principais reclamações foram: falta de força ao mastigar, dificuldade em abrir a boca, dor cervical, dor nas ATMs e zumbido no ouvido esquerdo.

A história clínica revelou que o paciente caiu no banheiro quatro meses antes da consulta, batendo o queixo e fraturando sua mandíbula. Ele foi cirurgicamente tratado para a fratura da sínfise e do côndilo mandibular esquerdo.

O exame clínico extraoral não revelou qualquer inchaço óbvio.1 BApós a realização de todas as avaliações clínicas foi solicitado uma radiografia panorâmica. Foi evidente a falta de  união da fratura do côndilo mandibular esquerdo.

Anomalias dentárias incluíam a falta dos elementos 14, 36 e 46 e uma mordida aberta posterior do lado esquerdo.

Radiografia panorâmica do paciente no dia da consulta mostrando a falta de união da fratura do côndilo esquerdo.

Côndilos mandibulares assimétricos. Imagem radiopaca compatível com fio de osteosíntese na região inferior da apófise condilar do lado esquerdo com deslocamento do fragmento ósseo.

Na região do mento do lado direito, imagens radiopacas horizontais compatíveis com artefatos de osteosíntese para contenção da fratura na região anterior da sínfise mentoniana.

2 condilo inicial Ampliação do côndilo mandibular esquerdo na radiografia panorâmica.

3 LAMINOGRAFIA INICIALLaminografia das ATMs do paciente no dia da consulta evidenciando a falta de união da fratura do côndilo mandibular esquerdo.

Foi solicitada uma TC (tomografia computadorizada) para obter um diagnóstico mais preciso.4 CORTES DE TOMOGRAFIA INICIAISTC: cortes sagitais confirmando a falta de união total da fratura do côndilo mandibular, quatro meses após a cirurgia.4A CORTES DE TOMOGRAFIA INICIAIS TC: cortes frontais confirmando a falta de união total da fratura do côndilo mandibular, quatro meses após a cirurgia.5 3D da fratura Reconstrução em 3D mostrando a falta de união total da fratura do côndilo mandibular, quatro meses após a cirurgia.6 3D transparencia da fratura  Outra reconstrução em 3D mostrando a falta de união total da fratura do côndilo mandibular, quatro meses após a cirurgia.7 A ELETROMIOGRAFIA INICIAL Registro eletromiográfico antes da desprogramação eletrônica na primeira consulta: atividade elevada do masseter direito, do trapézio direito e do digástrico direito em repouso. Todos estes músculos mastigatórios abaixaram os seus valores após a desprogramação eletrônica.7 B ELETROMIOGRAFIA após demaDiminuição da atividade dos músculos mastigatórios em repouso após a desprogramação eletrônica.7 C ELETROMIOGRAFIA comparativas ante e apos desprogramaçãoRegistros eletromiográficos comparativos antes e após a desprogramação eletrônica na primeira consulta do paciente.

Com base no histórico do caso e as características clínicas e radiográficas, este caso foi diagnosticado como uma falta de união da fratura do côndilo esquerdo mandibular. A falta de união ou não união é uma complicação nas fraturas mandibulares. Os fatores causais incluem atraso no tratamento, infecção, imobilização inadequada, e fixação interna imprópria; pode estar presente uma infecção concomitante.

Outros fatores contribuintes suspeitos incluem a falha para fornecer antibióticos, atraso no tratamento, dentes na linha de fratura, uso de álcool e de drogas, inexperiência do cirurgião, e falta de colaboração do paciente.

Geralmente o tratamento da falta de união consiste em técnicas convencionais de debridamento, antibioticoterapia e mais imobilização.

1 AEncaminhamos o paciente de volta para o cirurgião, onde foi proposta uma nova cirurgia.

O PACIENTE SE RECUSOU TERMINANTEMENTE A TER UMA NOVA CIRURGIA

Considerando a decisão categórica de não realizar uma nova cirurgia o paciente retornou à clínica onde foi proposto. uma abordagem de tratamento conservador. O paciente foi informado sobre possíveis limitações do tratamento devido à sua idade.

Analisando as alternativas o paciente aceitou a proposta clínica.

8 REGISTRO INICIAL

Foi utilizada estimulação elétrica transcutânea neural (TENS) da divisão mandibular do nervo trigêmeo (V) para relaxar os músculos mastigatórios e registrar a posição de repouso da mandíbula.

Essa posição de repouso mandibular tridimensional foi gravada sob a forma de um registro de mordida oclusal, que mais tarde foi utilizado para fabricar um dispositivo intraoral. Este é um aparelho removível mandibular que, neste caso, deve ser usado durante o dia e a noite pelo paciente. Este aparelho intraoral é testado eletromiograficamente e cinesiograficamente para suportar esta posição neurofisiológica.

9 0clusão com o DIO O paciente foi orientado para usar o dispositivo intraoral todo o tempo. As avaliações dinâmicas melhoraram e o paciente não sentiu mais dor nem dificuldade para mastigar.

Durante o tratamento um novo dispositivo intraoral em posição neurofisiológica foi construído.10  0clusão com o 2 DIO Uma segunda radiografia panorâmica foi solicitada três meses após o inicio do tratamento. A nova radiografia panorâmica mostrou a melhora da posição do côndilo mandibular e finalmente quatro meses após este ultimo controle uma terceira radiografia panorâmica foi solicitada onde pode se observar a união da fratura.11 comparação de panorâmicasImagem comparativa do côndilo mandibular esquerdo na primeira radiografia panorâmica do paciente no dia da consulta (4A), segunda radiografia panorâmica três meses após (4B) e terceira radiografia panorâmica (4C) quatro meses após o segundo controle mostrando a melhora da posição do côndilo mandibular e a união do osso.

OBSERVAR A VERTICALIZAÇÃO DO FIO METÁLICO DA CIRURGIA

11AB comparação de panorâmicas com inversão

 INVERSÃO DA COR da imagem comparativa do côndilo mandibular esquerdo na primeira radiografia panorâmica do paciente no dia da consulta (4A), segunda radiografia panorâmica três meses após (4B) e terceira radiografia panorâmica (4C) quatro meses após o segundo controle mostrando a melhora da posição do côndilo mandibular e a união do osso.

OBSERVAR A VERTICALIZAÇÃO DO FIO METÁLICO DA CIRURGIA.

11A comparação de panorâmicas E OCLUSÃO Imagem comparativa do côndilo mandibular esquerdo na primeira radiografia panorâmica do paciente no dia da consulta (4A), segunda radiografia panorâmica três meses após (4B) e terceira radiografia panorâmica (4C) quatro meses após o segundo controle mostrando a melhora da posição do côndilo mandibular e a união do osso.

As imagens frontais da oclusão habitual no dia da consulta, quatro e sete meses após iniciado o tratamento estão também inseridas nesta imagem.

12 CORTES DE TOMOGRAFIA FINAIS Uma nova TC foi solicitada e claramente mostra a união da fratura, sem o paciente ter sido submetido a uma nova cirurgia e sem ter usado nenhuma fixação maxilomandibular (MMF)

15 3D comparativasReconstrução em 3D mostrando a falta de união do côndilo mandibular esquerdo após quatro meses da cirurgia e a posterior união do côndilo mandibular após o tratamento neurofisiológico.

Fraturas onde os músculos tendem a trazer os fragmentos juntos são mais favoráveis que aquelas fraturas onde os músculos tendem a separar os fragmentos.

O deslocamento dos segmentos da fratura é observado nas fraturas do côndilo mandibular. O tipo, mais comunmente observado é o deslocamento ântero-medial por causa da ação do músculo pterigoideo lateral.

A habilidade de posicionar espacialmente a mandibula, através da medição do comprimento de repouso dos músculos mastigatórios pode ser um auxiliar importante na recuperação das fraturas do côndilo mandibular.

cartaz1 modificado

cartazII modificado